Informacao Viciada

Informação viciada – sociopatia da imprensa

A população acaba por debater só a informação viciada que circula mas, para mim, o que interessa é jogar luz sobre o que não circula. Até porque quem vive da fofoca no cafezinho só pensa sobre o óbvio.

O que é falado e porque é falado

Notícia e opinião

Todo jornalista sabe que notícia é a versão de um fato, e sabe também que nem todo fato vira notícia. Jogar freneticamente informação viciada nos noticiários sem reflexões ulteriores não contribui para o amadurecimento da cidadania.

Uma boa síntese pode ajudar a compreender 100 anos de história. Importa saber os fatos, mas também suas causas e consequências. Notícia é letra fria. Opinião é nota quente. A imprensa há de se esforçar para que nunca falte ambas, sempre deixando claro o que é uma coisa e outra.

A sociopatia do pessimismo

Além dos vícios da má qualidade da informação — a pressa editorial, o “furo” sem cabimento, os memes com erros primários, a subinformação, a desinformação –, me chama atenção a relação da informação viciada circulante com a “onda negativa” que domina a comunicação.

Por que a lógica de “vender o caos” atrai mais público? Por que “notícia ruim” aumenta vendas? É mecanismo de compensação? É ideia fixa? É para saturar a mente, tipo lavagem cerebral? Talvez seja preciso reinventar o dogma. Ou a imprensa!

O que não é falado e porque não é falado

Quem noticia

Será que vivemos uma crise tão absurda na educação que compromete até a comunicação? A dificuldade na articulação do pensamento e método racional para expor ideias contribui para a incompreensão dos assuntos que se lê — analfabetismo funcional, certo?

Será só a leitura em baixa ou o medo da crítica tem um peso nisso também? Como o mundo digital pode se tornar mais amigável ao verdadeiro open knowlegde e ao compartilhamento do conhecimento sem fronteiras?

Quem opina

Por que só o jornalista deveria opinar, se vivemos em uma sociedade digital? O problema é só do “sistema”, que forma pessoas “consumidoras” de informação viciada ao invés de “produtoras” de informação decente?

A excessiva opinologia sem autocrítica é tão nociva quanto a autocensura inibidora para se manifestar: ambas levam ao deficit de cidadania. Exagero? Olhe para o lado, veja entre seus amigos, quantos escrevem? Com quem você conta na hora de fugir da informação viciada e buscar uma opinião sensata?

Não tenho a pretensão e nem quero responder nenhuma dessas perguntas, apenas te aguçar a pensar.

Alexandre Mello

Multitarefas │ digital por formação │ pós-graduado por convicção │ empreendedor social │ autor │ conteudista

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