Tutorial - Autoria em Blogs. Informação Digital Qualificada?

3mesesDia 24/abril, o Nova Sinapse completou 3 meses de existência.

Como eu valorizo o esforço autodidata e o compartilhamento de informações, procuro dar meu exemplo mantendo a seção sobre blogging sempre atualizada, com tudo que pude aprender sobre este instrumento autoral tão interessante, mesmo não sendo a minha especialidade.

Para quem se importa com a Qualidade da Informação Digital que vai produzir, considero interessante refletir sobre quatro pontos, que tratarei a seguir:

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Uma panorâmica do universo blogging serve para se situar e para pensar no seu blog como um projeto, o seu projeto de autoria, que tem certamente uma contribuição a dar. Pensando nisso, escrevi um Tutorial com Estratégias para Blogs Iniciantes.

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Definir um domínio e um ambiente próprio para hospedar seu blog é um passo a mais. Lógico que esta decisão implicará em custos e mais estudos (e mais aprendizado), mas trará mais liberdade e controle. Pese na balança e decida-se.

Um lembrete: Tudo que você escrever de importante num blog cujo domínio não for seu, depois terá que ser migrado para o novo blog no novo domínio. E naturalmente você terá que zerar seus índices de popularidade e de citação por outras fontes, já que o endereço velho será deixado para trás na migração.

Se não admite que gastos deste tipo são investimentos na sua autoria, então talvez não esteja pronto para o ritual de passagem, e deva mesmo manter-se na fase de experimentações e ambientação, o que é saudável para um começo seguro e de grátis :)

Se tomar a decisão de enfim migrar, sugiro ler Como Migrar Seu Blog Para Outro Servidor e evite dores de cabeça. Conversando com o JUNIO, sobre mudança de permalink sem perda de tráfego, ele me deu uma ótima solução para outro problema, que era redirecionar o trafego do blog velho para o blog novo.

A idéia dele, que acabei implementando mesmo, porque não tive alternativas, foi deixar somente o primeiro parágrafo em cada posts que já tinha escrito no blog velho e acrescentar um link “—-more—-” sugerindo a continuação do texto, só que apontando para o post “espelho”, no blog novo. Com isso, não precisei apagar o blog velho e nem perder o tráfego que ele estava gerando, fazendo uma suave conexão com o novo endereço. Deixo o registro aqui já que pode ser útil para mais alguém :)

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Instrumentos ou Ferramentas? Tive um professor na UnB que até hoje fica enlouquecido quando se traduz “information tools” como “ferramentas da informação”. O argumento é que ferramenta é coisa primitiva, enxada, porrete, flecha e tal. No âmbito da Ciência da Informação, a área de mestrado que me interessa, o correto seria traduzir como “instrumentos de informação”, remetendo a algo mais elaborado, sofisticado. Lição aprendida!

i- Wordpress. Excelente ambiente autoral. Veja o que a PATRICIA escreveu sobre ambiente autoral e amadurecimento de um blog. Infelizmente, tenho que concordar com ela pois não tive uma boa experiência ao usar o Blogger. Por que gosto do WP? Porque é simples, intuitivo, permite categorizar informações com tags (etiquetas) e cumpre o que promete, o que já é muito, pois é gratuito. Já ocorreu de eu querer citar um post publicado em outro ambiente (era um portal), no meio de uma página com diversas informações, e simplesmente não havia um link. A página era um bloco único, sem a subdivisão. Achei isso péssimo porque não permite granularizar a informação.

Um ponto a favor: Wordpress possui versão .com e .org, uma para cada tipo de usuário. Em tese, wordpress.com te permitiria um primeiro contato, uma ambientação. É uma versão proprietária, mas o pessoal faz um bom trabalho e disponibiliza muitas facilidades. Existe hoje mais de 850 Mil usuários, em vários países que utilizam esta versão. Já o wordpress.org é a versão opensource. É essa versão que você vai usar quando tiver seu próprio ambiente de hospedagem. É a única que te permite usar seus plugins, com liberdade e controle total sobre seu blog.

