Felicidade E Relacoes

Felicidade nas relações interpessoais

Post Series: A ciência da felicidade

A inteligência interpessoal é um saber prático que melhora as condições para um bem-estar no trabalho, na escola, na vida conjugal, nas amizades, nas relações interpessoais e familiares.

Relações interpessoais e habilidades sociais

Para melhorar as relações interpessoais, é fundamental desenvolver as habilidades sociais. São as diferentes classes de comportamentos sociais disponíveis no repertório de uma pessoa, que contribuem para a qualidade e a efetividade das interações que ela estabelece com as outras pessoas.

Tais habilidades dizem respeito a comportamentos necessários às relações interpessoais bem-sucedidas, o que pode variar bastante dentro de determinados contextos e culturas.

Relações interpessoais e empatia

Em linhas gerais, a empatia é definida como a capacidade de se colocar no lugar do outro durante a interação. Essa extensão do foco e do ponto de vista para acolher o outro permite alinhar e qualificar a manifestação.

A empatia corresponde a uma habilidade de comunicação que parece se adequar cada vez mais às necessidades do mundo atual. Nesse sentido, tem três componentes:
a-) cognitivo – compreender os sentimentos e perspectivas do outro;
b-) afetivo – sentimentos de compaixão, simpatia e preocupação com o bem-estar de outra pessoa;
c-) comportamental – oferecer feedback do sentimento e da perspectiva percebida, de tal maneira que o outro se sinta compreendido.

A habilidade em “ler” e valorizar os pensamentos e sentimentos das outras pessoas é o que, provavelmente, torna os indivíduos empáticos mais bem sucedidos em suas relações interpessoais e profissionais.  A ausência dessa habilidade traz dificuldades nos vários campos e setores da vida, e ainda traz o risco de colocar o indivíduo à margem da sociedade.

Como qualificar as relações interpessoais?

Considerando-se que a base das relações interpessoais é a empatia, essa habilidade pode ser desenvolvida através de treinamento específico.

Naturalmente, o recomendável é incluir programas de treinamento da empatia nas escolas como um recurso preventivo importante no desenvolvimento moral e interacional, contribuindo para a formação de pessoas mais saudáveis e felizes.


Fontes:
Treinamento em habilidades sociais, por Mônica Portella & Veruska Santos. Revista PSIQUE, Ed. 63, 2011.
A avaliação de um programa de treinamento da empatia com universitários, por Eliane Falcone. Rev. bras. ter. comport. cogn. vol.1 no.1 São Paulo jun. 1999
Inventário de Empatia (I.E.): desenvolvimento e validação de uma medida brasileira, por Eliane Falcone et all. Aval. psicol. v.7 n.3 Porto Alegre dez. 2008.

Alexandre Mello

digital por formação │ pós-graduado em educação a distância │ curador de acervo audiovisual │ produtor executivo │ documentarista │ autor │ conteudista

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