Um Dia Você Aprende…
Texto muito bonito. Música: “Offering” do conjunto Third Day.
(Via Fábio Ferrari)
Está mais para reflexão ou para auto-ajuda? Quem se importa…
Texto muito bonito. Música: “Offering” do conjunto Third Day.
(Via Fábio Ferrari)
Está mais para reflexão ou para auto-ajuda? Quem se importa…
Para quem está por fora, denunciei aqui no blog há 8 meses atrás o descaso “oficial” com os expurgos dos planos econômicos que milhares de brasileiros têm direito. Os quase 10 Mil acessos que o assunto recebeu até hoje, no blog, sinalizam a seriedade do caso.
VÃdeo da jornalista SALETE LEMOS denunciando a “má-fé” generalizada (roubalheira, no bom português) dos Bancos perante tais expurgos.
Deu no que era mais provável de dar mesmo: foi demitida… E daÃ?
Vou direto ao fato. A mim interessa a reflexão, a análise e as possÃveis lições. Salete se diz duplamente vÃtima. De censura e de covardia. Sua versão é que o BRADESCO a pressionou (com dinheiro? com imposições?) para uma retratação ao vivo e que, motivado pela sua negativa, este Banco teria pressionado a TV CULTURA (via FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos).
Como se sabe, ameaças de retirar as verbas milionárias da propaganda poderiam realmente causar um efeito dominó para qualquer mÃdia onde o sistema financeiro anuncie e a TV CULTURA não seria diferente.
Na lógica pessimista que SALETE desenha, o PAULO “Covarde” MARKUN, presidente da Fundação Padre Anchieta, cedendo a pressões, demitiu-a. Ou seja, ela vende a tese de que o jornalismo-patronal é o algoz, do “manda quem pode, obedece quem tem juÃzo”. A chamada Plutocracia - o poder do dinheiro, (des)governando a vida das pessoas.
Ao buscar os bastidores da notÃcia, tive a primeira ressaca. No PORTAL COMUNIQUE-SE, o debate sobre a demissão de Salete Lemos tinha virado teoria da conspiração: vilões invisÃveis, interesses não-manifestos, a mão temÃvel do anti-lulismo PSDBista em São Paulo e por aà seguiu.
Tomei um “Engov Cerebral” e fui em frente, na leitura. Mais adiante, a pior constatação: De que nesse debate, assim como em outros, o falatório polÃtico acaba imperando, com ou sem racionalidade. Ou seja, nem mesmo na hora de deixar a “inteligentsia” falar, o coração passional não se esquiva. É pedir demais pra esse povo sair do “zero a zero”? Ou como se diz no interior, Êta povo marrento, num sabe que mulher, polÃtica e futebol num se discute?“…
Também não faltaram comentários para endossar a tese da mordaça:
…Algum jornalista, como ela, que tiver coragem e quiser dar a sua opinião pessoal que atinja interesses desses grupos, no mÃnimo ficar? desempregado…
…Quem critica governo, toda podridão que comanda este paÃs, é jogado aos leões pelos patrões…
… A Salete gritou e foi golpeada na sequência, sem piedade, parabéns Salete, continue assim, enquanto houver a coragem de falar, talvez haja esperança para nosso paÃs…
…A censura existe, não mata, mais demite…
A tese do comentário descuidado não me convence porque uma profissional tarimbada como ela não ficaria improváveis um minuto e pouco denunciando ingenuamente os Bancos, sem esperar represália. A irritação dela no vÃdeo certamente não era TPM!!!
Fico então com a hipótese do comentário premeditado. No caso da moça em questão, inteligente que é, estrela de primeira grandeza do jornalismo econômico televisivo que é, discÃpula assumida de BÓRIS “Boca Nervosa” CASOY, alguém acredita que ela foi silenciada a força ou o mais provável foi uma tentativa de saÃda triunfal, por cima, para marcar um pioneirismo, um certo estilo, digamos independente, daqui para frente?
EUGÊNIO BUCCI, na série sobre a Ética e Imprensa, comenta que “o jornalismo só tem sentido quando posto a serviço do direito à informação - de tal modo que qualquer outro interesse que ele abrace o corrompe”. Na lógica de Bucci, para o jornalista, o “Dever da Liberdade” vem em primeiro lugar. Eu pergunto: Estamos preparados para esse nÃvel de posicionamento coletivo e atuação cidadã?