WP também tem fartura de documentação (que aos poucos vai sendo traduzida para o idioma português) e uma grande rede de usuários, contendo entre outros Fórum de Suporte WP, BlogAjuda (o nome já diz tudo) e Dicas de Otimização para Buscadores (SEO - Search Engine Otimization), tudo em português. Mais motivos? OK.

ii- Plugins. O Wordpress permite plenamente a incorporação de plugins, que são trechos de códigos complementares, executando funções específicas, que uma vez agregados ao código principal do Wordpress, aumentam suas funcionalidades. São centenas de plugins gratuitos desenvolvidos por centenas de desenvolvedores esforçados, mundo afora. Alguns já possuem versão em português. O LEONARDO tem uma relação dos plugins que ele utiliza, que eu acho bem interessantes. Checa lá.

Posso te garantir que plugins são um capítulo importante. Vale a pena investir um tempo pra entender como funcionam e, o mais importante, o que podem fazer por suas idéias. Mas lembre-se: Procure plugins homologados (rs!) para sua versão de Wordpress, evitando as incompatibilidades.

iii- Tema. É o componente que interage com o banco de dados e que gera a parte gráfica do seu blog. O que dá ao ambiente uma versatilidade interessante. Não é incomum que algum blog que você gosta de acompanhar durma azul e acorde vermelho, repaginado, como efeito de mudança de tema. O que o tema faz é aplicar uma camada visual (interface) sobre a estrutura de dados (seus escritos, seus posts) e por isso pode ser alterado a qualquer momento sem prejuízo do conteúdo. É o toque pessoal do blog e acaba sendo importante fator de atração para visitantes de primeira viagem. Já estou no meu terceiro tema e tudo indica que ainda este ano mudarei novamente.

A escolha [difícil] se deve a fartura de opções. Existem centenas de temas para o Wordpress. Se aceitar a minha dica, aqui tem um link, com preview de 83 temas para Wordpress que você (provavelmente) não conhece. Se preferir um tema desenvolvido no Brasil, que tal testar o Areia Branca. Se nada agradar, uma busca no Google com “themes wordpress” deve resolver. Duas recomendações principais: uma sobre homologação (a mesma válida para plugins) e outra sobre segurança.

O JÂNIO alerta que temas podem conter códigos maliciosos. A explicação é que, na verdade, temas são feitos em linguagem PhP, disponibilizados gratuitamente e poderiam conter trechos indesejados, dependendo da fonte de onde você baixou. A recomendação é que se busque informação sobre o tema escolhido, de preferência acessando o site de quem desenvolveu. Ou seja, busque referências, veja quem mais usa o mesmo tema que você, contate alguém técnico que você conheça (até o Jânio mesmo) e seja feliz. Depois não vai dizer que agente não te avisou!

iv- Zoundry. É um bom editor, próprio para Blogs. Possui vários recursos autorais, sem descuidar das etapas pré e pós-editorial. A opção de “espelhar” o mesmo tema gráfico que você selecionou para seu blog é uma das vantagens, pois te permite antecipar a visualização localmente das novas mensagens. Como editor, faz o básico, incluindo imagens, links e praticamente tudo para um bom post.

[UPDATE] Uma aus?ncia marcante ? quanto ao verificador ortogr?fico em portugu?s. Eu tenho um macete que resolve esse problema. A partir da versão 1.0.40, o Zoundry já permite baixar um revisor ortográfico em Português, acessível pelo menu “tools > spelling”. Se não conseguir utilizá-lo, existe uma alternativa.

É um procedimento simples, feito em duas etapas. No Zoundry, na hora de publicar, escolha “publicar em modo rascunho”. Isso faz com que o post fique online, porém indisponível aos leitores. Em seguida, ao abrir o post para edição no Wordpress, já entrará automaticamente o revisor ortográfico PT_BR (necessário o plugin que traduz o Wordpress para Português). Daí, é reler o post, mudar uma coisa ou outra, corrigir erros e publicar em definitivo.

Em termos de pós-edição, o Zoundry te permite pingar vários serviços de web informando que um novo conteúdo foi publicado. O resultado disso é que assim que publico algo, no minuto seguinte vários bots de indexação (Google, MSN, Yahoo, Technorati.) já visitam o blog incluindo a nova informação. Se quer conhecer mais ou checar o link pra download, o CARDOSO diz que o Zoundry é o melhor editor de blogs do Universo. Acessa lá e confere.

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Estatísticas são o complemento da autoria. Agrega valor ao conteúdo e informa ao(s) autor(es) possíveis direcionamentos para seus textos. É o resultado, é o que impactou aquele seu artigo, é o bate-volta, são as tendências.

