Caros leitores, “ler os fatos” não é apenas “ler a notÃcia”.
Não esqueçamos o caso Wesley, menino de onze anos atingido no peito por uma bala perdida em plena sala de aula, a violência perdura nas famÃlias e até na sala de aula. O professor, o jornalista não podem deixar de avaliar esse fato, ainda mais esta profissão que faz da denúncia sua razão de existir .
Como que prenunciando a tragédia, a reportagem faz a denúncia da escola desprotegida, da infância ameaçada, da guerra surda das ruas, que  cala os inocentes e sufoca a sociedade inteira, com inacreditável absurdo.
Onde estão e cada a força dos pais?
Para onde caminham e administram  os administradores públicos?
Cadê a qualificação da polÃcia e maior apoio aos investigadores?
Que fazem os polÃticos, além de ir ao plenário e perceber redimentos?
O que os banqueiros podem fazer para estancar esse absurdo?
Como os magistrados podem defender a justiça nesse caso?
De que maneira os cientistas sociais ou antissociais(rs) podem explicar este fato?
Tudo isso a suicida, sobrecarregada e desprezada profissão do jornalista tenta suplantar e questionar.
A falência da sociedade civil organizada, a ser superada pelo estudo, pelo persistente estudo, análise, leitura, escrita, seja do jornalista ou mesmo dos alunos, que nem nos bancos escolares estão imunes à violência.
Quem há de calar?
Com interatividade pela internet, através de que meio for, esses profissionais podem resolver, agora, falar, escrever, estudar e jornalistar informalmente, pois não precisa de diploma para se comunicar e testemunhar fatos históricos, muitas vezes desprezados ou relegados a segundo plano.
Em favor do jornalismo de esclarecimento, da denúncia e enfrentamento da crises, adotemos conduta evolutiva e mais inteligente. Já!!!
Abraço do Cláudio.


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Oi Claudio,
Me chamou atenção, no texto do Dines, o fato do repórter de O Globo ter tirado a vÃtima do anonimato, dando-lhe vida apesar de morto.
A tragédia pessoal não é boa educadora, mas pode servir sim de alerta. O que é mais um tijolo para a catarse social…
Abraço
Alexandre
Tragédias são evitáveis, mas o que se pode fazer, cada caso é um caso! O lance é aprender com tudo e colocar em prática e fortalecer os vÃnculos com pessoas que compartilham mesmos valores. Abração
CarÃssimo Cláudio
É impossÃvel não reconhecer o importante trabalho realizado por jornalistas no planeta. Trazem a informação, encurtando distâncias, esclarecendo, investigando, dando enfoques originais a fatos corriqueiros do nosso dia-a-dia e etc.
Entretanto vemos cada vez mais que o denuncismo aliado ao sensacionalismo rouba a nobreza da profissão. Principalmente se analisarmos as últimas noticias trágicas: Caso Wesley, Caso Bruno, da advogada morta, ao que a imprensa indica, pelo namorado, a morte do filho da atriz Cissa Guimaraes e etc.
Há um pressa demasiada em buscar culpados, antecipando-se e atrapalhando as investigações policiais e a propria defesa dos pretensos réus. Há de se lembrar que se a imprensa tem a liberdade de divulgar o que quer, da maneira que crê ser a melhor. Os órgãos resposáveis devem ser respeitados e apoiados na busca da “verdade”.
Da mesma maneira os acusados deveriam ser preservados da condenação antecipada estimulada pela mÃdia. E os espectadores deste circo dos horrores deveriam ter preservado seu direito de ligar a televisão, rádio ou internet sem se deparar com minúcias sórdidas, totalmente dispensáveis, destes crimes que em nada contribuem.
Desta forma, creio que grande parte da imprensa vem se portando cada vez mais como vilões do que hérois. Lembrei-me de uma citação do meu super-héroi preferido, o Homem Aranha: “Grande poderes trazem grandes responsabilidades”.
Beijos, Rosana
Oi Rosana, muito interessantes suas colocações. Concordo com você, mas sua citação do Homem-aranha eu desconhecia, obrigado!
Todos são vilões quando desconhecem suas responsabilidades, negligenciam suas oportunidades e confundem seu potencial. Enfim a força retórica do heroÃsmo é, na verdade, de impacto para quem tem pouca noção dos bastidores e mecanismo da consciência humana e sua evolução.
Ser herói não é uma opção inteligente, compartilho com você meus conflitos… Nesse caso, considero que todos somos jornalistas quando nos dispomos a denunciar, reportar e esclarecer.
Isso é o mais importante!!!
Gde bj, Cláudio
Olá Cláudio!
Novamente saliento que, seja qual for a profissão do indivÃduo, esta será qualificada ou desqualificada em relação à qualidade consciencial do mesmo.
Claro que não existe ninguém perfeito, mas sabemos que, quanto mais ciente do seu papel e de seu nÃvel de cosmoética, tanto mais será melhor seu trabalho, também considerando onde este esteja atuando.
Sabemos das manipulações e do sensacionalismo que há na mÃdia em geral, e é necessário critério quanto à s fontes e quanto ao que se lê, afim de realizarmos a devida filtragem dos fatos.
Penso que vai depender deste nosso nÃvel de criticidade para daà sim, ver onde e o que de realmente relevante estamos buscando na mÃdia, como fonte de informação.
Abraço!
Leandro Guiraldeli
Caro Leandro
Concordo que ação qualificada seja uma “marca” pessoal, vai do nÃvel e da intenção de cada um.
Mas também é inegável que, devido à importância que a comunicação social assume na formação de opinião, o “jornalista” tem sim uma Ferrari na mão.
É uma profissão privilegiada, e não entendo bem porque os jornalistas tem tanta desconfiança dos “blogalistas”… já que a dinâmica da cultura atual, permite “dar foco” onde estiver a informação qualificada, quer provenientes das dos meios tradicionais ou não.
Vai do escritor achar seu público e vai do público eleger seu(s) escritor(es). Vivemos a era do debate e da informação livre.
Abraço
Alexandre
Agradeço os comentários. O caso wesley é mais um absurdo da nossa realidade incontornável, é muito dificil não ser contaminado pelo desânimo e pela acomodação.
Os jornalistas têm tido a ingrata função de levantar poeira e lançar luz sobre temas que a sociedade não resolve, seja por irresponsabilidade dos governantes ou pela imaturidade e desorganização da comunidade.
A saÃda parece mesmo fazermos nossa parte zelando por valores e práticas como a tarefa do esclarecimento, por exemplo. Abs
Olá Alexandre,
Não será essa desconfiança que você citou, fruto da competitividade que ainda há nas profissões? ou daqueles querendo “garantir” seu lugar, seja por insegurança ou porque a vida tornou-se para tantos, demasiada sem sentido?
Penso que esta competitividade chegou a tal ponto, ainda calcada em imaturidades e egoÃsmos, pois sempre presencio absurdos dentro de um trem, onde as pessoas “brigam” por uma vaga nos bancos. Não há paciência, não há reflexão. Daà sempre me observando e optando pelo que quero, de que forma atuar, para poder estar onde eu atue com o meu melhor.
Este é o momento. Grato por estar junto de vocês.
Abraço!
Leandro
É um prazer estar junto abs
Oi Rosana, realmente não só os jornalistas, mas os advogados, os juizes, os empresários, os promotores, o corregedores e outros se tornam vilões, quando predomina a omissão ou a vista grossa.
O mais delicado é não fazer nada e não ‘MOVER UMA PALHA”, no sentido do esclarecimento e em prol da libertação dos problemas da sociedade, encobertos ou não!