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Quem Somos Nós – Desafio à Ciência

Ao final do post, um video sobre o assunto!

O mínimo que podemos dizer sobre o Filme Quem Somos Nós? é que gerou muita polêmica.

Há comunidades no Orkut e na blogosfera, com muitas postagens. No Wikipedia, li que o filme causou reação da comunidade científica internacional.

Seria o filme uma mera peça de divulgação mística? Estaria a ciência sendo “usada” a favor de teses New Age? O que teria o filme de tão especial que atraiu multidões mundo afora?

Compreensível a reação dos cientistas por uma razão bem plausível: A ortodoxia científica avançou nos últimos 4 séculos lidando com fatos observáveis instrumentalmente, replicáveis experimentalmente e “compreendidos” sob a luz do paradigma da Física Newtoniana, das macro-realidades.

Sob esta ótica, ao raciocinar na compreensão da realidade quântica, tenderá a ciência a querer transpor os mesmos métodos, os mesmos esquemas mentais e a “velha ortodoxia” para este “mundo novo”. Mas será isto possível?

Nessa lógica, o que não pode ser medido nem observado externamente, não é ciência. Mas, e quando o experimentador afeta a experiência, como no mundo quântico, não seria necessário se repensar novas variáveis afetando o próprio método científico?

E quando se pretende estudar a consciência (consciousness), na sua individualidade e idiossincrasia, não haveria a necessidade de se repensar o próprio paradigma?  

É salutar questionar a realidade do ser humano. O óbvio é que esta realidade transcende ao mundo físico ordinário, mas como controlar o fascínio que esta transcendência provoca? O popular no filme tem sua razão de ser…

E o fato do filme ser inspirado em canalizações mediúnicas? É questionável, sem dúvida, mas foi exageradamente usado como pretexto para desqualificar o documentário, colocando o fenômeno mediúnico à parte da ciência.

Questiono se a ciência comete ou não falácia ao categorizar aquilo que não compreende como pseudo-ciência. Ou quando ataca opositores e não argumentos…

Questiono igualmente a mania de usar ciência como argumento de poder. Principalmente quando cientistas que são questionados dentro da própria comunidade científica utilizam de suas credenciais para gerar mais credibilidade.

Vi o filme duas vezes e recomendo. O que mais importa é avaliar por si mesmo e formar uma opinião. Se está difícil compreender, estude mais. Abra a mente e procure se informar. Amplie suas fontes. Seja cético, mas não limitado!

Estudar a realidade é sempre um bom caminho. Te deixa mais seguro intelectualmente. Só não esqueça também de questionar a si próprio :-)

A seguir, um vídeo gravado com a opinião de dois professores brasileiros que ilustra a reação ao filme (em português, sem legenda):

1ª parte:

2ª parte:

Valorize sua leitura comentando, gerando trackback ou compartilhando :-)

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16 Comentários to “Quem Somos Nós – Desafio à Ciência”

  1. Patricia disse:

    òtimo texto, muito boa sua argumentação. Nem vou entrar em detalhes sobre o que achei das opiniões das pessoas nestes dois vídeos, porque na melhor das hipóteses estas pessoas não me parecem ter informações suficientes para fazer uma análise crítica bem embasada. Cientistas, físicos ou não, claramente faltam informações a estas pessoas. E é bem isso que você falou no seu texto, nada a acrescentar. :-)

    Abraços,

    Patricia.

  2. Oi Patrícia,

    … respondi direto no seu blog, mas agora registro mais algumas idéias aqui …

    A ciência faz o conhecimento avançar o que é sempre bom. Mas a ciência não prescinde do cientista e, desde que o mundo é mundo, pela própria natureza humana, todo conhecimento está sujeito a erro.

    Extremos são comuns, como nas crenças cegas ou como na ingenuidade daqueles que se crêem infalíveis ou ainda, com bastante frequência, como na cegueira daqueles cujo pensamento se fossilizou no tempo.