[UPDATE] Não adiantaria só medir acessos sem se preocupar com o número de comentários, que seria um indicador mais adequado para avaliar compartilhamento de conhecimento.

Em Ciência da Informação, usam-se dois conceitos importantes. Um deles é a “meia-vida“, que indica o tempo durante o qual metade de uma determinada literatura foi publicada. Também se utiliza a “meia-vida”, aplicando-a a determinadas revistas científicas, para calcular o índice de obsolescência, já que a regra é informação desatualizada (diferente de informação antiga) perder valor.

Outro índice importante é o “fator de impacto“, que mede a relação entre o número de citações recebidas em um ano e o número de artigos publicados nos dois anos anteriores. Com este índice, consegue-se prever a probabilidade de citações para um novo artigo naquela determinada revista.

Com a Internet, pulveriza-se o conceito de fonte de informação. Um site novo, se bem indexado, conseguirá melhores posições no ranking do Google, e possivelmente competirá por acessos, que da maneira tradicional, não teria. Para muitos, esse fenômeno chama-se democratização da informação.

No mundo online, muitos conceitos estatísticos relativos a autoria e a publicação estão sofrendo revisão e a área ainda não está consolidada, já que o Acesso Online abre portas, sobretudo pelo imediatismo e fartura da informação.

Sou fascinado por estatística, por isso registro aqui algumas informações sobre o Nova Sinapse. Se mais pessoas se dispuserem a registrar suas estatísticas, de 3 em 3 meses, mais e mais estudos sobre crescimento poderão ser feitos.

Período Analisado: 90 dias (24/jan. a 24/abr.)
Estatísticas confiáveis após 7/fevereiro, quando instalei o Extreme Tracking

Informações Gerais: (plugin PostViews e Extreme Tracking)

Total de Posts –> 55 (pelo menos 1 post novo, a cada 2 dias)

Total de Acessos Recebidos:
- 1980 (usuários únicos)
- 4133 (incluindo reloads)
- 25 visitas em média, por dia
- 350 acessos em fevereiro
- 720 acessos em março (cresceu 100%)
- 1053 acessos em abril (até 24). [UPDATE] O mês fechou com 1368 acessos, repetindo um crescimento de 100%)

Total de Acesso por Posts:
- 33 posts com mais de 70 acessos, dos quais
- 15 posts com mais de 100 acessos, dos quais
- 2 posts com mais de 500 acessos

Total de Comentários:
- 44 (escritos por 25 pessoas diferentes)
- 20 posts tiveram pelo menos 1 comentário
- 11 comentários teve o post mais comentado e 5 teve o segundo post mais comentado, ambos com argumentos a favor e contra

Total de Assinantes do Feed:
oscilando entre 10 e 20 (o BRUNO ALVES também comentou sobre possíveis erros na oscilação do FeedBurn, a propósito da mania nacional de não divulgar estatísticas ou números de assinantes em blogs iniciantes). No meu caso, acho a divulgação importante. Cheguei a ver na estatística 64 assinantes num dia, antes de migração para o novo domínio. Possivelmente, tem gente da antiga que ainda falta assinar o novo feed :)

Fontes de Origem dos Acessos do Blog:
- 828 através de search engines
- 521 através de websites
- 7 através de emails

Principais Referrers (search engines):
- Google Search (605 acessos, 73%)
- Google Imagens (207 acessos, 25%)
- Technorati (12 acessos, 1,45%)

Ranking no Technorati –> 250 Mil

Temáticas Abordadas:

Total de Categorias Principais –> 18 categorias

Assuntos Que Mais Me Dediquei:
- Cultura Digital, com 27 posts
- Cidadania, com 22 posts
- Imagens e Vídeos, com 18 posts
- Reflexões, com 15 posts
- Educação e Sociedade, com 11 posts cada

Curiosidades:

Idiomas do blog: português
- [UPDATE] ingl?s e franc?s, (plugin Wordpress Global Translate, na barra lateral) suspenso temporariamente
- inglês (Google Translate Engine, na barra lateral)

Já recebi acesso dos 5 continentes, total 33 países (15%)

Países com mais acesso:
- Portugal –> 118
- EUA –> 53
- Argentina –> 19
- Espanha –> 13
- França –> 11

Na disputa de browsers:
os campeões foram IE6, com 944 e Firefox2, com 616 acessos. Safari e Opera9 tiveram 12 e 7, respectivamente. O IE7 teve menos que a terça parte do IE6, totalizando 307 acessos.

