Com a ênfase ingênua na Cultura Digital, corre-se o risco de sair da centralização pelo ‘domÃnio do meio’ para um tipo de centralização ainda mais perverso: o ‘domÃnio da informação’.
VÃdeo sobre perspectivas da mÃdia digital em 2015.
Há um conjunto de caracterÃsticas bastante estudadas sobre informação digital, na qual destacam-se:
velocidade, oportunidade, confiabilidade, efemeridade, policentrismo, impactância, relevância, entre outras
Mas há também os lados menos visÃveis:
exposição da intimidade, da privacidade, da identidade
A personalização é necessária?
Personalização é mais fenômeno tecno-cultural que caracterÃstica própria da informacão.
A informação vai ficando personalizada na medida em que:
Há interesse de mapear preferências, hábitos e até rotinas;
Os sistemas eletrônicos comportam tamanho volume de dados;
Justifica-se a personalização, em marketing, para dizer da pessoalidade – interesse, respeito – e da antecipação – boas ofertas, bons investimentos – no trato com os clientes, baseado na memória de relacionamento “1 para 1″.
Seria portanto um “avanço” no modelo de massa, “1 para N”, que privilegia a impessoalidade.
A personalização pode ser perversa?
Pode, quando seu rastro acaba sendo usado contra você.
Pergunta a Karine: e quando a pessoalidade caminha para a intimidade, no sentido de invadir a privacidade e abalar até mesmo a identidade?
Ou, como já perguntei eu mesmo, no teste da privacidade digital, a segurança no mundo moderno poderia ser resolvida à custa de perda de privacidade?
Há alguns anos, quando esse vÃdeo foi feito, predominava a visão romântica. Algo de perturbador rompeu com o silêncio. As especulações continuam válidas, as reflexões mais ainda.
Quem tiver contribuições ao tema, pode mandar.
PS – Crédito da imagem para o Dr. Atheniense.
Abç. Alexandre


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