A Internet acelerou as relações.
Quem vive no automatismo – aqueles que deixaram sua consciência em algum lugar do passado – ou aqueles tratados como máquinas que se liguem…
Apesar do mito da inteligência artificial ter se tornado a maior falácia, os dispositivos e os aparelhos estão aÃ. São apenas meios, mas precisam ser desvendados, se o que pretendemos é ampliar a qualidade de vida.
E, por favor, não vamos confundir máquinas com seres vivos. Não há consciências impensantes. Amontoados de chips e placas não suplantam nem transcendem o gênio humano.
Ok, se a Internet representa a mudança de paradigma nas relações humanas, seria também uma nova consciência coletiva?
Vejamos.
A internet retém memórias e é extensão da comunicação humana, o que já representa muito! Memória e comunicação são apenas dois atributos da consciência, sem contar os ainda latentes: juÃzo crÃtico, autodiscernimento, vontade, intenção, sentimentos, elaboração do pensamento etc.
Instituições sérias, que abordam o paradigma consiciencial, vem afirmando que existe vida além de FREUD, algo denominado “consciência”. Sem mistificação, e não restrita à Neurologia, a Psiquiatria,  e além do inconsciente pessoal – ego, id, superego (Psicologia).
Existem  Universidades ousadas como a de Duke, Virginia, entre outras, que também já apostam nisso.
Novas relações já estão em vigor, ressaltando como “capital” a rede de contatos e o networking, importante e estratégico na troca de feedbacks, principalmente, pelo aprendizado e ganhos mútuos.
Relações não-comerciais, eu diria, são um ponto interessante dessa cultura, capaz de reunir pessoas afins, projetos afins.
Temos a oportunidade de ganhar com a mudança de paradigma para além do lixo das banalidades (subproduto cultural). Enfim, a parte boa é o que nos interessa, pois representa ganho para todos, desde que com autodiscernimento.
Resumindo, temos:
comunicação mais rápida (cade meus 100 mbps?
;
desterritorialidade (o céu não é mais o limite);
nova consciência coletiva (somatório de esforços);
megamemória acessÃvel (um contingente cada vez maior);
relações mais humanizadas (afins se atraem).
Os que combatem só os males da tecnologia precisam entender que responsabilidade não é atributo de máquinas, mas de seres humanos.
Dizer que usuários e criadores – nós mesmos – estão cegos para a tecnologia equivale a culpar armamentos e bombas pela destruição que causam.
Que tal aprofundar o(s) uso(s) positivo(s) da internet?
Abç. Cláudio Monteiro.


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Oi Claudio!
Texto alto-nÃvel… e antes da internet, penso que a própria atuação da consciencialidade na sociedade irá aproximar as pessoas, pelas afinidades.
Abraço!
Leandro
Oi Cláudio
Pela sua argumentação lógica, e se entendi bem, a Internet como metáfora de cérebro coletivo é um simulacro de inteligência artificial, já que segundo estudos recentes, inteligência, memória e “n” outras funções cerebrais pertencem à dimensão consciencial da natureza humana, que não está adstrita ao cérebro.
Ou seja, a Internet estaria regendo as relações-meio entre as pessoas, tal como o cérebro regeria as relações-meio entre neurônios, mas nem um nem outro são agentes da vontade, que pelo avanço no paradigma, hoje se sabe caberem à consicência humana, quer atuando individualmente ou coletivamente.
E a Internet como metáfora de espaço público, seria a oportunidade para se estabelecer relações mais sadias, ou não-comerciais, como você menciona.
Fica aqui a contribuição de leitor atento.
Abraços, Alexandre
Olá pessoALL,
Cabe lembrar que os comentários acima elevaram a mensagem de patamar: agora é uma co-criação, ou seja, “n” autores ao invés de somente eu!
Aproveitemos para comentar diariamente as eleições e aguardem o jornal Bioenergias está chegando!!
abs. Claudio