Um Dia Você Aprende…
Texto muito bonito. Música: “Offering” do conjunto Third Day.
(Via Fábio Ferrari)
Está mais para reflexão ou para auto-ajuda? Quem se importa…
Texto muito bonito. Música: “Offering” do conjunto Third Day.
(Via Fábio Ferrari)
Está mais para reflexão ou para auto-ajuda? Quem se importa…
Quer idéias para um jantar sedutor? A arte da sedução é questão de treino e aprimoramento. Melhora-se com o tempo. Os 3 D’s da sedução: Desejo, despojamento e desembaraço. Um bom ambiente ajuda muito !!!
Comece convidando para uma noite inesquecÃvel. Crie o clima. Seja gentil e sorria.
No restaurante, peça a carta de vinhos. Os vinhos portugueses são respeitados no mundo. Se preferirem vinhos suaves, podem escolher um Monte das Abertas, um Monte dos Cabaços (Alentejo), um Quinta da Pelada (Dão) ou uma Garrafa de Rapadas (Ribatejo). Se quiserem uma bebida mais encorpada, uma boa opção pode ser o Três Bagos (Douro). Pra botar pra quebrar na noitada, podem ir direto ao Terras do Demo (Beiras).
Vamos ao cardápio sensual. De aperitivo, vá de Punheta de Bacalhau, ou o bacalhau desfiado com cebola, no azeite. Na entrada, sugiro uma Sopa de Grelos servida com Cacetinhos - os famosos pãezinhos portugueses.
O prato principal tem que ser afrodisÃaco. Que tal as Pescadinhas de Rabo na Boca? As pescadinhas são molhadas no leite, antes de serem fritas. Servidas com batatas cozidas, dão um toque sublime ao paladar.
Para complementar, podem pedir Arroz de Pica no Chão que, apesar do nome, não tem efeitos colaterais indesejados. È feito à base de frango e toucinho, bastante condimentado. Um prato delicioso, para ser apreciado com moderação.
Para finalizar a noite, um digestivo feito à base de leite, baunilha, cacau, canela e frutas cÃtricas - O Licor de Merda.
Podem acreditar: Quem experimentou diz que é muito gostoso. O produto existe desde 1974 e chega a ser atração turÃstica na região de Cantanhede.
(clique para ampliar)
[UPDATE] Apesar da resistência inicial, o produto foi registrado no INPI em abril/2004, segundo fomos informados por email … INPI se recusar a registrá-lo com esse nome …
Para quem não dispensa a sobremesa, os doces portugueses são tradicionais. Não deixe de experimentar as Mamadinhas, delÃcias surgidas nos conventos ou então o Espera-Marido, um doce simples que se faz com açúcar, ovos e canela em pó.
Se a noite for mesmo inesquecÃvel, não esqueça de passar por aqui novamente, agradecer as dicas e deixar seu depoimento.
É isso a? !!!
(**) Todas as denominações estão corretas. Os pratos estão à venda em qualquer restaurante em Portugal. Dicas do Prof. Feijó.
Aceleração da História
Há 150 anos, a História ensaiava um grande salto. Nos paÃses primeiro-mundistas, o pensamento econômico apostava suas fichas na Indústria como mola-propulsora das Sociedades. O Desenvolvimentismo passou a depender do Consumismo, e tornara-se sinônimo de Industrialização e Produção de Bens de Massa - a chamada segunda onda (TOFFLER, 1980).
O discurso modernista bastava para justificar a espoliação dos recursos naturais. O mundo se (re)inventava.
Na linha-de-produção, “inventa-se” o dejeto fabril. Nas florestas “inventava-se” o desmatamento e nas fornalhas, a poluição, para gerar carvão.
Enquanto isso, no chão de fábrica, “inventava-se” o homem-máquina e a nova “neurose”.
(Chaplin, filme Tempos Modernos)
Na virada para o Séc. XX, o pensamento ecológico praticamente não existia. O pensamento psico-humanista resignava-se com a marginalidade dentro da academia. Época em que despontavam FREUD e seu pensamento desafiador do senso comum, e JUNG, seu interlocutor mais preparado, então uma jovem promessa.
Ascensão e Queda das Ideologias
Pois bem, mais de um século depois, chegamos ao Séc. XXI. Diante do reconhecimento de que o modelo é autofágico, ganham importância os pensadores - a luz no fim do túnel - que sustentam a necessária reconciliação do pensamento econômico com o pensamento eco-humanista.
Na esteira do esgotamento de recursos, a crÃtica (eco)nômica enfim começa a questionar o materialismo aquisitivo - que era o valor supremo emergente da industrialização - e começa a incorporar a intenção da (eco)sustentabilidade e da (eco)eficiência nas práticas e no discurso.
