É valida e interessante a representação gráfica das distorções. Que software será esse? Breve, mas significativo, mapeamento de algumas das causas da desinformação coletiva americana.
Meu destaque vai para 1.) o subinteresse na cobertura internacional, derivação do clássico eurocentrismo que só fez intensificar com o desastroso americanismo, e 2.) super-imposição espúria do jornalismo de consumo acima do jornalismo de reflexão.
Maddog na Futurecom: figurão do Linux defende software livre
autor: mauro (adrenaline.com.br)
O Futurecom 2009 trouxe alguns nomes de peso do ramo mundial da telecomunicações ao Brasil. O diretor executivo da Linux International, John Hall, foi uma dessas figuras ilustres. Conhecido pelo apelido “maddog” (cachorro louco) devido ao “tempo em que não tinha muito controle sobre seu temperamento, quando era professor no Hartford State Technical College, John foi ao evento para falar sobre software livre.
“Maddog, quem vai ouvi-lo falar sobre esse assunto? – me diziam há 20 anos atrás. Por isso, sempre tiro fotos do público de minhas palestras”. Essas foram suas primeiras palavras para executivos, programadores e jornalistas que encheram o auditório França, o principal palco para keynotes do Futurecom, no final da tarde desta quarta-feira.
Após guardar a câmera fotográfica, Maddog iniciou a defesa de suas idéias jogando alguns conceitos para que o público pensasse sobre a idéia de software livre a partir de seu ponto de vista. “Liberdade versus escravidão, Free (livre) versus Free (grátis), e escolha versus controle”, disse ele, ilustrando seu raciocínio a respeito da liberdade de uso de softwares dando aos presentes o endereço deste vídeo, que brinca com a imagem de pirataria vinculada aos softwares livres, publicado em seu canal no Youtube.
O bom-humor é característica marcante de Maddog, como é possível no vídeo citado anteriormente, filmado durante uma passagem sua por Florianópolis. Mas em meio a algumas piadas e brincadeiras, o tom de seu discurso era muito sério, defendendo a publicação de código-aberto de softwares, para que empresas e usuários possam modificar suas características de acordo com suas reais necessidades.
Para aproximar o público do assunto abordado, o palestrante citou alguns cases de empresas brasileiras que fizeram uso de software livre para driblar algumas dificuldades técnicas.
Primeiramente, Maddog mencionou uma empresa carioca (sem citar o nome dela) que precisava somente fazer uso de uma função específica de um software caro, disponível somente em inglês. Para cortar custos, a empresa contratou um desenvolvedor independente que produziu um software de acordo com as necessidades da empresa, com interface em português, pelo valor de pouco mais de 3 mil reais – valor que teria sido bem maior caso a empresa tivesse comprado as licenças do primeiro software em questão.
Outro case brasileiro de sucesso citado na palestra foi o uso de software livre por parte do Governo Brasileiro na administração da Loteria Federal. Segundo o vídeo abaixo, com legendas em português e produzido pela própria Caixa Econômica Federal, o uso de software livre a partir do sistema operacional de código aberto Debian (uma distribuição Linux) permitiu que fosse encurtado o tempo de criação de novos jogos de loteria. Finalizando os cases brasileiros, Maddog alfinetou os paulistanos presentes com a frase: “O dinheiro gasto com a compra do Office pela administração do Metrô de São Paulo poderia ter sido usado para melhorar as condições do metrô”.
Maddog defende que software livre não é sinônimo de pirataria, e que a “ditadura” do software proprietário é derivada do comodismo dos usuários e da pressão exercida no mercado pelas grandes empresas de software, que ganham grande margem de lucro com a exclusividade de seus produtos para determinados fins. Com o código dos programas fechado, é impossível para o usuário final alterar características do programa, o que o obriga a recorrer ao suporte técnico, que muitas vezes não oferece retorno satisfatório. “Com tantos bugs, é impossível que uma empresa possa dar suporte apropriado ao cliente”, enfatizou.
Prosseguindo com seu raciocínio, Maddog disse que os softwares são vendidos pelas grandes empresas como se fossem commodities – os chamados “produtos de base” vendidos em grandes quantidades, comuns às necessidades diárias de todas as pessoas, sem distinção de contexto social. Exemplificou: “Milho e café são commodities, mas carros não. Então por que tratar softwares como se fossem commodities? O propósito de um software é oferecer uma solução, e nenhuma solução é igual à outra”.
Finalizando, Maddog comentou que atualmente há exemplos a serem seguidos no ramo de software livre, citando algumas distribuições Linux bem sucedidades e cada vez mais populares, como o Android, o Debian e o OpenMoko. “Não há a necessidade de pagar as companhias que desenvolvem esses sistemas, mas eles encontram formas de lucrar com isso”, disse. É inegável que se trata de um modelo de negócios que vai de encontro à tradicional busca pelo lucro e domínio de mercado, mas também é impossível negar que muito do que esse senhor barbudo disse em sua palestra faz sentido no contexto atual.
Para quem está por fora, denunciei aqui no blog há 8 meses atrás o descaso “oficial” com os expurgos dos planos econômicos que milhares de brasileiros têm direito. Os quase 10 Mil acessos que o assunto recebeu até hoje, no blog, sinalizam a seriedade do caso.
Vídeo da jornalista SALETE LEMOS denunciando a “má-fé” generalizada (roubalheira, no bom português) dos Bancos perante tais expurgos.
Deu no que era mais provável de dar mesmo: foi demitida… E daí?
Vou direto ao fato. A mim interessa a reflexão, a análise e as possíveis lições. Salete se diz duplamente vítima. De censura e de covardia. Sua versão é que o BRADESCO a pressionou (com dinheiro? com imposições?) para uma retratação ao vivo e que, motivado pela sua negativa, este Banco teria pressionado a TV CULTURA (via FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos).
