Interatividade 2.0

Interatividade – Triunfo da Comunicação 2.0

A possibilidade da interatividade crescente representa um dos maiores contrapontos ao poder instituído, algo jamais visto pela humanidade. Do ponto de vista político, não há como negar os novos valores que emergem das sociedades hiperconectadas.

Expressões-chave da interatividade

  • Colaboração;
  • Comunicação “N para N”;
  • Redes de Pessoas (people inside);
  • Inteligência Coletiva.

Interatividade e revolução digital

Não pensa em uma Revolução no sentido literal do termo. Sequer pense em homogeneidade, pois o imenso “passivo cultural” imposto pela exclusão digital ainda permanece.

Da rede emerge um emaranhado de significados. Espera-se alternativas a uma certa agenda de ideias prontas. Grandes corporações, governos e mídia estão alinhados com a comunicação “1 para N”. O status quo da grande mídia presume que sua audiência é viciada – viciada nas notícias e pior, viciada nas futilidades.

Um tirano sempre presume que seu povo é débil e manipulável. Por isso rumina dia e noite o mesmo padrão: catastrofismo e salvacionismo. A cidadania vive de ressaca, à reboque dos acontecimentos.

Qual a lógica para o cidadão do futuro? Se quer mudanças, tem que sair da massa anônima. Tem que se ligar e se conectar a outros, correr o risco de inovar o modelo.

Interatividade e novos valores sociais

A nova cidadania não é submissa. Ao contrário, é cidadania ativa, emancipada, capaz de assumir os desafios sociais do momento. Somente um choque ético e cognitivo, com novas e profundas sinapses, poderia substituir ideias antigas. Afinal, a mudança que se quer criar é do tipo duradoura. Mas é preciso massa crítica para isso acontecer.

As gerações nascidas antes da internet tem vícios de pensamento.

É preciso ações capazes de reverter a neofobia em neofilia. Eis a razão destas palavras, úteis apenas para quem sabe usar seus dois neurônios. Não se trata só de tecnologia mas de gente. E de gente que se conecta a mais gente. A conscientização é vacina contra a tirania, a robotização e a aculturação imbecilizante.

Interatividade e novo otimismo

Daí meu otimismo. Com a prática de interatividade continuada, a nova geração tem a possibilidade de renovar as relações e a cultura com uma nova ética – a ética do dever cumprido. A cultura tem de saber se renovar. A chave para isso é a educação, antes de tudo, uma autoeducação.

E como já observei, estes são apenas os gloriosos e inesquecíveis primeiros 20 anos da Internet aberta no Brasil.

Alexandre Mello

Multitarefas │ digital por formação │ pós-graduado por convicção │ empreendedor social │ autor │ conteudista

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