É possÃvel que vivamos em uma cultura em que certas pessoas passem a ser entendidas como “coisas”, chegando a ser imperceptÃveis?
SIM, é possÃvel…
Pelo menos, é o que diz FERNANDO BRAGA, em sua tese de Mestrado em Psicologia Social na USP…
Ele desenvolveu sua pesquisa Garis – um estudo de Psicologia sobre invisibilidade pública, ao longo de vários anos.
O tema pessoas invisÃveis não é mera deficiência biológica ocular, mas psicossocial, relativa à [falta de] percepção social, com motivação consciente ou inconscientemente determinada pelo preconceito social.
Frase de Fernando:
Não é como ser ignorado, menosprezado, rejeitado. É pior: é como nem ser visto; como não estar lá; como “não ser”.
O experimento do psicólogo como gari acabou virando livro, publicado pela Editora Globo.
Quer outro caso prático?
Então leia a saga na busca de ‘pessoas invisÃveis’ para entrevistar, o relato de PALOMA ABDALLAH e WELLINGTON NOGUEIRA, estudantes de jornalismo.

A questão que coloco é: Como manter uma auto-estima sadia, uma autopercepção e um conhecimento pertinente de nós mesmos nessa situação?
Como exigir senso de identidade ou de cidadania ativa de pessoas ou grupos cuja auto-expressão básica lhes é negada?
Outra questão: Ao estudar sobre inclusão / exclusão, em uma sociedade superestimulada pelo fator econômico, qual o lugar para a relevância do fator identitário?
Nesse sentido, ainda é válido o mantra da nova mÃdia, de que a Internet veio para dar voz aos invisÃveis? Será? Será?



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Manto da invisibilidade agora possÃvel devido à nano-tecnologia…
Achei este post interessante, por tanto, adicionei um Trackback no meu blog:)…