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Fé Tecnológica ou Tecnologia na Educação? Você decide…

Você tem Fé Tecnológica? Assista ao vídeo, leia meu p.o.s.t.c.a.s.t … e repense !!!

O excelente vídeo é uma dica da INÊS, do Ciberesfera. Eis a tradução, Slides Pay Attention em Português, com autorização do autor.

T4 – Transforming Teaching Through Technology
Tranformando Educação Através da Tecnologia é um mantra e um slogan. Seria também um projeto estadunidense? A Jordan School District (in english) é uma rede de escolas e estudantes em Utah, EUA, onde se pode encontrar desde um completo ambiente tecnológico integrado (in english) a uma “simples” lista de instrumentos online aplicáveis na educação (in english). Haja fôlego!

A peça de marketing acima foi incorporada pela Jordan School, que passou a utilizá-la como recurso para chamar a atenção online, fazer estardalhaço enquanto ia divulgando o mantra. De acordo com DARREN DRAPER, autor do vídeo Pay Attention (in english), seu objetivo era uma divulgação pontual, elaborada para motivar somente professores do seu distrito (Jordan School District, em Utah), mas viu seu vídeo se espelhar pela Internet, como fogo selvagem (wildfire).

DRAPER, após inúmeros acessos (elogios e críticas) dos 5 continentes, como nos comentários deste post da RACHEL BOYD, uma professora da Nova Zelândia, admite que qualquer produto cultural (e o dele não seria exceção) está sujeito a escrutínio público, e reafirma sua convicção de que “estamos todos formando a cultura internacional que vai eventualmente ser chamada sala de aula global”. É por isso que ele considera que “um blog pode realmente ser um fórum internacional”.

A propósito das críticas relacionadas ao us-centrismo e à cegueira cultural americana, veja como DRAPER encerra seus comentários:

“Now, as a new participant in this global classroom, I hope that participants everywhere will think twice about what they say, and generously forgive others of their lack of cultural awareness. In the future, I hope to be more mindful and inclusive of those outside of my cultural circles”

… que traduzi como “Agora, como novo participante nesta sala de aula global, espero que participantes de todos os lugares pensem duas vezes sobre o que dizem, e generosamente perdoem outros por não estarem despertos quanto às diferenças culturais. No futuro, espero estar mais ‘ligado’, inclusive naqueles mais compreensivo com aqueles fora do meu círculo cultural”.

É ou não é um mártir da cidadania globalizada? Há 3 dias, para completar sua redenção total, ele escreveu mais uma pérola, tecnologia não ensina pessoas – pessoas ensinam pessoas (in english). Até que enfim, DRAPER… (ou como diria lá no Rio de Janeiro, demorô ! ! !)

Alternativas?
Não sei como está reagindo a comunidade educacional no Brasil, mas deixar este tipo de discurso ficar por isso mesmo seria um problema para nossos PhDs. Não reconhecer as ambigüidades da tecnologia e só falar das possibilidades seria uma falha grave. Admitir que a parafernália tecnológica motiva a juventude me parece importante para países com dificuldade de reconhecer como a Cultura afeta a Educação. Agora vincular educação de qualidade e tecnologia já é outro passo, grande demais em alguns casos.

Da minha parte, como já disse antes, não tenho a fé tecnológica que a indústria de TI gostaria. E olha que eu estudo e conheço do ramo. Antes do meu contraponto (logo abaixo), se quiser um exemplo do porquê do meu ceticismo, assista a este vídeo (in english), e me diga criticamente o que vê e o que sente?

No meu contraponto, localizei no mesmo site da Jordan School District, importantes links que remetem à Teoria Educacional, mais especificamente à Taxonomia de Bloom (veja verbete na Wikipedia), famoso estudo da década de 50, liderado por Benjamim Bloom, que sintetizou os principais tipos de aprendizagem, classificados em três domínios (cognitivo, emocional e psicomotor) e vários níveis, correspondendo ao grau de profundidade do conhecimento obtido.

Certamente é um estudo que se tornou referência na área de educação, recebendo revisões de tempos em tempos, a fim de avançar neste conhecimento e obter resultados educacionais cada vez mais efetivos. Quem quiser mais informações, consulte A Taxonomia de Bloom, um excelente resumo introdutório, escrito por PAULA DE WAAL e MARCOS TELLES. Ou pode consultar também, in english, Learning Domains or Bloom’s Taxonomy, Bloom´s Learning Domains, Cognitive Learning. Agora, o ponto que eu queria realmente mencionar.

