Uma nova cidadania parece emergir de todas as iniciativas e projetos de comunicação digital. Como alicerce, a participação coletiva.
A mÃdia convencional não deixa passar despercebida. A edição de 23.3.2006, do Online Press Gazette, foi sobre Universo Blogueiro e Serviços Web.
Vou traduzir (e resumir) o que me pareceu mais interessante:

1. Dilúvio digital vira notÃcia (Turning the digital deluge into news)
BBC cria departamento para filtrar a massa de vÃdeos e imagens tornadas públicas em sites ou que chegam por e-mail. O grande cuidado é checar fontes em busca do que é autêntico e não fraude.
2. Garimpando ouro na blogosfera (Panning for gold in the blogosphere)
Um olhar atento, permite perceber por trás dos 30 milhões e poucos Blogs, muitos dos quais só despertam interesse do próprio autor, seu gato (*rs*) e poucos amigos.
Porém, há os chamados cidadãos-jornalistas, que derrubam empresas, reportam histórias e relatos não-divulgados, entrevistam formuladores de polÃticas e influenciam direções dentro da polÃtica governamental.
Cita, como exemplo, a influência dos M-Bloggers ou blogueiros munidos de celulares (mobiles), que muitas vezes trafegam informação vital e ainda são capazes de fazer a análise das mesmas.
3. Projetos de jornalismo cidadão (Citizen journalism projects).
Cita vários serviços:
Backfence -sites comunitários e jornalismo local.
Felixstowe TV -journalista freelance que transmite TV pela Internet.
iTalkNEWS -novo jornalismo de recomendações. A comunidade decide quais estórias vão para a capa.
NowPublic -combinação entre leitores de notÃcias, blogueiros, fotógrafos e escritores, cria rápida cobertura de notÃcias. mais de 10 Mil contribuintes e entre 1.5 e 3 milhões de visitantes por mês.
OhmyNews -serviço de jornalismo e cidadania bilingue (koreano e inglês), com 40 repórters e editores dedicados e cerca de 41 mil cidadãos-repórteres contribuintes no mundo. Tem 2 milhões de acessos por mês.
Ourmedia -comunidade global dedicada a criatividade, que hospeda vÃdeos, áudio, fotos e trabalhos de mÃdia pessoais.
4. Bookmarks Sociais (Social bookmarking sites).
Social bookmarking ou ‘tagging’ websites são os serviços onde a taxonomia tradicional é substituÃda por uma folksonomia, estabelecida pelos próprios usuários, com as categorizações efetuadas por ‘tags’ nominais e onde se pode atribuir relevância votando.
Um desafio ao jornalista tradicional, acostumado a julgar ele mesmo a relevância das notÃcias que publica, substituindo a prática pela perspectiva de captação de relevância coletiva.
del.icio.us -prototÃpica ferramenta de social bookmarking. Pode-se guardar bookmarks, atribuindo-lhes ‘tags’ e compartilhar com amigos e público.
Digg -website dedicado ao noticiário de tecnologia, com a diferença que a posição da notÃcia na fila é determinada por voto. E a equipe ainda produz um vÃdeo semanal, distribuÃdo por podcast, onde se discute os artigos em destaque na semana.
Newsvine -combina material da Associated Press com Blogs de usuários. Os votos dos leitores também afetam o destaque do assunto.
Memeorandum -ao invés de atribuir qualidade por voto, usa um algoritmo secreto que gera automaticamente uma nova página de capa dependendo do que outros websites estão discutindo e linkando.

Daà que só mesmo uma nova mÃia como a Internet, mais democrática, para um inovação cultural como esta.
Os estudos de caso e referências citadas nas matérias são todos internacionais. Não é uma listagem exaustiva. Não havia referências ao Brasil ou qualquer outro paÃs latino etc e tal, mas encontrei referências a sites asiáticos. Uma lástima.
Quando é que vamos poder fazer um post desses só com serviços para as comunidades lusófona e latina?
Hein? Hein?
Abç Alexandre


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Olá Alexa,
Parabéns pela iniciativa!!!
Outros bons sites na categoria jornalismo para a cidadania:
1 – A Agência Envolverde que distribui com exclusividade no Brasil os textos da agência Inter Press Service (IPS) e do Projeto Terramérica – http://www.envolverde.com.br
2 – A ANDI agência de noticias sobre os direitos da infancia. A infância e a adolescência no centro da pauta do desenvolvimento humano – http://www.andi.org.br
Um grande abraço,
Graça Melo