Para os interessados na pluralidade de expressão, mídia social e mídia independente, destaco neste post 2 matérias sobre o assunto.
O primeiro texto do Observatório de Imprensa e o segundo do Le Monde Diplomatique.
Valem cada minuto da sua leitura ! ! !

O Observatório de Imprensa publicou em 9/1/2007 um artigo de ERIC KLINENBERG, mostrando que o monopólio da informação tem muitos tentáculos.
Ele causa polêmica ao afirmar que, ao se apregoar a liberdade de expressão trazida pela Internet, na verdade, ameaça-se dissimular que a convergência das multinacionais de comunicação em direção da Internet só tem feito aumentar seu poder.
Seu argumento é que a suposta ‘liberdade’ – o que ele chama de Mito da Era Digital, acaba sendo usada como contra-argumento dos lobistas, ao tentar negar o óbvio, que a concentração existe e é acompanhada da ganância feroz dos Medias.
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Em outro texto publicado pelo Le Monde Diplomatique Brasil este mês, IGNÁCIO RAMONET fala da pior crise da imprensa escrita.
Curiosamente, ele vê o movimento de liberdade de informações na Internet como uma ameaça a democracia da informação e não como uma força.
O ‘fascínio com os gratuitos’, como ele se refere, deve ser ponderado por dois motivos: 1. pela autofagia que prolifera na maioria das iniciativas e 2. pela pressão que a Internet já sofre e sofreria ainda mais pela concentração na mão das grandes corporações, uma tendência que seguiria o padrão dos medias tradicionais. Neste ponto ele está de acordo com KLINENBERG.
Seu argumento é que para garantir pluralidade de pensamentos, só mesmo com uma mídia independente, tal qual o próprio Le Monde Diplomatique e seus 49% de capital aberto.
Nota de rodapé: Le Monde Diplomatique ultrapassa a marca de 60 edições internacionais, mais globalizado que qualquer outra publicação.
Até a próxima.
Alexandre


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