Empreendedorismo Ideias Ao Redor

Empreendedorismo – fatores e oportunidades

O que torna possível a saga das indústrias de ponta nos EUA? Queremos desmistificar o “DNA empreendedor” para vislumbrar as razões pelas quais na América tanto se vive o empreendedorismo. Não uma variável isolada, mas um caldo cultural por detrás da terra das oportunidades.

A geografia do empreendedorismo

A região do vale do silício, no estado da Califórnia, é o the best example. Pólo Tecnológico, pólo de inovações, um ecossistema de startups que é referência no mundo.

Como chegaram lá?

  • Um dos pilares é a fartura de instituições educacionais de excelência;
  • Circulação de muitos estudantes ambiciosos, interessados em inovação;
  • Presença lado a lado de personalidades-chave, gurus e afins;
  • Uma região onde respira-se ideias e transpira-se projetos;
  • Presença inteligente do Estado, com desoneração e incentivos fiscais;
  • Livre circulação de material educacional: livros; publicações, e-learning, documentários; audiovisuais; animações; data bases, etc;
  • Uso intensivo de redes pessoais, sociais e empresariais para network;
  • Local onde se agregam empresas em vários estágios de desenvolvimento;
  • Pólo atrator de investidores de várias partes do mundo;
  • Concentra um PIB bilionário;
  • Entre outras.

O conhecimento sobre empreendedorismo

Empreendedorismo exige disposição, mas também proximidade, oportunidade, fomento e investimento nas boas ideias. O conhecimento é o fator de instrumentalização da oportunidade empreendedora.

O conhecimento é um poderoso atrator de pessoas. Parece um roteiro de cinema: Viagens para a América, passagem pelas Universities, aluga um home-office na Califórnia, experiência em alguma startup, em pouco tempo, a própria startup, aparece um investidor. Acho que já vimos esse filme…

Dentro da realidade brasileira, se você se conectar às ideias no ar, com níveis de conhecimento que se completam dento de uma cultura empreendedora que te atraia, você surfa a mesma onda. As pessoas de mesmo padrão vibram no mesmo ideal. O Conhecimento é sempre socialmente construído, apesar de que alguns cérebros fluem melhor para esta ou aquela ideia.

O conhecimento da técnica

O domínio técnico e da tecnologia é um fator determinante, mas não pode estar isolado. O conhecimento empresarial, o social (network) e o financeiro compõem esta variável. Onde é mais provável você obter isso tudo junto, com seu amigo da esquina ou conectando-se às pessoas certas, no lugar certo?

Na Korea, na Índia e demais asiáticos, vemos exemplos onde cinturões de oportunidades e de empreendedorismo se formam rapidamente. Reforço que os asiáticos são os recordistas em matemática e ciências dentro dos EUA. Há toda uma geração de jovens intelectuais formada na América e na Europa, cujo fruto do aprendizado se reflete nas gerações posteriores, em inovações na forma de pensar que serão de grande valor para os países de origem.

No Brasil, ainda parece predominar a fuga de cérebros. Certamente que o talento bruto nacional encontra lá fora condições para prosperar. Mas após a experiência internacional, não se faz o caminho de volta, há um baixo retorno para o país.

Além do conceito que se tem de cidadania no ocidente e no oriente serem bem diferentes, algo muito sério, que merece reflexão, é o Brasil não ser visto como país das oportunidades por essa mão de obra superqualificada.

Empreendedorismo com legado social

Miguel Nicolelis, cotado para o nobel em neurociência, é cientista e uma pessoa rara, um notável brasileiro que empreende pelo social. Fez a vida na América, mas para cá retorna para mostrar ao mundo a importância do saber científico. Soube usar sua biografia e o respaldo político de seu trabalho como atrator de investimentos para dar vazão a seus ideais assistenciais.

Nicolelis é o pioneiro do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN) — portanto fora do eixo RJ-SP — onde estruturou um campus de neurociência para, através da ciência, promover inclusão social e igualdade de oportunidades.

Outro grande homem que tem o empreendedorismo como legado social é Muhammad Yunus. Um revolucionário do bem, um professor universitário que enxergou no ser humano a razão e a solução dos próprios problemas. Mudou a forma de pensar a pobreza, popularizando o microcrédito e os negócios sociais.

Todos pelo empreendedorismo

É claro que empreender exige aprendizagem, projeto e esforço. Mas é fundamental destacar e enaltecer o exemplo de quem assume para si a missão de ensinar e deixar um legado. A formação já começa em casa, de pai para filho.

O que é construir um futuro comum senão pessoas afins que se agregam voluntariamente para desafiar os costumes obsoletos e mudar o rumo de suas vidas?

Meus amigos, a inteligência humana é incrivelmente poderosa. Pode estar voltada para diversas motivações, empreendimentos, inovações e inclusive sua própria evolução. É possível que tenha chegado sua vez de contar esta História.

Se é esse  o caso, com “H” maiúsculo, por favor.


Fontes:
Brasileiros no vale:
INFO Exame, Estadão, A Menina do Vale

Empreendedorismo social:
Miguel Nicolelis, IINN

Alexandre Mello

Multitarefas │ digital por formação │ pós-graduado por convicção │ empreendedor social │ autor │ conteudista

Buscar