Pegando carona no Caso Salete, para chegar na sonhada condição de liberdade de imprensa, é imprescindÃvel a liberdade de empresa? Ou seria ainda o jornalismo independente uma miragem utópica?
Para os que acham que a demissão é o pior da vida profissional, só tenho a lamentar, e só posso desejar que, se algum dia, você se encontrar diante de um dilema moral, você possa se lembrar de ter lido este post e de ter feito esta reflexão comigo
habemus SALETE LEMOS !!! habemus liberdade?
: censura, imprensa, jornalismo, liberdade de expressao, lobby
: censura, imprensa, jornalismo, liberdade de expressao, lobby : censura, imprensa, jornalismo, liberdade de expressao, lobby
Aceleração da História
Há 150 anos, a História ensaiava um grande salto. Nos paÃses primeiro-mundistas, o pensamento econômico apostava suas fichas na Indústria como mola-propulsora das Sociedades. O Desenvolvimentismo passou a depender do Consumismo, e tornara-se sinônimo de Industrialização e Produção de Bens de Massa - a chamada segunda onda (TOFFLER, 1980).
O discurso modernista bastava para justificar a espoliação dos recursos naturais. O mundo se (re)inventava.
Na linha-de-produção, “inventa-se” o dejeto fabril. Nas florestas “inventava-se” o desmatamento e nas fornalhas, a poluição, para gerar carvão.
Enquanto isso, no chão de fábrica, “inventava-se” o homem-máquina e a nova “neurose”.
(Chaplin, filme Tempos Modernos)
Na virada para o Séc. XX, o pensamento ecológico praticamente não existia. O pensamento psico-humanista resignava-se com a marginalidade dentro da academia. Época em que despontavam FREUD e seu pensamento desafiador do senso comum, e JUNG, seu interlocutor mais preparado, então uma jovem promessa.
Ascensão e Queda das Ideologias
Pois bem, mais de um século depois, chegamos ao Séc. XXI. Diante do reconhecimento de que o modelo é autofágico, ganham importância os pensadores - a luz no fim do túnel - que sustentam a necessária reconciliação do pensamento econômico com o pensamento eco-humanista.
Na esteira do esgotamento de recursos, a crÃtica (eco)nômica enfim começa a questionar o materialismo aquisitivo - que era o valor supremo emergente da industrialização - e começa a incorporar a intenção da (eco)sustentabilidade e da (eco)eficiência nas práticas e no discurso.
Mas a promessa do futuro ainda falha porque a crise humanista igualmente resultante do mesmo modelo, infelizmente, é pouco compreendida. A ideologia que dá “carta-branca” a alguns (cultura dominante) para produzir felicidade a custa de muitos, é a mesma que até a pouco ignorava a força de muitos (contra-cultura interconectada) para reinventar o próprio modelo e, na sequência, questionar as bases na qual se estabelece a felicidade.
A alguém que ache que a Sociedade é viável do jeito que está, recomendo a leitura nos jornais diários. Facilmente lê-se sobre a crise de lideranças (polÃtica), a explosão demográfica, a concentração de riqueza, o problema básico da ética, a manipulação da informação, a violência urbana e o terrorismo. Assuntos que não saem das pautas. Daà se vê que o gargalo civilizatório vai muito além do G-7. E não é de hoje.
Em toda a história civilizatória, nunca houve um instrumento capaz de organizar e interligar seres humanos em larga escala. Com a Internet, a perspectiva é outra.
Ciclos de Aprendizagem e Mudança Coletiva
Há pesquisas em Economia Evolucionária (DEVEZAS e MODELSKY, 2004) que compreendem o momento atual como co-evolução de três transições: a mudança da onda tecno-econômica (ascensão das biociências), uma viragem no ciclo geopolÃtico (fim da Pax Americana) e inclusive, também, a provável mudança num ciclo muito mais longo que alguns designam de afirmação da “opinião mundial” (Onda do Interacionismo inaugurada com a “Galáxia da Internet”).
Por estes motivos, o momento atual seria único.
Ao “reler” o passado com os óculos de vários tipos de ciclos de longa duração (Millenial Learning Process), Devezas & Modelsky tratam a dinâmica histórica como um processo “evolucionário” baseado na aprendizagem coletiva transmitida pelas mudanças geracionais (tecnicamente de 30 em 30 anos).