    A realidade pode ser até mais curiosa que a ficção. A mesma paisagem (realidade) pode ser descrita de diferentes formas, a depender de quem observa e seu interesse imediato, se é um turista, fotógrafo, geólogo ou um astronauta, por exemplo.

    A realidade depende sempre, em última instância, de quem vê.

    Volte quando quiser.

  3. O filme é bonitinho. Só isso.

    Vá estudar Física antes de falar sobre Física.

    abs

  4. Oi Alberto

    Bem, caro colega, pelo tom “salgado” do seu comentário, nada mais posso dizer a você além de te eleger exemplo-vivo do meu postulado sobre crítica falaciosa, reproduzido novamente a seguir:

    “…Questiono se a ciência comete ou não falácia ao categorizar aquilo que não compreende como pseudo-ciência. Ou quando ataca opositores e não argumentos?”

    Alexandre

  5. Sem entrar muito no m?rito das quest?es cient?ficas expostas, devo dizer que assisti o filme menos de uma vez, foi a metade mais chata dentre todos os documet?rios cient?ficos que j? vi.

    A ci?ncia exposta nele est? muito mais pr?xima da f? que do emp?rico. Talvez n?o seja culpa dos cientistas presentes, mas da pr?pria ci?ncia de hoje que chegou a um ponto em que os estamentos s?o vis?es, imagin?rios, teorias. Essencialmente, n?o vejo muita diferen?a entre os p-branas e a virgindade de Maria, nem cientistas nem religiosos podem provar uma coisa ou outra.

    Gra?as a Deus cientistas costumam duvidar das suas pr?prias verdades, o que pode levar a percep??o hoje quase ficcional ao emp?rico. Religiosos estar?o sempre longe da luz. :)

  6. Leonardo,

    Existem vários princípios que usamos para definir ciência. Queria comentar dois, para diferenciar o empirismo (que você menciona) do universalismo (que você não cita).

    Se o empirismo possibilita formular juizos pela confiança que temos nos nossos 5 sentidos (rs.), o universalismo premia uma certa confiança de que fenômenos são universalmente reproduzíveis, em quaisquer circunstâncias e para quaisquer observadores.

    Bem, o que a nova epistemologia vem tentando mostrar é que para micro-realidades (onde o mundo quântico se insere) não é assim, necessariamente. Se uma simples atitude otimista ou pessimista é capaz de qualificar os cristais de água, como nos inúmeros experimento do Dr EMOTO *achei vários videos e fotos do trabalho dele em P2P*, então acabamos de falsear a premissa do universalismo, já que o otimismo é desigualmente distribuído pela Terra…

    Em ciência, pode-se discutir tudo, inclusive e principalmente os métodos, que deveriam estar de acordo com o objeto estudado. Por isso Físicos e Psicólogos usam aproachs diferentes para estudar seus objetos.

    Daí o questionamento que fiz, quando digo que para estudar a consciência humana, sem cair necessariamente na fé ou no dogma, talvez tenhamos que rever o próprio paradigma. Lembremos que métodos são alinhados com paradigmas e evoluem, a depender da compreensão que possuímos das realidades estudadas. A história da Medicina não me deixa mentir.

    É isso, meu. Recomendo para seu aprofundamento um video *achei também em P2P* do Prof. V R Ramachandran, neurologista, de nome “Phantoms in the Brain”. Muito esclarecedor.

    Abç
    Alexandre

  7. Lemos um antigo post seu que comentava o filme ‘Quem somos nós?’ e achamos que a sua visão de mundo pode muito bem ser ampliada através dos ensinamentos quânticos e das novidades da Ciência. Para tanto, convidamos o senhor a se aprofundar mais neste maravilhoso mundo novo, através das opiniões de profissionais do Instituto Quântico Brasileiro. Você nunca mais será o mesmo!

