Financiamento De Statups

Financiamento de startups no Brasil

Post Series: Evolução do financiamento de negócios no Brasil

O tema do financiamento de startups tornou-se recorrente no país. Afinal, o que interessa após a ideia criativa é a capacidade da implementação, certo?

A ideia genial só tem valor quando posta em prática.

Não deixe de ver também a série financiamento de negócios sociais no Brasil, onde focamos os negócios de impacto social.

Financiar o risco – o modelo de financiamento privado

A forma de financiamento de risco mais usada no mundo dos negócios é o aporte de capitais em troca de fatias do negócio. Para acesso aos diversos tipos de financiamento privado, na forma tradicional olhos nos olhos, é indicado que você participe de rodadas de negócios, leve seu projeto e apresente aos potenciais investidores.

Capital-semente

Capital-semente é o crédito para financiar o desenvolvimento do seu modelo de negócios, do momento pré-startup até o primeiro cliente, por exemplo. Se sua ideia tem potencial, e se você consegue apresentar a ideia de forma lógica, simples, de fácil compreensão, é uma forma de financiamento de startups que pode viabilizar seus primeiros passos. Na área de TI e negócios digitais, é comum de cada 1000 projetos, 10 serem selecionados para avaliação da banca, que posterirmente aprovará ou não a verba.

Investidores-anjos

O papel do investidor-anjo é o apoio certo, na hora certa. Atuam com negócios em fase inicial ou de alavancagem. É um crédito interessante quando alinha a visão do empreendedor com a do investidor, que torna-se sócio do negócio. O que se pode esperar de um bom anjo é que além de financiador, possa atuar como estrategista, especialista no mercado e abridor de portas através da rede de contatos.

Venture Capital | Privaty Equity

Venture Capital é o típico financiamento de startups, os investimentos direcionados a empresas ainda de pequeno porte ou começando do zero, dispostas a ceder parte do negócio para receber aportes. Por sua natureza de risco, por atuarem em mercados pouco consolidados, sinalizam com ótima remuneração de capital para o investidor.

O privaty equity são fundos de investimento operados com capital nacional e internacional, e estão direcionados para negócios já maduros. Muitos podem investir em fundos, mas os operadores em geral são poucos, funcionando como hubs desse financiamento.

Os private equities compram participações em empresas fechadas e procuram melhorar sua gestão e sua estratégia, aumentando sua eficiência e lucratividade para que cresçam e depois sejam vendidas para outras companhias ou abram seu capital em bolsa.

Recurso público previsto em lei – o modelo de financiamento do governo

O financiamento de startups que vem através dos programas do governo AVANÇA BRASIL, EMPREENDE BRASIL, entre outros, tendo como retaguarda a FINEP, o CNPq, o BNDES e Banco do Brasil, atuam diretamente como opção de financiamento de alavancagem, em geral, vinculados à incubação do negócio e no momento de fragilidade absoluta das startups, que são os dois primeiros anos.

Mas o instrumento para ter acesso a esse tipo de crédito é o Edital, então é bom saber que haverá a peneira, o gargalo seletivo, e que a verba em geral está atrelada ao bom desempenho da startup nos programas de desenvolvimento de modelo de negócios, canvas e design thinking comumente previstos no próprio edital.

Sistema Bancário – o modelo de financiamento raiz

Os bancos são a fonte de financiamento raiz. Os próprios governos se financiam nos bancos, bancos centrais no caso, que nos tempos difíceis, até dinheiro imprimem.

Por que é difícil pensar no empreendedor com a grande ideia entrando no banco para se financiar? Porque o crédito bancário quer garantias. Não adianta boas taxas de juros, prazo de vencimento e análise do perfil para a concessão do crédito se a empresa não dispõe de patrimônio ou ainda não é rentável, uma conta que não fecha. O empréstimo bancário tem mais relação com expansão de negócios do que com consolidação ou financiamento de startups.


Fontes:
Saiba o que são private equity, venture capital e capital semente, por Olívia Alonso. IG, 10.9.2010.
Fundos de private equity rendem 17% ao ano, por Angelo Pavini. EXAME, 6/11/2014.

Organizações:
Anjos do Brasil
Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital – ABVCAP;

Alexandre Mello

digital por formação │ pós-graduado em educação a distância │ curador de acervo audiovisual │ produtor executivo │ documentarista │ autor │ conteudista

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