Está cada vez mais raro encontrar alguém que ainda duvida do poder da imagem na Sociedade da Informação. Quando encontro, desconfio logo que o sujeito hibernou nos últimos 10 anos…
Vamos pensar um pouco no modelo Youtube.
Nos EUA já se fala em “Eleição YouTube“, com polÃticos lançando discursos na Internet antes mesmo de ir para a grande imprensa. A democracia direto com as massas! A questão lá é que a imprensa está em crise de credibilidade, depois das bobagens e omissões das “trapalhadas” no Iraque.
Por aqui, acho que ainda vai demorar, porque temos duas exclusões para enfrentar: a digital e a da educação. Hoje em dia, uma não caminha sem a outra. Canso de ver projeto polÃtico-pedagógico nati-morto porque teima em não considerar a influência das novas mÃdias.
Em tempos atuais, se um “tuba” daqui e o outro “tuba” de lá, como fica o diálogo? Sem diálogo não tem educação. Nem aprendizagem. Fazendo juz a matéria de Mestrado que assisti não faz nem 6 meses, só se falava que comunicação é “compartilhamento de informaçõees que refletem significados”…
Então, a comunicação faz a mediação da troca de informações. É a lógica, né! Mas, no caso do YouTube, a lógica é outra, “a informação é que é mediadora da comunicação”.
Nesses grandes spots multimidiáticos, a comunicação aperece segmentada, espalhada pelos inúmeros “debates” e comentários que se seguem à publicação de cada Ãtem. Para se comunicar, antes é preciso encontrar qual(is) informação(ões) capitaneam o debate.
Os arautos da velha mÃdia apostavam no encanto da comunicação passiva. Na nova mÃdia, a informação assume o estrelato, secundada pela comunicação, agora ativa e definitivamente fragmentada e condicionada.
Confundi ou fiz você pensar? Arrisca um palpite? Comenta aà em embaixo…



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