  8. Ol?

    [UPDATE] Finalmente consegui redirecionar o post do Instituto Qu?ntico Brasileiro para este espa?o. Agora a minha tr?plica.

    Em respeito aos leitores do Blog, acrescento que a ci?ncia tem ?timos pesquisadores, g?nios da humanidade. N?o faz sentido colocar a ci?ncia subjudice mas cientistas sim. Na sua maioria, s?o p?ssimos divulgadores. A informa??o custa a sair do mundinho dos institutos e das Universidades e quando sai, vai por via indireta, por jornalistas ou pela via da ci?ncia aplicada, que ? a tecnologia, capitaneada pela iniciativa privada. Mas o debate aberto com a patul?ia ? coisa rara. Obviamente, n?o se trata de um fato cient?fico. Apenas minha opini?o.

    Entendo que a Internet e as Novas Midias imp?em a populariza??o da ci?ncia. O que eu n?o entendo ? entrarem aqui no Blog, dizendo para “abrir minha cabe?a”, sem nenhum argumento sequer. ? muita cara de pau! Me lembrou aquelas hist?rias antigas de lobotomia, o lado obscuro da Psiquiatria, que de vez em quando pipoca aqui e ali ;-)

    Se o post tem muito acesso ? porque ? pertinente. Ser? que eles n?o desconfiaram que aqui tem espa?o para divulga??o da pr?pria ci?ncia? Se acham que n?o bastam os v?deos com as entrevistas dos professores que postei, ent?o venham aqui e escrevam mais. A ci?ncia agradece.

    Mesmo cientistas Hard Science precisam aprender a lidar com cr?ticas e n?o exibir o “velho” orgulho altaneiro de sempre. O filme trata da consci?ncia humana, algo abstrato, que nem sequer f?sico ? …

    ? preciso admitir sim que a ci?ncia n?o sabe tudo, o que n?o quer dizer que n?o possa buscar os meios para saber. E desde j? aviso que n?o censuro conte?do, apenas bossalidades, palavr?es essas coisas.

    Se j? ? poss?vel debates abertos, interessantes, registrando uma micromem?ria de fatos ligados de certa forma a ci?ncia, porque ainda existem pessoas com essa postura? N?o sei responder.

    Baixei em P2P a vers?o original, sem cortes, de What a Bleep Do We Know. S?o 6 horas de depoimentos no total, que viraram um filme de 2 horas ap?s a edi??o. Basicamente, assuntos ligados a cr?tica ferrenha ao dogmatismo religioso ficaram de fora, para tornar o filme mais palat?vel para as massas.

    Confira tamb?m um novo post que escrevi sobre a For?a das Palavras (trecho do filme) e o trabalho do Dr. EMOTO, cientista japon?s, com energiza??o de cristais de ?gua.

  9. Solipe disse:

    Sr. Alexandre Mello, se o senhor não sabe o que é Física Quântica faça o favor de não comentar nada a respeito dela. Obrigado

  10. Emanuel disse:

    “A ci?ncia exposta nele est? muito mais pr?xima da f? que do emp?rico. Talvez n?o seja culpa dos cientistas presentes.”

    Evidentemente n?o h? culpa dos cientistas presentes, pois a opini?o deles n?o est? representada no document?rio. David Albert, por exemplo, o f?sico da Universidade de Columbia, que aparece no filme, foi a p?blico, dizendo que os produtores do document?rio editaram grosseiramente suas falas. Ele ? completamente contr?rio a tentativas de ligar a mec?nica qu?ntica a quest?es de consci?ncia (qualquer um que entenda minimamente de f?sica deve, necessariamente, ser contra esse salto de f?…). Ele ainda afirma que explicou exaustivamente aos produtores que discordava da vis?o exposta no filme e que, se soubesse que suas vis?es seriam t?o mal representadas, ele jamais teria concordado com o uso de suas entrevistas no filme. S? se pode tirar uma conclus?o disso: o document?rio ? extremamente desonesto, tentando basear toda aquela baboseira numa edi??o grosseira da fala de um cientista s?rio.