Utilizam um modelo fÃsico-matemático, baseado em princÃpios da teoria da evolução, usando algoritmos e robustez cientÃfica, para afirmarem que os ciclos “aninham-se uns nos outros” e “evoluem em conjunto”. Nas descontinuidades da Ascensão e Queda das Civilizações, para cada ciclo de longa duração, que corresponde a mudanças de valores, um novo eixo precisa emergir.
A Nova Cultura
A História registra que o aspecto humano sempre foi “atropelado” pelo discurso desenvolvimentista. Invasões, saques, exploração, escravagismo. Haja desculpa esfarrapada! 
O novo capÃtulo desta insensatez chama-se crise de identidades da pós-modernidade.
A Indústria Cultural, nascida com a segunda onda, sustentáculo da sociedade de massa, viveu seu apogeu empacotando o entretenimento, agregando emoção espetaculosa, estereótipos e fascÃnio pela fama e “vendendo” como fórmula de felicidade para o relax do trabalhador braçal.
A compreensão do efeito da pulverização desses valores por décadas torna-se crÃtica para estudos relacionados a comunicação social, mÃdia e educação, por exemplo. O lado perverso da massificação é a Colonização Cultural, ameaçadora do futuro justamente porque escraviza e aliena as mentes.
Pobre homo fabris…
Com a chegada da Sociedade da Informação, a sociedade se segmenta. O modelo que dissociava produção (bem-material) e cognição (bem-imaterial) do inÃcio da industrialização está tendo que ser repensado. A ideologia das “pessoas-máquinas” deteriora-se rapidamente.
Torna-se necessária a emergência de uma nova cultura, não para transmitir conceitos em escala industrial e massiva como a anterior, mas identificada com a terceira e quarta onda tecno-econômica, capaz de organizar pessoas por redes de afinidades e nichos de interesses comuns, a fim de possibilitar sua emancipação e com isso, a transição da sociedade.
SaÃda da “Matrix”
Não existe uma só resposta correta. É preciso avaliar as consequências das escolhas. Não se aprende sobre ética em cartilhas, do tipo: “isso eu posso, isso eu não posso”. Crianças usam cartilhas. Para adultos, é desperdÃcio de aprendizagem. É preciso aprender a questionar os porquês das coisas.
É completamente diferente dizer “faço porque há uma Lei que me obriga” e “faço porque meu discernimento me diz que isto tem que ser feito e é o melhor para todos”.
Em sÃntese, aprender sobre ética é aprender a fazer melhores escolhas pessoais. O homo sapiens precisa urgentemente aprimorar sua ética, para que se possa iniciar um revisionismo histórico capaz de (re)aprumar o sentido da evolução para todos.
O princÃpio é de que não faz sentido conceituar uma Sociedade do Conhecimento sem a contraparte do conhecimento auto-referente, ou conhecimento de si mesmo (autoconhecimento).
Neste ponto, o humano tem que caminhar junto com o social e não submisso como está, vivendo na “Matrix”, sem o saber. Daà porque a necessidade de mudança no perfil de liderança. Da ancestral liderança pela força e pelo dinheiro para a força de determinadas lideranças.
O que se pode esperar?
E é de se esperar que a mudança venha de fora do eixo anglo-euro-americano. Por que? Porque estas sociedades e suas Instituições estão atoladas demais com o modelo atual para que se disponham à tamanho (auto)enfrentamento.
De fato concreto mesmo, penso que uma das dificuldades para estes paÃses liderarem a renovação, fora o modelo mental cristalizado, paradoxalmente seria a barreira do estilo de vida ao qual se acostumaram e não querem rever (Money Society), pois consideram natural a riqueza estar assentada na pobreza alheia, criando pesados estigmas perante as massas e suas legÃtimas pretensões por uma nova sociedade.
E sem essa neutralidade, difÃcil assumir a responsabilidade à qual me refiro, capaz de superar a onda de insatisfação e protestos. A Globalização não é só um movimento econômico. Carece de consenso. MILTON SANTOS, em uma entrevista que virou documentário, a vê como ameaça mais do que solução.
Menos concreto, mas nem por isso desprezÃvel, a expectativa mundial pelo que vai acontecer com a China, na hibridização de sua Filosofia e conjunto de Saberes Orientais Milenares com a abertura definitiva da sociedade chinesa, a despeito de um pós-Comunismo, ao longo das próximas 2 ou 3 décadas.
