O jornalismo do Séc XXI é mais uma forma de circular conhecimento, é um instituto social fundamental ou mera empresa com fins de lucro?
A Internet afinal é uma ameaça ao status quo ou veio para ampliar debates e conectar ideias e pessoas, em larga escala?
Com a palavra, um jornalista…
Lógico que os atentos leitores notaram que usei a ambiguidade (*) no tÃtulo para chamar a atenção para a importância de passar a limpo o jornalismo e para destacar reflexões inteligentes, como as do Blog Código Aberto, de CARLOS CASTILHO, jornalista do Observatório de Imprensa.
[...] “O jornalismo sai de uma era das posturas absolutas, tipo certo ou errado, bom ou mau, alto ou baixo, grande ou pequeno, para entrar numa fase de relativização de tudo e todos” (Contexto, a nova palavra chave do jornalismo).
[...] “resultados do projeto Eyetrack, um estudo do Instituto Poynter dos Estados Unidos, para observar os hábitos de leitura na internet [...] A maior intensidade de leitura de textos jornalÃsticos na Web contraria a idéia de que os internautas são superficiais, inquietos e que pulam de uma notÃcia para outra constantemente” (Estudo mostra que leitura na Web é mais completa do que nos jornais).
[...] “Conclusões do estudo O Que Leva a Imprensa a Ser Tendenciosa (What Drives Media Slant) estão provocando uma grande polêmica [...] jornais distorcem a notÃcia para obter credibilidade dos seus leitores [...] jornais tendem a distorcer informações para adequar-se à s crenças e valores do seu público. Seria uma decisão mais econômica do que ideológica porque a grande preocupação seria a vendagem de exemplares” (Economista americano diz que os interesses econômicos pesam mais nas distorções no noticiário que a ideologia).
O Jornalismo, como área de conhecimento, é importante demais para que os jornalistas se furtem ao debate perante os novos valores emergentes na Sociedade do Conhecimento, e para que se privem de uma auto-análise mais profunda sobre sua profissão e papel no mundo.
Muito bem faz o CASTILHO ao provocar, no bom sentido, a própria classe, sem medo de expor suas mazelas mas consciente também das mudanças e dos novos rumos a serem trilhados pela grande mÃdia.
(*) Eis mais um exemplo de uma original e criativa ambiguidade semântica, recurso útil que procuro utilizar sempre com a máxima consciência.
Abraço do
Alexandre


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