Quando alguém (em geral, aluno) me pergunta o que é a Web 2.0, sugiro que pense em 3 eixos: a tecnologia, as marcas (brands) e as pessoas.
Talvez você queira ler as 10 coisas que a Web 2.0 não é (em inglês), que já estava com 108 comentários, na última vez que visitei o post…
Não há uma resposta simples para perguntas complexas…
Vou trazer aqui minha percepção.
Conforme a tecnologia avança, empresas que “ontem” nem existiam percebem a mudança, antecipam-se aos concorrentes na inovação, convergem talento empreendedor e algum capital, e lançam facilidades e serviços no mercado que atraem pessoas e suas necessidades-expectativas, e possibilitam a fixação de suas marcas.
O poder das marcas (brands), o ativo imaterial mais forte da Sociedade da Informação, cresce extraordinariamente.
Eis uma nuvem de logos da Web 2.0 :

Crédito da imagem para Ludwig Gatzke
Em paralelo, vejo que existe um outro grupo de pessoas, que também constrói a Web, cuja relação com as marcas (brands) não é tanto emocional mas ideológica.
O pessoal que carinhosamente chamo de “Turma do Pinguim”, por exemplo, tem tanto interesse em liberdade e tecnologia, que muitos transformam o Projeto do Software Livre numa cruzada.
A julgar pelas seguidas denúncias de monopólio da Microsoft, por exemplo, quem vai dizer que eles estão errados?
Esses caras usam a nuvem de tags tecnológicas abaixo :

Existem inconvenientes da hiperconexão? Sem dúvida, muitos. A privacidade é um deles. Recomendo, inclusive, a leitura do Teste da Privacidade Digital.
MANUEL CASTELLS (2003), investigador da Sociedade em Rede (Network Society), registrou a importância da ética hacker para o desenvolvimento da Internet. Um paradoxo! Isso quer dizer que os informatas (geeks) estão revolucionando a sociedade? Sim, não e talvez…
Generalizando, o fato é que a mudança maior só pode vir da mudança de valores, que depende de massa crÃtica (assunto que já abordei) que, por sua vez, vem da conscientizaçao crescente. A tecnologia é somente a ponta do iceberg.

E se me perguntam se sou deslumbrado com a Tecnologia, digo que sei reconhecer seu valor sem ignorar seus limites, ambiguidades e até contradições.
Não se pode esquecer que a internet de agora ainda tem o cheiro da guerra fria de 40 anos atrás. Ou que o holocausto representou a cegueira da tecno-ciência da morte, a serviço da nazi-insensatez belicosa. E por aà seguiria…
Por fim, há ainda outra grupo (na qual eu me incluo) que compreende que todo esse movimento pode derivar em uma finalidade social-humanÃstica maior, de médio e longo prazo, de conscientização por atacado.
Uma espécie de OPEN MIND, que cresce em paralelo ao OPEN SOURCE da tecnologia e OPEN ACCESS da ciência.
Para encerrar, sugiro dois Ãcones culturais que resumem muito bem o novo momento:
1) “People Inside” (confira a entrevista de Tim O’Reilly, em inglês), modelo em alta, sucessor do “Intel Inside” da Web original.
2) Cidadania hiperconectada (crédito da imagem para Friendster).

pergunta: Você que leu até aqui, o Blog quer saber:
Você já sabe qual das 3 tribos é a sua tribo? A que vai merecer o direcionamento maior das suas competências e esforços?
PS- Crédito da imagem de capa para Derek.
Abç Alexandre


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Boa noite!! Tenho que fazer um trabalho sobre marcas fortes e fracas. Você sabe de algum site onde posso obter imagens?
Também a um tempo atrás, vi uma reportagem na tv, em que os profissionais usavam marcas famosas, mais com outros nomes, usavam apenas o desenho da marca, você saberia me informar se já viu algo parecido e onde posso encontrar?
Milaine
Oi Milaine
Eu utilizo somente imagens do Google Images, mas minha dica seria dar uma olhada no:
http://picasaweb.google.com/lh/explore#
http://www.flickr.com/
Em busca de álbuns de profissionais, já que “marca” é necessariamente uma imagem que não nasceu para ficar escondida…
Boa sorte e até mais
Alexandre Mello
Editor Nova Sinapse