Como as notícias distorcem a forma de ver o mundo

Palestra-Alerta da jornalista Alisa Miller.

É valida e interessante a representação gráfica das distorções. Que software será esse? Breve, mas significativo, mapeamento de algumas das causas da desinformação coletiva americana.

Meu destaque vai para 1.) o subinteresse na cobertura internacional, derivação do clássico eurocentrismo que só fez intensificar com o desastroso americanismo, e 2.) super-imposição espúria do jornalismo de consumo acima do jornalismo de reflexão.

Abraços
E boas reflexões :-)
Alexandre


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7 Vertentes Principais do Conhecimento Humano

No post anterior, Comunicação e Conhecimento, investigamos o papel da comunicação como (meta)elemento na criação da rede sináptica e da forma de pensar.

Aqui investigaremos o papel assumido pela linguagem e de suas relações possíveis, na estruturação dos conhecimentos nas suas principais vertentes culturais.

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As 7 vertentes básicas acima são formas humanas de conhecimento, expressão e compartilhamento de informações que interagem e diferenciam-se entre si.

Vejamos cada uma…

Senso comum.
O modo mais primitivo e natural de apreender o mundo e seus objetos. Surge com o desenvolvimento da Razão e da linguagem, a partir das sensações e emoções experimentadas. A linguagem ajuda a entender, explicar e comunicar os fenômenos do ambiente natural e humano. Tal compreensão inicial propaga-se horizontalmente (massificação) e perpetua-se verticalmente (de geração para geração) na cultura, em suas diversas sociedades. O senso comum e a cultura substituem, em grande parte, o instinto como fonte de segurança nas ações. Exemplo de genialidade empírica do senso comum é a pergunta do ex-jogador da seleção brasileira de futebol ao técnico brasileiro, depois de ouvir a explicação de como a equipe deveria jogar: ele questionou se o treinador já tinha combinado a tática com o time adversário. Exemplos de sabedoria do senso comum encontram-se em provérbios populares de várias culturas do Mundo.

Ideologia.
O senso comum também gera ideologias sociais, um dos tipos de ideologias de grupo ou de massa. A ideologia social cristaliza-se a partir de tradições e costumes de determinada sociedade ou setores sociais, sendo transmitida pela linguagem. A ideologia social é específica para o tipo de sociedade que a produz e reproduz, relacionando-se com seu modo de produção econômico ou funcionamento, a divisão de trabalho e a organização social. Produtos de tal tipo de ideologia são os preconceitos e as visões estereotipadas com que os membros da sociedade se vêem segundo seu papel social, e não enquanto indivíduos dentro de um processo dinâmico de evolução. Por exemplo, o lugar-comum de que o jovem deve aproveitar a vida sem se ocupar com assuntos sérios. Muitas vezes, isso é elogio da irresponsabilidade. Simultaneamente, é maneira de afastar os jovens das decisões políticas, retardando ao máximo as renovações resultantes do conflito de gerações. Diversão não significa apenas atividades exóticas ou perigosas. Aprendizado também diverte, especialmente o autodidatismo. Criam-se ideologias da juventude, separatismo servindo primordialmente a interesses mercadológicos – dividir para conquistar – visando atrair consumidores da moda, despreocupados quanto à utilidade em si das mercadorias. Como dizia Francis Bacon, conhecimento é poder.

