As crises cÃclicas do capitalismo mundial permitem, se não revoluções, ao menos maior intervenção estatal na Economia.
Hora de colocar a casa em ordem.
Mas, se crises são oportunidades para se eliminar o que não está funcionando, porque isso preocupa tanto a classe dominante?
Porque ainda reina na classe dominante a cultura do não-intervencionismo do Estado. Por isso tentam ferrenhamente impedir qualquer tipo de regulação estatal, pois está preocupada com seus lucros.
Alguns veem fortalecimento do Capitalismo a cada crise, com os reajustes e reequilÃbrios que alcança. Já outros podem ver no processo maior socialização do Capitalismo.
A oportunidade agora é para tornar a Economia menos especulativa e mais ecológica, por exemplo, pois o atual sistema financeiro e produtivo está destruindo a Economia e o Planeta.
Já a indústria automobilÃstica multinacional tem mostrado seu poder polÃtico, conseguindo dos governos financiamentos milionários à custa de contribuintes pobres. Para poluir mais.
Depende de todos nós: é isso que queremos para a Humanidade e para o Planeta?
PS- Crédito imagem aqui
Marcelo Rouanet



Categorias: 



Caro Marcelo
Vale seu questionamento sim. Você defende de certa forma o keynesianismo, um capitalismo a reboque do estado, ou um neocapitalismo?
Algumas ideias podem ser úteis: capitalismo natural, capitalismo distributivo, ecocapitalismo.
Estreia curtinha, mas significativa.
Abç
Alexandre
Obrigado, Alexandre.
Serei mais claro: as reformas capitalistas conjunturais são importantes, mas o Capitalismo, no longo prazo, é inviável. As crises e reformas conduzirão o Planeta para o caos, ou o aproximarão do Socialismo Democrático (algo do gênero). Na atual transição crÃtica, no mÃnimo os três convivem: capitalismo antiquado, caos e capitalismo reformista socializante (por mais antissocialistas que os reformadores sejam).
Marcelo Rouanet
Marcelo
Veja este trecho da entrevista com o filósofo Slavoj Žižek no Programa Roda Viva.
Faz uma relação interessante entre o Capitalismo e o Budismo, justo na visão de que tudo é relativo, quem está por cima, amanhã pode estar por baixo, etc.
E fala da flexibilidade do Capitalismo em si, da capacidade de sempre ressurgir, como Fênix.
Vale vc assistir e comentar…
Abraços.
Sim, o entrevistado tem razão, o Capitalismo tem se adaptado, transformado e sobrevivido ao longo de vários perÃodos da História. Poderia ser citado, dentre outros, o conceito “capitalismo tardio”, criado pela Escola de Frankfurt.
A questão é que não sabemos exatamente como será nosso futuro, nem até quando durará esse sistema, em sua forma atual, mas o certo é que isso depende também de nós, do que queremos para o futuro, e a participação consciente de cada um importa em tal construção.
Mas não quero antecipar aqui o conteúdo de meu livro (em que trato desse e de outros assuntos) “A Consciência integral”, ainda inédito.
Querido Marcelo: gostei dos seus comentários. Fico feliz de V. estar se preocupando tanto com a saúde do planeta e da humanidade. Aliás acabamos de discutir esses temas e muitos outros em nosso café da manhã de hoje, no Rio, não é? Beijos,Seu pai.