Na disputa de sistemas operacionais:
o campeão foi Windows XP, com 1755 acessos contra 19 via Linux, 22 via Mac e 3 via FreeBSD. O que não representa nada em termos de comparativo, ou que o Windows seja melhor que os outros, nada disso. Apenas quer dizer que os assuntos que escrevo atraem mais esse tipo de público. O novíssimo Windows Vista amarga o antepenúltimo lugar, com apenas 7 acessos.

Na disputa de configurações de tela:
O padrão 1024 x 768 com 35% e o padrão 800 x 600 com 31% foram os mais comuns. Mas os demais padrões com 1024 ou acima (1280 x 1024, 1152 x 864, 1440 x 900, etc.) são tendência, abocanhando juntos uma fatia de 30% dos usuários.


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Educação Para o Mundo Digital

Hoje registro duas iniciativas (projetos?) de mídia-educação que me chamaram atenção (*) no fim de semana. Quem companha o Blog sabe que não tenho problemas com citações espontâneas.

1- Vídeo-Aulas

A ALEXANDRA BUJOKAS está fazendo um pós-doutorado na Inglaterra sobre mídia-educação como bolsista CNPq e desenvolveu uma série de vídeos didáticos interessantes. A fala tranquila (sem ser monótona) auxilia a captação do conteúdo pelas massas, porque rompe as barreiras do “falar difícil” e desmistifica o assunto, falando com segurança, mas sendo gentil e suave (feminino?) e ainda transmitindo confiabilidade, “moeda” cada vez mais valorizada na comunicação atual. Detalhes que acabam sendo importantes, né!

Apreciável seu exemplo, colocando a mão na massa e produzindo conteúdo diretamente no meio digital, na contramão da ortodoxia, que parecem só interagir com o mundo dos conteúdos digitais de fora, como objetos de estudo de seus papers elaborados. Eis dois vídeos da série:

1-) Política de mídia-educação - o exemplo da Inglaterra.

2-) Fé Tecnológica e Pânico Moral

O que eu busco? Entender o potencial da Internet como rede de pessoas. Como? Pela emergência de valores e modelos mentais inovadores na Sociedade, que denunciem usos e costumes ultrapassados, e despertem uma cidadania ativa, extra-fronteiras, um dos meus temas prediletos de pesquisa.

Estudo o movimento e o fluxo informacional porque sei que dele depende a qualificação da educação e, em última instância, da cultura. Mas o que me importa realmente é o comprometimento crítico, o aprender a questionar, a conscientização pública.

Meu olhar para a tecnologia é atento (as vezes desconfiado), de quem entende que só a lucidez humana é capaz de direcioná-la bem. Como diz a ALEXANDRA, sou alguém que não possui a fé tecnológica que a indústria gostaria…

2- Estudos de Caso em Persuasão e Colaboração

Outro exemplo paradigmático (em inglês) sobre compartilhamento de trabalho acadêmico com foco na participação online que achei, dia desses, é o Captology.TV, trabalho desenvolvido por pesquisadores, professores e alunos do The Stanford Persuasive Technology Lab., que reúne em um site excelente combinação de conteúdo e forma, um olhar crítico para as Estratégias de Persuasão e Interação no Mundo Digital, na linha do Information Literacy ou Multimedia Literacy. Bem poderia ser um benchmark para educadores…

Abaixo, o vídeo Cooperation as a Motivator, que comento a seguir, para exemplificar porque considero esta didática próxima da ideal.

Didática para um mundo digital é sinônimo de multimeios. Impossível negar isso. Necessário múltiplas linguagens, leveza, objetividade e principalmente capturar atenção, algo difícil hoje em dia dentro das escolas. Quanto ao conteúdo em si, exige boa segmentação dos assuntos (sem antolhos) e expertise, que permita bons estudos de caso.

No vídeo acima, a narrativa é direta, sem metáforas. As idéias-chaves aparecem legendadas, reforçando o áudio (outra voz feminina, suave), facilitando a fixação da memória. Ao final, todos os créditos são devidamente explicitados.

O aspecto da tradução, que é um problema clássico da imensa maioria da multimídia disponibilizada atualmente, não é um problema do autor do vídeo propriamente. Poderia ser resolvido, se houvesse boa vontade em implementar scripts de tradução nos softwares que são executados nos Hosts de Multimídia, tipo Youtube e similares. É uma questão tipicamente técnica, mas que afeta a questão humana por trás, ao gerar exclusão involuntária aos não falantes do idioma.