Mas a promessa do futuro ainda falha porque a crise humanista igualmente resultante do mesmo modelo, infelizmente, é pouco compreendida. A ideologia que dá “carta-branca” a alguns (cultura dominante) para produzir felicidade a custa de muitos, é a mesma que até a pouco ignorava a força de muitos (contra-cultura interconectada) para reinventar o próprio modelo e, na sequência, questionar as bases na qual se estabelece a felicidade.
A alguém que ache que a Sociedade é viável do jeito que está, recomendo a leitura nos jornais diários. Facilmente lê-se sobre a crise de lideranças (polÃtica), a explosão demográfica, a concentração de riqueza, o problema básico da ética, a manipulação da informação, a violência urbana e o terrorismo. Assuntos que não saem das pautas. Daà se vê que o gargalo civilizatório vai muito além do G-7. E não é de hoje.
Em toda a história civilizatória, nunca houve um instrumento capaz de organizar e interligar seres humanos em larga escala. Com a Internet, a perspectiva é outra.
Ciclos de Aprendizagem e Mudança Coletiva
Há pesquisas em Economia Evolucionária (DEVEZAS e MODELSKY, 2004) que compreendem o momento atual como co-evolução de três transições: a mudança da onda tecno-econômica (ascensão das biociências), uma viragem no ciclo geopolÃtico (fim da Pax Americana) e inclusive, também, a provável mudança num ciclo muito mais longo que alguns designam de afirmação da “opinião mundial” (Onda do Interacionismo inaugurada com a “Galáxia da Internet”).
Por estes motivos, o momento atual seria único.
Ao “reler” o passado com os óculos de vários tipos de ciclos de longa duração (Millenial Learning Process), Devezas & Modelsky tratam a dinâmica histórica como um processo “evolucionário” baseado na aprendizagem coletiva transmitida pelas mudanças geracionais (tecnicamente de 30 em 30 anos).
Utilizam um modelo fÃsico-matemático, baseado em princÃpios da teoria da evolução, usando algoritmos e robustez cientÃfica, para afirmarem que os ciclos “aninham-se uns nos outros” e “evoluem em conjunto”. Nas descontinuidades da Ascensão e Queda das Civilizações, para cada ciclo de longa duração, que corresponde a mudanças de valores, um novo eixo precisa emergir.
A Nova Cultura
A História registra que o aspecto humano sempre foi “atropelado” pelo discurso desenvolvimentista. Invasões, saques, exploração, escravagismo. Haja desculpa esfarrapada! 
O novo capÃtulo desta insensatez chama-se crise de identidades da pós-modernidade.
A Indústria Cultural, nascida com a segunda onda, sustentáculo da sociedade de massa, viveu seu apogeu empacotando o entretenimento, agregando emoção espetaculosa, estereótipos e fascÃnio pela fama e “vendendo” como fórmula de felicidade para o relax do trabalhador braçal.
A compreensão do efeito da pulverização desses valores por décadas torna-se crÃtica para estudos relacionados a comunicação social, mÃdia e educação, por exemplo. O lado perverso da massificação é a Colonização Cultural, ameaçadora do futuro justamente porque escraviza e aliena as mentes.
Pobre homo fabris…
Com a chegada da Sociedade da Informação, a sociedade se segmenta. O modelo que dissociava produção (bem-material) e cognição (bem-imaterial) do inÃcio da industrialização está tendo que ser repensado. A ideologia das “pessoas-máquinas” deteriora-se rapidamente.
Torna-se necessária a emergência de uma nova cultura, não para transmitir conceitos em escala industrial e massiva como a anterior, mas identificada com a terceira e quarta onda tecno-econômica, capaz de organizar pessoas por redes de afinidades e nichos de interesses comuns, a fim de possibilitar sua emancipação e com isso, a transição da sociedade.
SaÃda da “Matrix”
Não existe uma só resposta correta. É preciso avaliar as consequências das escolhas. Não se aprende sobre ética em cartilhas, do tipo: “isso eu posso, isso eu não posso”. Crianças usam cartilhas. Para adultos, é desperdÃcio de aprendizagem. É preciso aprender a questionar os porquês das coisas.
É completamente diferente dizer “faço porque há uma Lei que me obriga” e “faço porque meu discernimento me diz que isto tem que ser feito e é o melhor para todos”.
Em sÃntese, aprender sobre ética é aprender a fazer melhores escolhas pessoais. O homo sapiens precisa urgentemente aprimorar sua ética, para que se possa iniciar um revisionismo histórico capaz de (re)aprumar o sentido da evolução para todos.
O princÃpio é de que não faz sentido conceituar uma Sociedade do Conhecimento sem a contraparte do conhecimento auto-referente, ou conhecimento de si mesmo (autoconhecimento).
Neste ponto, o humano tem que caminhar junto com o social e não submisso como está, vivendo na “Matrix”, sem o saber. Daà porque a necessidade de mudança no perfil de liderança. Da ancestral liderança pela força e pelo dinheiro para a força de determinadas lideranças.
