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O que todo cidadão deveria saber

Quem está de saco cheio da Política, deveria saber o que?

Primeiramente, que a pessoa alienada, o nome já diz: “ali, é nada“.

Então, quanto menos alienação, menos barbaridades e mais satisfação.

Antes de perder o rumo, se revoltar [com eles? comigo?] por estar percebendo algo que incomoda [seus] anseios, você deveria saber…

Desalienação significa: sair do estado “quem se importa” e passar ao estágio “me importo porque não me sinto representado”.

Manter sociabilidade minimamente sadia, cada vez mais, significa estar conectado com essa onda de renovação. É bom se mexer, sair da zona de conforto.

Só o amadurecimento político trará a nova cidadania, possibilitará formar a nova classe de representantes e construir a eficácia social que se deseja.

Nesse arquétipo jurídico bem bolado, percebe-se pontos de contato, ligando os que legitimamente são administrados (demos + cracia) aos que legalmente administram (representantes), com a obrigatoriedade destes de prestarem contas àqueles.

Democracia participativa pressupõe o que? Participação, ora bolas… e participação constante.

A democracia “inventou” a participação. O fato de ser direta ou semi-direta, embora a discussão seja pertinente, não exclui um caminho, um processo de construção. Não dá pra queimar etapas.

Como assim, queimar etapas?
Vamos analisar a condição dos EUA, por exemplo. Após a Guerra de Secessão, os Estados-membros “conquistaram” sua independência. Para compor um novo poder central, abriram mão de um pouco do seu poder, fazendo um movimento de dentro para fora.

No Brasil, há meros 200 anos, a Monarquia era aqui (1808). A família-real portuguesa, com sua pompa e seu centralismo. Nossa democracia hoje é fraca porque, desde a independência, foi o poder central que “delegou” poder aos Estados-membros, de fora para dentro.

É esse modelo de cidadania “a ser entregue” que norteia até hoje o assistencialismo de governo, quando confunde “entregar o peixe” com “ensinar a pescar”. Eis o mal estar oculto, a sombra que se esconde na nossa formação cultural.

A Constituição de 1988 – a Constituição-cidadã, como costumava dizer o saudoso Ulysses Guimarães – até que dá uma força, quando diz que Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes ou diretamente.

Mas o fator inercial original no Brasil ainda é muito grande. Colocar em prática a Democracia Direta, pura, é um desafio continental.

Até lá, algo deverá mudar na concepção de cidadania?
Sim, algo chamado atitude.

Não tem mais a atitude contemplativa. Ser cidadão não é apenas ter título de eleitor, mas interagir com decisões politico-administrativas, não olhar somente o próprio umbigo.

Exige uma solidariedade, uma tomada de consciência, exige atitude dos que se auto-afirmam democratas.

Exercício da cidadania começa em casa, com pequenos esforços de convivência, pequenos gestos que contribuem para a mentalidade cidadã.

Liberdade de expressão, por exemplo. Ouça mais: sua(seu) esposa(o), filho(a), parente. Escreva mais: um texto, uma carta, uma reflexão. Publique mais: no blog, no mural do condomínio, no jornal.

Vamos escrever pessoal.
Coloca aí o que lhe parece.
Abraços Alexandre

Crédito pelos esquemas:
Ao prof.  Sylvio Motta, que dá aulas sobre Direito Constitucional, no Rio de Janeiro, capital.

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