Por tudo isso, e possívelmente por algo mais que ignoro, seguramente é uma ótima fonte de referência, mais para estudiosos que para curiosos. Fiquei de queixo caído com o brilhantismo na implementação da iniciativa, sobretudo com a interatividade do trabalho em grupo. No website do Captology.TV tem muito mais.

(*) Meu interesse aqui no Nova Sinapse, ao investigar a Cultura Online, é abordar o ponto de vista humano, comportamental e ético. Afinal, o lado tecnológico já é fartamente comentado (e documentado).


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Tutorial - Como evitar pulhas, boatos e lendas virtuais

anti_spammers.gifJá repararam que só aumenta o número de spams na Internet? Não sei se dá para segurar o surto, mas resolvi escrever sobre o assunto, sabendo eu que a higiene digital exige a faxina na própria rede de relacionamentos.


O que são pulhas e lendas virtuais?
São os boatos, informações infundadas que muitas pessoas espalham por emails e fóruns, que só fazem aumentar o tráfego mundial da Internet. Também chamados de hoax.

O que autores de boatos ganham com isso?
- Recolher inúmeros endereços de emails, que vão sendo anexados à notícia original cada vez que alguém a redireciona ou encaminha. Ao repassar para os amigos da sua lista, você ingenuamente acaba de indicar que todos eles são válidos, e é justamente a confirmação dessa validade que interessa ao spammer, que é quem compra essas listas de emails válidos ao final. Ou seja, você trabalha para o spammer, sem saber.
- Outros motivos: Pregar uma peça (o infame 1/ abril) nas pessoas ingênuas; difamação, a estratégia da anti-comunicação, entre outros.

Que vulnerabilidades são exploradas?
- Desinformação e preguiça mental. A maioria das pessoas novas na Internet ainda estão deslumbradas com esta mídia. São crédulas e pouco questionadoras. E essa ignorância associada a facilidade em encaminhar emails, gera correntes sem fim de spams, mundo afora.
- Carências emocionais, boa-fé. Essas são exploradas em correntes para doação de dinheiro para vítimas de tragédias ou doenças.
- Pânico, medo. Muito usado quando o assunto do boato é sobre vírus.
- Curiosidade mórbida. O sensacionalismo usado com o intuito de seduzir.
- Pseudo-esperteza. Mania de querer se dar bem, também conhecida no Brasil por Gersismo (Lei de Gerson). É a clássica situação do email que promete pagamentos por quantidade de pessoas reenviadas. Como todos os anos a Internet recebe milhares de novos usuários, esta tática acaba funcionando. Fique esperto!
- Pseudo-cidadania. Os abaixo-assinados eletrônicos, de causas até sensatas mas por não conterem assinatura, não tem valor legal. Você acaba digitando seu nome lá e soltando o email, fazendo a festa dos spammers.

Saiba Que (reproduzido da página sobre hoax no Wikipedia):
- deletar uma corrente ou hoax não provocará a ira ou castigos de deuses ou de santos, tampouco a morte, doença ou miséria de ninguém;
- o simples repasse e proliferação de mensagens nunca rende dinheiro a terceiros, assim como correntes pela Internet nunca trazem qualquer lucro financeiro a nenhum internato;
- nem a Anistia Internacional, nem a Cruz Vermelha ou qualquer outra instituição humanitária, pública ou privada jamais promoveu campanhas se utilizando de repasses de mensagens para emails particulares;
- campanhas humanitárias só podem ter credibilidade se houver um prévio e amplo conhecimento e divulgação do fato através dos meios de comunicação de massa, coordenado por uma instituição idônea;
- não há registros de casos voluntários e anônimos de campanhas de ajuda ou socorro a vítimas de penúria, saúde dramática, calamidades, sequestros, desaparecimentos, anistias ou indultos;
- alertas sobre vírus só merecem atenção se partirem de uma instituição especializada e confiável;
- abaixo-assinados recolhidos via Internet não têm qualquer valor jurídico ou administrativo, nem tampouco credibilidade como manifestação ou pressão social;

Prevenções
- Aprenda a desconfiar de certos tipos de email. Saiba como identificar hoax.
- Sempre procure se informar antes de reenviar algum alerta ou notícia-bomba. Como? Fazendo uma simples busca no Google, usando como palavra-chave o título do email que você recebeu.
- Desconfie da ingenuidade de seus amigos(as) menos experientes que você na rede, que vivem te enviando spam sem saber. Ofereça um link deste tutorial e peça para eles lerem.
- De tão famosas, algumas “estórias” dão a volta ao mundo. E acabam catalogadas. Basta uma visita em alguns desses sites para descobrir a enorme quantidade de boatos que circulam por aí.