O que se pode esperar?
E é de se esperar que a mudança venha de fora do eixo anglo-euro-americano. Por que? Porque estas sociedades e suas Instituições estão atoladas demais com o modelo atual para que se disponham à tamanho (auto)enfrentamento.
De fato concreto mesmo, penso que uma das dificuldades para estes paÃses liderarem a renovação, fora o modelo mental cristalizado, paradoxalmente seria a barreira do estilo de vida ao qual se acostumaram e não querem rever (Money Society), pois consideram natural a riqueza estar assentada na pobreza alheia, criando pesados estigmas perante as massas e suas legÃtimas pretensões por uma nova sociedade.
E sem essa neutralidade, difÃcil assumir a responsabilidade à qual me refiro, capaz de superar a onda de insatisfação e protestos. A Globalização não é só um movimento econômico. Carece de consenso. MILTON SANTOS, em uma entrevista que virou documentário, a vê como ameaça mais do que solução.
Menos concreto, mas nem por isso desprezÃvel, a expectativa mundial pelo que vai acontecer com a China, na hibridização de sua Filosofia e conjunto de Saberes Orientais Milenares com a abertura definitiva da sociedade chinesa, a despeito de um pós-Comunismo, ao longo das próximas 2 ou 3 décadas.
Quando isso amadurecer, teremos possivelmente uma lógica mundial (Knowledge Society) bem diferente da que existe hoje e, por isso, talvez, tão difÃcil de conceber, que dirá explicá-la, agora.
Teria a América do Sul alguma contribuição especÃfica? E o Brasil, o gigante pela própria natureza? Talvez, quem sabe, depende…
Um pensamento a mais: Pergunto e questiono porque para mim, isto é mais importante do que ser o primeiro a responder.
Se minhas perguntas têm algum valor para você, então considere meu esforço e disponha-se a questioná-las. Em debates, importa mais os argumentos que o certo/errado.
Diante do exposto, convém acrescentar: como você lida com os (de)Formadores de Opinião e de Novas Sinapses que influenciam sua vida?
O sexo é para o jovem o que o dinheiro é para o adulto. Diz-se que o rapaz de 14-18 anos pensa em sexo 4 vezes por hora.
O prazer da primeira transa é a pseudo-simplicidade mais esperada (e complicada) dessa fase da vida, muito mais que a maioridade, o vestibular ou o primeiro carro, por exemplo.
Nossa relação com o dinheiro não fica muito para trás. Alguém duvida? O prazer do primeiro emprego, da primeira conta no banco, da primeira promoção e, na outra ponta, o medo do primeiro cheque-borracha, do primeiro desemprego, da primeira falência e por aà vai.
Sexo e dinheiro são aditivos, ou seja, quanto mais se tem, mais se gosta e mais se quer.
Só que a vida humana não é linear. O que fazemos para obter sexo e dinheiro, o que implica no modo que escolhemos para viver, a profissão e tudo mais, afetará profundamente o retorno, ou seja, a gratificação emocional e de (auto)realização que esperamos da vida receber (felicidade).

Vejamos o que diz a sabedoria chinesa sobre o dinheiro:
- Ele pode comprar uma casa, mas não um LAR.
- Ele pode comprar uma cama, mas não o SONO
- Ele pode comprar um relógio, mas não o TEMPO
- Ele pode comprar um livro, mas não o CONHECIMENTO
- Ele pode comprar um tÃtulo, mas não o RESPEITO
- Ele pode comprar um médico, mas não a SAÚDE
- Ele pode comprar um sangue, mas não a VIDA
- Ele pode comprar o sexo, mas não o AMOR

Atuamos em ciclos. Cada ciclo tem suas recompensas próprias, o que não impede que antecipemos gratificações de ciclos posteriores. Somos desafiados a todo instante a sempre rever nossos valores mais fundamentais versus os valores sociais que nos são impostos, a fim de ajustar nossa identidade e melhor equilibrar a…
balança da felicidade
com o
balanço da idade
Na sabedoria popular, aos 20 somos feras assustadas, inexperientes e com fome, saindo pra caçar de qualquer jeito. Aos 40, somos como águias, que planam altivas sabendo escolher melhor hora e local para obter a comida. Aos 60, o esforço para manter a disposição e a saúde, apesar do sexo e do dinheiro, na corrida contra o tempo, pelo mérito de repassar para os mais jovens as lições de vida que angariamos.
Agora já podemos concluir e fechar o raciocÃnio.
A referência circular ao sexo é que este pode atrair o dinheiro também, mas como fará para atrair o AMOR?
E se não for para trocar AMOR, de que vale mesmo o sexo e o dinheiro?
…Eu disse “trocar” (compartilhar, dar e receber), e não comprar, negociar…