  11. Emanuel disse:

    “Bem, o que a nova epistemologia vem tentando mostrar ? que para micro-realidades (onde o mundo qu?ntico se insere) n?o ? assim, necessariamente. Se uma simples atitude otimista ou pessimista ? capaz de qualificar os cristais de ?gua, como nos in?meros experimento do Dr EMOTO *achei v?rios v?deos e fotos do trabalho dele em P2P*, ent?o acabamos de falsear a premissa do universalismo, j? que o otimismo ? desigualmente distribu?do pela Terra?”

    Leia meu coment?rio a teu outro post. A maneira como o trabalho de Masoto Emoto foi mostrado no document?rio ? mais um exemplo da maneira desonesta com que os “fatos” s?o demonstrados no filme… N?o h? nada ali que possa falsear a premissa do universalismo, como tu a exp?s…

  12. neci almeida disse:

    muito bom.

  13. Maverick disse:

    nossa otimo conteúdo

    parabens pelo blog

    este filme me ajudou a perceber que a maioria das respostas para a vida estão dentro de mim msmo e não nos livros de ciência.

    abraço

  14. Monique disse:

    Ao meu ver o filme procura unir a Física Quântica com a construção da realidade pelo pensamento, mesmo se tratando de conhecimentos científicos, inevitavelmente, fala de espiritualidade.
    Isso é exposto de uma forma leve tornando o assunto mais didático e compreensível.
    Questiona a percepção da realidade que vivemos e vimos, incluindo os objetos e espaço, podendo uma pessoa estar em dois lugares ao mesmo tempo.
    A espiritualidade está ligada com a percepção de quem nos observa, seriamo-nos nosso observador? Quanto à realidade e futuro não estão em um ser superior, mas nos que nossos pensamentos refletem em nossas vidas, escolhas e até mesmo acontecimentos. O que justifica assim algumas atitudes de anos como o de uma mulher escolher sempre a pessoa que vai fazê-la sofrer; ou aquele que é perseguido no trabalho, o pensamento causa essa realidade.
    Para quem não está ligado a área da ciência esse é o trecho mais compreensível e aceito. O que nos impressiona no filme é a ciência lidando com algo que não é palpável, quebrando o paradigma de séculos: “Posso provar, logo existe”.
    Resumindo a Física Quântica em uma frase: A física das possibilidades.
    É um filme muito criticado e possui tanto pessoas que o hostilizam quanto as que utilizam.
    É um filme para formar opiniões.

  15. Gostei Monique.

    Em regra, assumir uma posição subjetivista da realidade afronta algumas cabeças mais formatadas.

    A visão de mundo quadrada, limitada aos 5 sentidos, onde o cosmo é um reloginho, regido por Leis autônomas, desmoronou. Dá até pra ouvir o barulho da queda…

    Para o físico cético, difícil é explicar que a Física de Possibilidades é apenas uma sombra, uma pálida tentativa de expressar que vontade e lucidez são variáveis desde sempre fundamentais na equação da realidade.

    A Física, nesse sentido, pela sua abundância material e ignorância consciencial é, teoricamente, de todas as ciências, a menos capaz de entender o que se passa.

    Para essa turma, o maior pesadelo é dialogar com um pensador metafisicamente esclarecido.

    Abç
    Alexandre

  16. rosaria dunham disse:

    é um filme muito criticado , a quem ame e os que odeiam. Não pode ser visto apenas uma vez e a cada vez temos uma nova concepção. Em relação a água eu fiz uma experiência parecida, e os resultados foram surpreendentes.A física quantica é emocionante, mas nem todos a entendem. Viagem astral, saída do corpo, apometria, nossa que beleza.Parabéns pois através de seu blog estou passeando numa área que amo. Bjos Rosaria

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