Quando isso amadurecer, teremos possivelmente uma lógica mundial (Knowledge Society) bem diferente da que existe hoje e, por isso, talvez, tão difÃcil de conceber, que dirá explicá-la, agora.
Teria a América do Sul alguma contribuição especÃfica? E o Brasil, o gigante pela própria natureza? Talvez, quem sabe, depende…
Um pensamento a mais: Pergunto e questiono porque para mim, isto é mais importante do que ser o primeiro a responder.
Se minhas perguntas têm algum valor para você, então considere meu esforço e disponha-se a questioná-las. Em debates, importa mais os argumentos que o certo/errado.
Diante do exposto, convém acrescentar: como você lida com os (de)Formadores de Opinião e de Novas Sinapses que influenciam sua vida?
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Ontem fui surpreendido no Blog com a pesquisa insólita acima. 
Fiquei curioso com a sincronicidade do Mello com dois “L”s, e acabei indo atrás procurar, com estes fragmentos, quem seria o meu xará da Internet.
Achei o Notas Provisórias, um tÃtulo trocadilhesco, no Blog do Dr.Alexandre Mello, Hematologista do RJ.
Fuçando descobri sua dupla identidade: nas horas vagas, ele é baterista amador, e percussionista de Carnaval.
Em comum, talvez, o mesmo cuidado com o idioma e o olhar atento sobre os vÃcios de (des)informação, apesar de que ele se aborrece (mais que eu) com a ignorância alheia.
Também em comum as crÃticas de quem acompanha o triste momento polÃtico nacional. Absurdos como as tentativas de prorrogar a CPMF, a anistia alucinada do amigo do rei e as LuLices e canalhices do Caso Renan demonstram a sua indignação.
Mais um Alexandre boqui-aberto. Com razão.
Da minha parte, faz exatamente 1 mês que perguntei: que paÃs é esse?
Hoje acrescento: que democracia é essa, que elege “autoridades” que não estão a altura do ofÃcio, do que se lhes exige a ética.
Alguém que não recebe Bolsa-Miséria, que seja capaz de somar 1 mais 1, ainda se sente representado por essa gente?
(Crédito da imagem, blog do Josias de Souza)
Perguntaria eu ao Doutor: Falar mal das hipocrisias e desmandos do governo faz bem a saúde? Na lógica hematológica, não sei o que ele responderá, mas na lógica psicológica, não tenho dÃvidas. Ora bolas, alguém quer contestar?
O contra-argumento dos burocratas é que quando se está alienado, nada incomoda. No limite, viverÃamos mais “felizes”, quanto mais alienados fôssemos… Banana pra eles… Arght !!!
Converse com algum psicólogo bem informado e ele lhe dirá que quem é capaz de elaborar sua dor, suas angústias, promovendo uma reciclagem emocional, é capaz de fazer a sua catarse.
Ao escrever e opinar conscientemente, a partir da autocrÃtica, conseguimos pensar nosso papel no mundo. A vitimização, destruidora de mentes e de ideais, perde sua razão de ser.
Nesse sentido, certo está o Dr. Alexandre que, como ele mesmo diz, por não ter paralisia cerebral, põe pra fora “aquilo” que já não aguenta mais esconder dentro de si.
É óbvio que PolÃtica e Politicagem não são sinônimos. Óbvio também que nem todo polÃtico é lambão, como parece. Assim como é óbvio que a (des)alienação polÃtica não pode se dar só na Universidade, ou só pelo massacre diário da mÃdia, ou mesmo pela corrida quadrianual pelo voto. Perante os muitos matizes do falatório polÃtico, o cidadão está mais para vÃtima que para aprendiz.
O começo, portanto, é no contexto local, na comunidade, assumindo alguma liderança, entre os pares, aprendendo o básico sobre poder pessoal, ética e relações de poder, e partir desse aprendizado para não cair nas armadilhas da polÃtica, sobretudo quando a PolÃtica vira Profissão, mais do que Vocação.
Essa é minha aposta intelectual para formação de cidadania qualificada. Registro também a visão do importante pensador da globalização, o francês Robert de Herte (pseudônimo de Alain de Benoist), no texto La Hora de la Micro-PolÃtica (em espanhol).
Só não entendo como o Dr. Alexandre, esse autor bacana, insiste em editorar (e se irritar) com o Blogger sendo que já existe opção mais inteligente. Essa nem Freud explica!!!