Como se sabe, ameaças de retirar as verbas milionárias da propaganda poderiam realmente causar um efeito dominó para qualquer mídia onde o sistema financeiro anuncie e a TV CULTURA não seria diferente.
Na lógica pessimista que SALETE desenha, o PAULO “Covarde” MARKUN, presidente da Fundação Padre Anchieta, cedendo a pressões, demitiu-a. Ou seja, ela vende a tese de que o jornalismo-patronal é o algoz, do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A chamada Plutocracia – o poder do dinheiro, (des)governando a vida das pessoas.
Tomei um “Engov Cerebral” e fui em frente, na leitura. Mais adiante, a pior constatação: De que nesse debate, assim como em outros, o falatório político acaba imperando, com ou sem racionalidade. Ou seja, nem mesmo na hora de deixar a “inteligentsia” falar, o coração passional não se esquiva. É pedir demais pra esse povo sair do “zero a zero”? Ou como se diz no interior, Êta povo marrento, num sabe que mulher, política e futebol num se discute?“…
Também não faltaram comentários para endossar a tese da mordaça:
…Algum jornalista, como ela, que tiver coragem e quiser dar a sua opinião pessoal que atinja interesses desses grupos, no mínimo ficar? desempregado…
…Quem critica governo, toda podridão que comanda este país, é jogado aos leões pelos patrões…
… A Salete gritou e foi golpeada na sequência, sem piedade, parabéns Salete, continue assim, enquanto houver a coragem de falar, talvez haja esperança para nosso país…
…A censura existe, não mata, mais demite…
A tese do comentário descuidado não me convence porque uma profissional tarimbada como ela não ficaria improváveis um minuto e pouco denunciando ingenuamente os Bancos, sem esperar represália. A irritação dela no vídeo certamente não era TPM!!!
Fico então com a hipótese do comentário premeditado. No caso da moça em questão, inteligente que é, estrela de primeira grandeza do jornalismo econômico televisivo que é, discípula assumida de BÓRIS “Boca Nervosa” CASOY, alguém acredita que ela foi silenciada a força ou o mais provável foi uma tentativa de saída triunfal, por cima, para marcar um pioneirismo, um certo estilo, digamos independente, daqui para frente?
EUGÊNIO BUCCI, na série sobre a Ética e Imprensa, comenta que “o jornalismo só tem sentido quando posto a serviço do direito à informação – de tal modo que qualquer outro interesse que ele abrace o corrompe”. Na lógica de Bucci, para o jornalista, o “Dever da Liberdade” vem em primeiro lugar. Eu pergunto: Estamos preparados para esse nível de posicionamento coletivo e atuação cidadã?
Pegando carona no Caso Salete, para chegar na sonhada condição de liberdade de imprensa, é imprescindível a liberdade de empresa? Ou seria ainda o jornalismo independente uma miragem utópica?
Para os que acham que a demissão é o pior da vida profissional, só tenho a lamentar, e só posso desejar que, se algum dia, você se encontrar diante de um dilema moral, você possa se lembrar de ter lido este post e de ter feito esta reflexão comigo
Quer idéias para um jantar sedutor? A arte da sedução é questão de treino e aprimoramento. Melhora-se com o tempo. Os 3 D’s da sedução: Desejo, despojamento e desembaraço. Um bom ambiente ajuda muito !!!
Comece convidando para uma noite inesquecível. Crie o clima. Seja gentil e sorria.
No restaurante, peça a carta de vinhos. Os vinhos portugueses são respeitados no mundo. Se preferirem vinhos suaves, podem escolher um Monte das Abertas, um Monte dos Cabaços (Alentejo), um Quinta da Pelada (Dão) ou uma Garrafa de Rapadas (Ribatejo). Se quiserem uma bebida mais encorpada, uma boa opção pode ser o Três Bagos (Douro). Pra botar pra quebrar na noitada, podem ir direto ao Terras do Demo (Beiras).
Vamos ao cardápio sensual. De aperitivo, vá de Punheta de Bacalhau, ou o bacalhau desfiado com cebola, no azeite. Na entrada, sugiro uma Sopa de Grelos servida com Cacetinhos – os famosos pãezinhos portugueses.
O prato principal tem que ser afrodisíaco. Que tal as Pescadinhas de Rabo na Boca? As pescadinhas são molhadas no leite, antes de serem fritas. Servidas com batatas cozidas, dão um toque sublime ao paladar.
Para complementar, podem pedir Arroz de Pica no Chão que, apesar do nome, não tem efeitos colaterais indesejados. È feito à base de frango e toucinho, bastante condimentado. Um prato delicioso, para ser apreciado com moderação.
Para finalizar a noite, um digestivo feito à base de leite, baunilha, cacau, canela e frutas cítricas – O Licor de Merda.
Podem acreditar: Quem experimentou diz que é muito gostoso. O produto existe desde 1974 e chega a ser atração turística na região de Cantanhede.
(clique para ampliar)
[UPDATE] Apesar da resistência inicial, o produto foi registrado no INPI em abril/2004, segundo fomos informados por email … INPI se recusar a registrá-lo com esse nome …
Para quem não dispensa a sobremesa, os doces portugueses são tradicionais. Não deixe de experimentar as Mamadinhas, delícias surgidas nos conventos ou então o Espera-Marido, um doce simples que se faz com açúcar, ovos e canela em pó.
Se a noite for mesmo inesquecível, não esqueça de passar por aqui novamente, agradecer as dicas e deixar seu depoimento.
É isso a? !!! (**) Todas as denominações estão corretas. Os pratos estão à venda em qualquer restaurante em Portugal. Dicas do Prof. Feijó.