Filosofia.
É impossível pensar a Filosofia sem pensar a linguagem e a etimologia. A Epistemologia – um de seus subcampos, é o método multifacetado que se propõe a pensar o conhecimento científico, quaisquer de suas áreas. Na lógica epistemológica, enfatiza-se a “validade”, que é a construção da argumentação, e não a “verdade”, que é a correspondência com a realidade. Obscuridades à parte, os que nunca estudaram minimamente a Filosofia, terão dificuldades de entender a sofisticação do pensamento humano. Entretanto, convém registrar, não se pode negar que o Pensamento Filosófico introduziu o preciosismo, o hermetismo e o elitismo. Ao se desvincular da realidade factual, internalizar seu discurso e seu jargão, e distanciar-se da experimentação, tende à circularidade no pensamento e a viajar no mundo das ideias. Tem horas que o Saber embriaga como cachaça. Em decorrência dos jogos internos de poder, das disputas de egos, a Filosofia se fragmenta, acaba por se dividir em Escolas Inimigas, subjugadas pelas Ideologias, que as diferenciam com suas linguagens características, em detrimento da busca comum pela expansão do conhecimento. Aos que apreciam a riqueza filosófica do Conhecimento Compartilhado, indica-se incrementar a experiência com o pessoal de Filosofia, mas atento ao jogo das “falácias lógicas” e do “argumento da força”. Debater conhecimento no clima do eu-venci-você-perdeu, é pedir para ser nocauteado. Melhor jogar a toalha antes.

Arte.
A linguagem artística dá vazão à fantasia, às emoções e ao subjetivismo para transmitir sua mensagem. Não existe a Arte, mas as Artes. A Grande Arte difere bastante da Arte Popular, por exemplo. É difícil explicar a popularidade do Pop, sem considerar seu papel social de entretenimento, distração e fuga do cotidiano, este percebido como gerador de estresse e opressão. Mas também não se pode desprezar como variável a tendência à acomodação, certos padrões de preguiça mental, definitivamente anuladores de potencialidades. O apreciador, quando compulsivo, digere novelas, dramas, pinturas, música, e vive na gangorra, oscilando entre o vício e a carência emocional, ora revivendo a mesma emoção, ora buscando-a para superar sua dor. O artista, muitas vezes, é o intelectual adormecido, que se dedica a explorar seus talentos, sua sensibilidade já mais do que aflorada. Ambos têm dificuldade em se perguntar se poderiam aprender algo com o debate, as Ciências e o Conhecimento Crítico, ou mesmo com as Filosofias. Na Indústria do Pop, a regra para os artistas bem-sucedidos é estarem endinheirados e famosos, não se esforçando em parar de repetir a si mesmos. Como se vê, o mundo artístico empurra para a vaidade e o egocentrismo, pois são atitudes retro-alimentadas na profissão pela legião de fãs, igualmente cultuadores de seus egos megainflados.

Religião.
A linguagem religiosa é codificada e consolidada nas sociedades humanas com a invenção da escrita, possibilitando sua institucionalização. Os textos religiosos, muitos dos quais não escritos por seus mestres, são alegóricos, relativos a realidades multidimensionais até então pouco conhecidas, tornando-se explicáveis para as massas. A interpretação das escrituras literalmente está a serviço da manutenção desse império milenar de fé. A ética religiosa, a pretexto do religare, acabou atuando como instrumento social de poder, infelizmente pouco explicando e muito explorando os temores e medos coletivos, sobretudo da morte, do desconhecido, do além. Embora admitindo que historicamente as Religiões se justifiquem, sendo útil para muitos como código de contenção da primitividade de certos impulsos atávicos, para os estudiosos, a mera conversão-clichê não exclui a necessidade bem mais séria, ulterior, de lidar com suas retratações e conciliações, passando a limpo seus reais princípios, valores e comportamento. Por ser conhecimento hierárquico e dogmático, mantém seu discurso incrivelmente formatado. Tem lá suas contradições, pois ao mesmo tempo que maximiza a intermediação da evolução alheia, assume postura vigilante contra qualquer autoria ou conhecimento crítico que aponte suas fragilidades. A maior delas, é excluir a possibilidade do novo conhecimento, tornando-se fechada em si mesmo, uma eterna defesa do modo de pensar primevo, mistificado e crédulo.