O gráfico abaixo representa os graus de profundidade, na visão de Bloom, onde o Conhecimento (Knowledge), representado pelo primeiro movimento de aquisição da informação, é apenas a ponta do iceberg.N?veis de Conhecimento na Taxonomia de Bloom Em azul escuro (quase não dá pra ler) está escrito Avaliação (Evaluation) e ao lado alguns dos verbos aferidores deste nível de conhecimento, o mais profundo na seqüência. Avaliar, julgar, escolher são ações de atribuição de valor, capacidade esperada daqueles que sabem pesar o que presta e separar daquilo que não presta. Discernir, enfim, o melhor e o pior, o adequado e o inadequado.

Gran Finale!
Como esperar isto de uma Cultura que “pega carona” nos modismos tecnológicos, com vistas às suas estratégias de expansionismo multinacional (unilateral) e de (neo)colonização cultural, à custa da homogeneização e pasteurização da cultura alheia? Afora outros nomes menos pomposos que nem me lembro agora…

E você colega, que leu até aqui, pretende ficar calado ou tem algo a dizer? Só não vale dizer que sou comunista nem anti-americanista (já está batido demais esse papo) ou xingar a mãe, o resto vale :)


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7 Comentários to “Fé Tecnológica ou Tecnologia na Educação? Você decide…”

  1. Rachel Boyd disse:

    Hi, I enjoyed reading your post; some great information and good points made. I also appreciated your blog translate page!!

    Regards, Rachel

  2. Hi Rachel,

    I think we all need to learn about the global transcultural community, focusing on a dialog and similarities but respecting the differences.

    How the world works, how it could be better, the new paradigms for relationship, an a lot of strategies for share thoughts and knowledge on a regular base, expand vision beyond our local culture.

    I love to deconstruct old discourses, use my criticism to argue about new ways of doing things. I’m a tipical information broker, and apreciate talk to people from all of the world.

    I had some pen-friends when I was a teen. Maybe now, with Internet, it could be a regular habit again.

    Feel free with comments.

    You are wellcome.
    {]?s Alexandre

  3. Darren Draper disse:

    Alexandre, thank you for the kind comments. It is truly amazing how global our community has become. Keep up the good work!

    Darren Draper

  4. Weber disse:

    Olá meu amigo,

    Sua inquietude continua inquietando e provocando a participação no debate de idéias relevantes.

    Sou muito a favor da tecnologia, e se não fossem os motivos que continuam acelerando seu desenvolvimento seria ainda mais a favor, mas aplicá-la sem discernimento onde existe a interação homem-máquina pode ser mais danoso que profícuo. O risco é embotar o pensamento ao invés de expandí-lo, formatar em vez de descondicionar. A Internet produziu um paradoxo: minimizou as barreiras geográficas e criou inúmeras oportunidades de contato, mas induz as pessoas ao isolamento, porque permite a interação sem a exposição inevitável do contato cara-a-cara, dando a sensação de segurança e conforto. E isso restringe sobremaneira as possibilidades de aprender com o exemplo.

    Especificamente sobre a cultura estadunidense, existe uma combinação de fatores que depõe contra eles quando o assunto é tecnologia aplicada ? educa??o: a pressa, a comodidade excessiva, e a busca incessante pelo lucro (financeiro). Nenhuma delas favorece a lucidez, a avaliação criteriosa e o julgamento isento. Resta a quem faz ou fará uso da tecnologia conhecer as possíveis consequências de sua adoção e o discernimento para extrair dela o melhor proveito possível.

    Um abraço!
    Weber

  5. Weber disse:

    Um coment?rio que esqueci de fazer, na caixa em que voc? traduz o coment?rio do (Darren) DRAPER, a palavra ‘inclusive’ quer dizer ‘inclusivo’ ou ‘compreensivo’ em rela??o ?queles que est?o fora do seu c?rculo cultural. Abra?o.

  6. domitila disse:

    gostei do seu blog…é raro eu gostar de um blog que não seja o meu…boas postagens,assuntos interessantes,me manteve interessada do começo ao fim,escreve bem e eu não posso escrever outra coisa que não seja:PA-RA-BÉNS. BEIJOS!

  7. Oi Domitila,

    Bem, eu diria que mais raro ainda é alguém passar aqui e se dispor a ler o blog até o fim. Gentileza da sua parte…

    No tipo de conhecimento que defendo, o primeiro passo é sempre a interatividade, o ato de se defrontar com algo exposto que mexe com você e a decisão de sair da passividade cômoda, de se dispor a co-nhecer, co-operar e co-laborar.

    Em três palavras:
    Aprendizagem é Esforço;
    Compartilhamento forma Opiniôes;
    Tecnologias são Ferramentas;
    Estudo. Eis Tudo.

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