Conheça dezenas de hoaxes já catalogados:
Lendas e folclore da Internet (em português), listados por ordem alfabética;
Hoax Busters (em inglês)
Museum of Hoaxes (em inglês)
Se descobrir um hoax, faça o que tem que ser feito: Tecla Delete
antispam.br

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Tutorial - Estratégias para Blogs Iniciantes

Na Internet o que impressiona é a caixa de ressonância das idéias, o retorno imediato e a liberdade para testar linguagens, palavras, conteúdos e estratégias promocionais. Algo impensável com as restrições da “antiga” imprensa, né!

1 m?sDia 24/fev, o Nova Sinapse completou 1 mês de existência, na época ainda hospedado no Wordpress.com, após uma semana difícil no Blogger, a primeira morada.

O lucro tem sido a aprendizagem pessoal com a experiência. Naturalmente que é um período curto mas, dentro do princípio do conhecimento produzido coletivamente, quem sabe se ao detalhar aqui algumas conclusões outros podem se animar e começar a escrever também. :-)

estrat?gias
i- Assuntos gerais x específicos
Blogs com cobertura extensa costumam ter posts pequenos. Blogs com (poucos) assuntos, podem apresentar posts mais elaborados. Para manter coerência da teoria com a prática, minha rotina tem sido escrever sobre o que estudo e vivencio.

Por que digo isso? Porque no mundo atual, há excesso de informações primárias e carência de informações secundárias. Fala-se muito dos fatos e pouco sobre as implicações dos fatos.

Por isso, sempre que dá, prefiro posts com aprofundamento. Costumo dizer que para enfrentar o *temporal de informações* só mesmo com o *guarda-chuva do discernimento*.

Ah, e por favor, não cometa a gafe de confundir informação secundária (a boa análise, o juízo maduro, etc.) com informação de segunda, termo que uso de vez em quando para me referir (sic.) à informação sem qualidade.

ii- A relevância x constância do conteúdo
Autoria não é brinquedo. A gravidez de idéias exige maturidade no parto, para não impregnar a cultura com seu (des)conhecimento. Veja, por exemplo, o que o LEONARDO, um veterano, ao fazer sua auto-reflexão disse sobre blogs que postam demais.

iii- O erudito, o popular e o popularesco
Assim como a Web evoluiu e hoje em dia reflete a complexidade social, os blog também podem evoluir. Há muito falatório e boa parte é modismo juvenil e folclore. Há muita aberração e obscenidades. O popularesco convive com o erudito, se é que não predomina. Mas a parte que tem seriedade é que interessa. Essa tem o valor intrínseco do potencial que embute.

Na mídia, encontrei opiniões distintas. Há o ceticismo conservador (em inglês), mas também há a percepção das mudanças e o otimismo das perspectivas.

E para quem acha que blog é coisa de jornalista, um texto interessante, apesar de pouco comentado, no Observatório de Imprensa, sobre a relação da qualidade da autoria com o diploma do jornalista. A autora joga luz sobre a realidade do jornalismo-emprego, diferente dos tempos de jornalismo-vocação. Uma leitura esclarecedora.

iv- A polêmica como estratégia
Existe uma diferença sutil entre debate e discussão. Debate se estabelece com argumentos e reflexão das partes. A partir de um certo ponto, quando já não mais ocorre a “escuta”, descamba-se do debate para a discussão (bate-boca). Quem escreve tem que saber se tem fôlego para debates ou se o que quer mesmo são as discussôes. Em cada caso, o retorno é previsível.

