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	<title>Comentários sobre: Mídia no Brasil – Dormindo em Berço Esplêndido?</title>
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	<description>Revista eletrônica de análises e críticas sobre o avanço do conhecimento, dos usos e costumes da sociedade interconectada do século XXI</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 00:22:02 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: Alexandre Mello</title>
		<link>http://novasinapse.com/midia-no-brasil-dormindo-em-berco-esplendido/comment-page-1/#comment-9436</link>
		<dc:creator>Alexandre Mello</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 03:21:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://novasinapse.com/2007/07/02/midia-no-brasil-dormindo-em-berco-esplendido/#comment-9436</guid>
		<description>Olha,

A princípio, eu diria que o &quot;espírito&quot; do jornalismo colaborativo ainda é muito mais conceitual que fático.

Como envolve mudança de cultura em curso, a forma como as pessoas vão deixando de ser letárgicas em relação à informação que &quot;consomem&quot; (herança da indústria cultural, mídia de massa, etc) , logicamente tende a se expandir na medida em que as ferramentas de interação e a universalização do acesso se expandem.

Para mudar de patamar e passarem a co-autoras, aprender compartilhando e compartilhar aprendendo, o que é muito fácil para a next generation, eu diria que é um trauma para esta geração de educadores e jornalistas em atividade, pois trata-se de romper dogmas e superar paradigmas profissionais.

Mas em nível acadêmico, entendo que importa a crítica sobre onde vamos tudo isso, quero dizer, aonde a interatividade total pode auxiliar na qualidade da informação circulante. 

Eu exploraria a questão da qualidade da autoria em si, do boa qualidade, do texto adequado, ao público certo, na hora certa, etc e tal... 

A visão tecnocêntrica (que eu não defendo) acha que uma boa ferramenta seria capaz de revolucionar o mundo, de propiciar a pessoas comuns extrapolações, tais como atuar como formador de opinião. Me parece simplista e ingênua demais essa visão...

Acho que o papel crítico no jornalismo é o olhar desapaixonado, de pensar sua profissão não mais do alto do patamar em que geralmente se vêem, mas como célula especializada (e privilegiada) na organização do grande fluxo heterogêneo de informações circulantes, que será tendência cada vez mais.

Para mim, o pulo do gato está em admitir que, com a Internet e a Interatividade, enfim chegaremos à Era das Informações Secundárias e Terciárias de valor, informações estas que serão trabalhadas e retrabalhadas, nas suas consequências e efeitos sociais, desviando portanto o foco do atual &quot;furo de reportagem&quot; para o pós-moderníssimo &quot;pilar do conhecimento&quot;, esse sim importante para o desenvolvimento de qualquer nação.

O olhar jornalístico pode ser mais subjetivo, podendo sim se render à opinião, seu dogma máximo, a fim de aprofundar temas e não mais valorizar o &quot;bombardeio&quot; de informações isoladas.

Pensa sobre isso. Já é um começo.
Até mais

Alexandre Mello
Editor Nova Sinapse</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha,</p>
<p>A princípio, eu diria que o &#8220;espírito&#8221; do jornalismo colaborativo ainda é muito mais conceitual que fático.</p>
<p>Como envolve mudança de cultura em curso, a forma como as pessoas vão deixando de ser letárgicas em relação à informação que &#8220;consomem&#8221; (herança da indústria cultural, mídia de massa, etc) , logicamente tende a se expandir na medida em que as ferramentas de interação e a universalização do acesso se expandem.</p>
<p>Para mudar de patamar e passarem a co-autoras, aprender compartilhando e compartilhar aprendendo, o que é muito fácil para a next generation, eu diria que é um trauma para esta geração de educadores e jornalistas em atividade, pois trata-se de romper dogmas e superar paradigmas profissionais.</p>
<p>Mas em nível acadêmico, entendo que importa a crítica sobre onde vamos tudo isso, quero dizer, aonde a interatividade total pode auxiliar na qualidade da informação circulante. </p>
<p>Eu exploraria a questão da qualidade da autoria em si, do boa qualidade, do texto adequado, ao público certo, na hora certa, etc e tal&#8230; </p>
<p>A visão tecnocêntrica (que eu não defendo) acha que uma boa ferramenta seria capaz de revolucionar o mundo, de propiciar a pessoas comuns extrapolações, tais como atuar como formador de opinião. Me parece simplista e ingênua demais essa visão&#8230;</p>
<p>Acho que o papel crítico no jornalismo é o olhar desapaixonado, de pensar sua profissão não mais do alto do patamar em que geralmente se vêem, mas como célula especializada (e privilegiada) na organização do grande fluxo heterogêneo de informações circulantes, que será tendência cada vez mais.</p>
<p>Para mim, o pulo do gato está em admitir que, com a Internet e a Interatividade, enfim chegaremos à Era das Informações Secundárias e Terciárias de valor, informações estas que serão trabalhadas e retrabalhadas, nas suas consequências e efeitos sociais, desviando portanto o foco do atual &#8220;furo de reportagem&#8221; para o pós-moderníssimo &#8220;pilar do conhecimento&#8221;, esse sim importante para o desenvolvimento de qualquer nação.</p>
<p>O olhar jornalístico pode ser mais subjetivo, podendo sim se render à opinião, seu dogma máximo, a fim de aprofundar temas e não mais valorizar o &#8220;bombardeio&#8221; de informações isoladas.</p>
<p>Pensa sobre isso. Já é um começo.<br />
Até mais</p>
<p>Alexandre Mello<br />
Editor Nova Sinapse</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jean Rafael Tardem Delefrati</title>
		<link>http://novasinapse.com/midia-no-brasil-dormindo-em-berco-esplendido/comment-page-1/#comment-9435</link>
		<dc:creator>Jean Rafael Tardem Delefrati</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 02:49:35 +0000</pubDate>
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		<description>Olá, Alexandre, tudo bem? Gostei muito do seu blog, cheguei a ele via Google, neste post de &quot;Mídia no Brasil - Dormindo em Berço Esplêndido?&quot;.