Ciência.
A linguagem científica baseia-se na razão, na clareza e na objetividade. Nem por isso se deve esquecer que os cientistas são falíveis, pois métodos podem ser falíveis. Às falhas, em geral, na Ciência, contrapõe-se a possibilidade de refutação. É assim que se renova, admitindo apenas verdades relativas e temporárias. A Ciência faz predições e demonstrações que o senso comum consideraria insensatas ou impossíveis: por exemplo, pilotar objetos mais pesados do que o ar. A Ciência usa a Heurística na elaboração de hipóteses para explicar e compreender fatos ainda desconhecidos – ao contrário do senso comum, que busca, a partir de ensinamentos populares tradicionais, unicamente a compreensão do já existente ou aparente. A linguagem científica também cria termos técnicos ou neologismos para designar novos fenômenos descobertos.

Autovivência.
Experiência de vida também é linguagem, cujo domínio importa para a qualidade das relações no grupo de convivência. O conhecimento haurido dessa fonte é um conhecimento sobre si mesmo, sobre comportamento, valores ou desejos. É um autoconhecimento, que se qualifica com o passar do tempo. Quanto maior a base idiomática, a cultura geral e a criticidade sadia do agente cognitor, mais tal fonte torna-se prioritária, e menos suscetível estará a pessoa à influências ideológicas. E isso distingue “pessoas que pensam” das que “são pensadas”. Quanto maior o grau da liberdade do pensamento do observador-experimentador, mais saberá selecionar o que existe de melhor em cada linha do conhecimento humano e sintetizá-lo para si, para seu amadurecimento e crescimento pessoal. Por exemplo, o realismo do senso comum unido ao rigor da Ciência, a sensibilidade da dramatização unida a comunicação social de dilemas morais, éticos e filosóficos. O Trinômio que sintetiza essa liberdade cognitiva-evolutiva: Vivência, Reflexão e Experimentação.

E você, caro leitor, já descobriu qual a linha de conhecimento que mais mexe com você? Por quê será?

Um abraço,
Marcelo e Alexandre


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Marcha Mundial pela Não Violência

Entre a violência e a paz há um caminho que precisa ser percorrido: a não violência. Pensamento global e ações locais funcionam como estratégias para disseminar a não violência no planeta. A não violência é ativa e não passiva.

Participe da Marcha Mundial pela Não Violência!!!

A Marcha pela Não Violência começou em 2 de outubro (Dia Internacional da Não-violência) em Wellington, Nova Zelândia, e vai até 2 de janeiro de 2010, no Monte Aconcágua, em Punta de Vacas, Argentina.

Essa marcha faz parte do escopo de trabalho da organização internacional Mundo sem Guerras, que impulsionada pelo Movimento Humanista, trabalha há 15 anos com em prol do pacifismo e da não-violência. Essa marcha simbólica, que pretende percorrer os cinco continentes, durante cerca de 90 dias, passando por mais de 90 países e 100 cidades, visa cobrir uma distância de 160.000 km por terra, com alguns trechos percorridos pelo mar e pelo ar.

Faça uma reflexão pela paz mundial e implemente práticas simples pela não violência no seu cotidiano. Afinal de contas, esse caminho todos nós temos que percorrer!!! E você, tá esperando o que para dar o primeiro passo?

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Quem quiser participar, pode se ligar aqui no Blog brasileiro que está promovendo a campanha



Abraço, Karine


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Futurecom e software livre (veja o link)

Maddog na Futurecom: figurão do Linux defende software livre

autor: mauro (adrenaline.com.br)

 O Futurecom 2009 trouxe alguns nomes de peso do ramo mundial da telecomunicações ao Brasil. O diretor executivo da Linux International, John Hall, foi uma dessas figuras ilustres. Conhecido pelo apelido “maddog” (cachorro louco) devido ao “tempo em que não tinha muito controle sobre seu temperamento, quando era professor no Hartford State Technical College, John foi ao evento para falar sobre software livre.