Selecionei alguns posts, que abordam polêmicas e censuras, válido se for para manter a justa criticidade:
Filme “Quem Somos Nós?” - Desafio à Ciência
Mais uma alfinetada contra a Religião
Ateu é censurado no Youtube

v- Incrementando os posts com imagens ou vídeos
Lógico que o bom comunicador(a) tem que sabe se expressar e usar linguagens alternativas, mas é bom atentar para o fato de que novas mídias usam novos formatos, celular inclusive, e quanto mais ‘pesado’ for um texto, mais chance dele ficar bloqueado no filtro da banda disponível…

Então, dependendo do público do blog, vale a rima: apesar da tentação, use com moderação.

li??es
i- Colaboração - o espírito da coisa.
Leia e será lido. Comente e será comentado. Contribua e terá contribuições. Etc, etc, etc. Não! Não é mandamento bíblico! É o mais puro bom senso. Por isso os tutoriais fazem sucesso nos blogs (segundo o CARDOSO, que tem experiência no assunto).

ii- Escrever é expor-se. Existe uma variável fundamental que é o seu marketing pessoal. Daqui para frente, cada vez mais, para ser valorizado, o profissional precisa saber produzir e compartilhar o que sabe. Um alerta: melhor ficar conhecido por sua inteligência, argúcia e capacidade de gerar conhecimento útil que pelo seu exibicionismo egocêntrico. Tem lógica?

iii- Seu blog será excessão à regra?
MANUEL CASTELLS, sociólogo, escreveu um artigo fundamental, recentemente, onde ele cita entre outras coisas que em média um blog é criado por segundo no mundo.

Bem, considere iniciar seu blog em um ambiente maduro para que ele tenha vida longa, de preferência com uma comunidade de verdade já estabelecida. Aprendi por experiência própria que isso ajuda. Assim você receberá visitas de dentro da comunidade, como ocorre comigo em relação ao WP.

E considere também arranjar algum amigo(a) (referrer, na linguagem do blogging) que tenha boa visitação e que faça um link para o seu blog. Isso fará com que o GoogleBot (robô de indexação do Google) te visite, seguindo o link de seu amigo(a), para fazer a indexação do seu site. Comigo demorou 1 semana até que meus posts aparecessem no Google.

Quanto ao idioma, decidi fazer uns testes com o Inglês. O Espanhol julguei que não precisava porque é uma língua-irmã. E quanto a outros idiomas, para mim, seria um suplício. Então, escolhi os 10 posts de melhor visitação e me dei ao trabalho de revisar e adaptar as palavras que não ficaram boas depois da tradução automática do Google. Tive que rever sobretudo gírias e expressões idiomáticas.

Deu um trabalhão e o retorno não foi o esperado. Talvez pelo assunto que escrevo ou porque o blog é novo, sei lá! Mais para frente, farei outros testes, pois o idioma inglês está em mais de 1/3 de todos os blogs no mundo (segundo o CASTELLS).

Como excessão, achei válida a experiência. Como regra, prefiro investir tempo e esforço para criar conhecimento em português mesmo. Considero um serviço prestado a lusofonia e a comunidade latina :-)

iv- Hospedagem temporária ou definitiva?
Depois de testar o ambiente e passar algum tempo online, se você ganhou experiência, recebeu umas visitas, manteve a motivação e tem intenção de crescer, então vai querer migrar seu blog para um domínio próprio e desfrutar de melhores estatísticas e plugins. Essa decisão permitirá tornar esta atividade ainda mais otimizada. O investimento não assusta. Um registro de domínio anual pode ser feito no www.misk.com por US 10.0 (uns R$ 25,00). A hospedagem mais barata vai custar uns R$ 5,00 /mês, mas sem direito a suporte. Se você é iniciante, recomendo considerar uma hospedagem com direito a suporte. Depois não vem dizer que eu não avisei :-)

Ah, antes que me esqueça, basta redirecionar os posts antigos para o domínio novo e você não perde o esforço que já fez. Quanto ao aspecto promocional do seu blog, o melhor é sempre já dispor da hospedagem definitiva, com seu domínio próprio, para não ter retrabalho. Mas nada que te impeça de fazer experiências antes, de fazer seus testes, como foi o meu caso, para ter mais segurança no ambiente e entender como as coisas funcionam.

v- O crescimento de um blog é uma equação delicada.
Sucesso em blogs não é igual a sucesso na carreira profissional. Vender idéias não é igual a vender panelas. Escrever exige inteligência contextual e dá trabalho. Tem adolescente que escreve para adolescente e é popular na escola, até mais que seus professores. E tem profissionais bem sucedidos que não conseguem compreender os motivos e valores de se trabalhar com conhecimento coletivo… e acabam desistindo de seus blogs. Enfim, eis um ecossistema digital dinâmico e um interessante laboratório para estudos sociais e informacionais.

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