Sou estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Estou fazendo uma pesquisa acadêmica qualitativa para o meu trabalho de conclusão de curso, que é sobre o &lt;strong&gt;Jornalismo Colaborativo&lt;/strong&gt;, também conhecido como Jornalismo Open Source ou Jornalismo Comunitário.

Gostaria de pedir a sua atenção caso possa colaborar com minha pesquisa dando sua opinião que considero relevante, pois, pelo que pude perceber, você está, de alguma forma, envolvido à pesquisa sobre o assunto.

Sem mais, passo um questionário com o direcionamento que gostaria de dar, mas deixo livre caso prefira dissertar sobre, ignorando a forma de tópicos ou discordando da minha justificativa.

Desde já agradeço a atenção.

Justificativa: O Brasil é notório em participações em sistemas sociais, no Orkut, por exemplo, mais de 50% dos usuários são brasileiros
(http://www.orkut.com.br/Main#MembersAll.aspx). Apesar disso, sistemas de notícias com publicações nos mesmos moldes de aplicação de inteligência coletiva são incipientes no país.

Você acredita que o modelo de jornalismo colaborativo atingiu status de grande representatividade, especialmente no Brasil?

Se sim, por favor, cite jornais de grande popularidade e discorra sobre o assunto.

Se não, você acha que o problema está ligado de alguma forma à infra-estrutura e a tecnologia? (falta de tecnologia/programadores)

Ou quanto aos usuários (leigos/jornalistas) – ou à falta deles - que colaboram nestes jornais? (falta de divulgação, não houve tempo para que os
usuários se acostumassem com o modelo, falta de tempo, falta de retorno financeiro)

Quanto à qualidade textual? (falta de critérios jornalísticos, experiências negativas)

Quanto ao aspecto jornalístico estrutural? (falta de uma linha editorial, falta uma melhor moderação)

Outras possibilidades?

Apesar de entender a grande colaboração do blogs (e do blogjornalismo) para o jornalismo na atualidade, o trabalho pede para que se analisem jornais que centralizem em um sistema único de publicação no estilo de notícias open source, em que os usuários possam enviar notícias (e algumas vezes até alterar ou votar nestas), aproveitando assim a inteligência coletiva em uma única publicação.

Obrigado!

Jean Rafael Tardem Delefrati, graduando em Com. Social Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL), sendo este trabalho orientado pela professora doutora Regiane Regina Ribeiro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Alexandre, tudo bem? Gostei muito do seu blog, cheguei a ele via Google, neste post de &#8220;Mídia no Brasil &#8211; Dormindo em Berço Esplêndido?&#8221;.</p>
<p>Sou estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Estou fazendo uma pesquisa acadêmica qualitativa para o meu trabalho de conclusão de curso, que é sobre o <strong>Jornalismo Colaborativo</strong>, também conhecido como Jornalismo Open Source ou Jornalismo Comunitário.</p>
<p>Gostaria de pedir a sua atenção caso possa colaborar com minha pesquisa dando sua opinião que considero relevante, pois, pelo que pude perceber, você está, de alguma forma, envolvido à pesquisa sobre o assunto.</p>
<p>Sem mais, passo um questionário com o direcionamento que gostaria de dar, mas deixo livre caso prefira dissertar sobre, ignorando a forma de tópicos ou discordando da minha justificativa.</p>
<p>Desde já agradeço a atenção.</p>
<p>Justificativa: O Brasil é notório em participações em sistemas sociais, no Orkut, por exemplo, mais de 50% dos usuários são brasileiros<br />
(<a href="http://www.orkut.com.br/Main#MembersAll.aspx" rel="nofollow">http://www.orkut.com.br/Main#MembersAll.aspx</a>). Apesar disso, sistemas de notícias com publicações nos mesmos moldes de aplicação de inteligência coletiva são incipientes no país.</p>
<p>Você acredita que o modelo de jornalismo colaborativo atingiu status de grande representatividade, especialmente no Brasil?</p>
<p>Se sim, por favor, cite jornais de grande popularidade e discorra sobre o assunto.</p>
<p>Se não, você acha que o problema está ligado de alguma forma à infra-estrutura e a tecnologia? (falta de tecnologia/programadores)</p>
<p>Ou quanto aos usuários (leigos/jornalistas) – ou à falta deles &#8211; que colaboram nestes jornais? (falta de divulgação, não houve tempo para que os<br />
usuários se acostumassem com o modelo, falta de tempo, falta de retorno financeiro)</p>
<p>Quanto à qualidade textual? (falta de critérios jornalísticos, experiências negativas)</p>
<p>Quanto ao aspecto jornalístico estrutural? (falta de uma linha editorial, falta uma melhor moderação)</p>
<p>Outras possibilidades?</p>
<p>Apesar de entender a grande colaboração do blogs (e do blogjornalismo) para o jornalismo na atualidade, o trabalho pede para que se analisem jornais que centralizem em um sistema único de publicação no estilo de notícias open source, em que os usuários possam enviar notícias (e algumas vezes até alterar ou votar nestas), aproveitando assim a inteligência coletiva em uma única publicação.</p>
<p>Obrigado!</p>
<p>Jean Rafael Tardem Delefrati, graduando em Com. Social Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL), sendo este trabalho orientado pela professora doutora Regiane Regina Ribeiro.</p>
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