“Maddog, quem vai ouvi-lo falar sobre esse assunto? – me diziam há 20 anos atrás. Por isso, sempre tiro fotos do público de minhas palestras”. Essas foram suas primeiras palavras para executivos, programadores e jornalistas que encheram o auditório França, o principal palco para keynotes do Futurecom, no final da tarde desta quarta-feira.

Após guardar a câmera fotográfica, Maddog iniciou a defesa de suas idéias jogando alguns conceitos para que o público pensasse sobre a idéia de software livre a partir de seu ponto de vista. “Liberdade versus escravidão, Free (livre) versus Free (grátis), e escolha versus controle”, disse ele, ilustrando seu raciocínio a respeito da liberdade de uso de softwares dando aos presentes o endereço deste vídeo, que brinca com a imagem de pirataria vinculada aos softwares livres, publicado em seu canal no Youtube.

O bom-humor é característica marcante de Maddog, como é possível no vídeo citado anteriormente, filmado durante uma passagem sua por Florianópolis. Mas em meio a algumas piadas e brincadeiras, o tom de seu discurso era muito sério, defendendo a publicação de código-aberto de softwares, para que empresas e usuários possam modificar suas características de acordo com suas reais necessidades.

Para aproximar o público do assunto abordado, o palestrante citou alguns cases de empresas brasileiras que fizeram uso de software livre para driblar algumas dificuldades técnicas.

Primeiramente, Maddog mencionou uma empresa carioca (sem citar o nome dela) que precisava somente fazer uso de uma função específica de um software caro, disponível somente em inglês. Para cortar custos, a empresa contratou um desenvolvedor independente que produziu um software de acordo com as necessidades da empresa, com interface em português, pelo valor de pouco mais de 3 mil reais – valor que teria sido bem maior caso a empresa tivesse comprado as licenças do primeiro software em questão.

Outro case brasileiro de sucesso citado na palestra foi o uso de software livre por parte do Governo Brasileiro na administração da Loteria Federal. Segundo o vídeo abaixo, com legendas em português e produzido pela própria Caixa Econômica Federal, o uso de software livre a partir do sistema operacional de código aberto Debian (uma distribuição Linux) permitiu que fosse encurtado o tempo de criação de novos jogos de loteria. Finalizando os cases brasileiros, Maddog alfinetou os paulistanos presentes com a frase: “O dinheiro gasto com a compra do Office pela administração do Metrô de São Paulo poderia ter sido usado para melhorar as condições do metrô”.

Maddog defende que software livre não é sinônimo de pirataria, e que a “ditadura” do software proprietário é derivada do comodismo dos usuários e da pressão exercida no mercado pelas grandes empresas de software, que ganham grande margem de lucro com a exclusividade de seus produtos para determinados fins. Com o código dos programas fechado, é impossível para o usuário final alterar características do programa, o que o obriga a recorrer ao suporte técnico, que muitas vezes não oferece retorno satisfatório. “Com tantos bugs, é impossível que uma empresa possa dar suporte apropriado ao cliente”, enfatizou.

Prosseguindo com seu raciocínio, Maddog disse que os softwares são vendidos pelas grandes empresas como se fossem commodities – os chamados “produtos de base” vendidos em grandes quantidades, comuns às necessidades diárias de todas as pessoas, sem distinção de contexto social. Exemplificou: “Milho e café são commodities, mas carros não. Então por que tratar softwares como se fossem commodities? O propósito de um software é oferecer uma solução, e nenhuma solução é igual à outra”.

Finalizando, Maddog comentou que atualmente há exemplos a serem seguidos no ramo de software livre, citando algumas distribuições Linux bem sucedidades e cada vez mais populares, como o Android, o Debian e o OpenMoko. “Não há a necessidade de pagar as companhias que desenvolvem esses sistemas, mas eles encontram formas de lucrar com isso”, disse. É inegável que se trata de um modelo de negócios que vai de encontro à tradicional busca pelo lucro e domínio de mercado, mas também é impossível negar que muito do que esse senhor barbudo disse em sua palestra faz sentido no contexto atual.

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