A Revolução da Geração “C” - Você conhece? Você confia?

É inegável que a aceleração da História tráz dificuldades para pensar o mundo. A impermanência parece ser a única coisa permanente. O tempo analógico (pais, avós) parece atrasado em relação ao tempo digital (filhos, netos).
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Eis o sério conflito: Se a cada nova geração, menos previsibilidade, como reciclar “as cabeças”, sem se perder na aflição desses tempos? É o que quero refletir, com os dois vídeos que ilustram o post.

A liberdade do mundo online, do free browsing e da conectividade omnipresente propiciam experimentar fórmulas e interesses novos a cada dia, a atenção saltuária aqui e ali, falando com gente de tudo que é canto. É de deixar qualquer sexagenário doido. Por outro lado, poucos são os jovens de 15 ou 16 que encaram a boa monotonia de um livro ou a seriedade da fidelidade no namoro (auto-denominados “ficantes”). Nem mesmo as badaladas “baladas” são páreo para a ansiedade virtual desta geração.

A Internet e as novas mídias formam um paradigma social. Um divisor de águas. Não adianta negar. Apesar das distâncias diminuírem e das pessoas mais cedo ou mais tarde se conectarem, ainda faltará o passo mais importante: as mentes se aproximarem.

Assista aos vídeos que acabei de pinçar no caos da web. Comente, se quiser. Dois modelos diferentes de ação coletiva. Um contraponto, que faz pensar.

Geração “C” - de Conteúdo, Colaboração, Conexão

Segundo o vídeo, a liberdade da tecnologia do jovem típico se reflete na liberdade comportamental e o desprezo aos limites se reflete na destruição criativa. O clima é de uma geração privilegiada, que se expressa com uma sociabilidade instrumentalizada, turbinada em megabytes por segundo. O compartilhamento é o novo carro-chefe cultural. A regra é a misturada, que junta a mordomia dos tubes, as melodias do futuro e a autoria eventual. Não há tempo a perder. Há muito a se fazer, muito a ser conhecer e muito a se aproveitar, embora pouco a se conquistar. Na hierarquia das necessidades, as escolhas que importam já estão acessíveis, sem custo e à distância de um clique. Enfim, a revolução está na nova forma de interagir com a diversão, a educação e o trabalho, cada vez mais self-service, cada vez mais à distância.

Geração “C” - de Conscience, Commute, Care

O vídeo mostra três jovens cujo sentido de vida atravessou fronteiras para se realizar. A inspiração veio de fora, de longe, mas com a força de quebrar a monotonia da rotina tecnocêntrica e egocêntrica. O expertise universitário afinal fez a ponte inter-cultural. O empreendedorismo social que soube driblar a ansiedade do tempo e da idade, ao ancorar o ímpeto juvenil na coragem de agir, sem a qual, não colheria frutos. A mobilização e a campanha “Invisible Childrens” sugerem a diferença que fez a experiência da solidariedade na vida desses jovens, auto-denominados revolucionários, cuja carência não era material, mas cívica. Enfim, a revolução do eu-comigo-mesmo, que despertou o outro-consigo-próprio, aqui e acolá.

Com qual desses modelos você sentiu mais empatia? Por que?


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Blogging Consciente e a Síndrome de Zélia

Saber o que fazer com seu blog é a ponta do iceberg da nova cultura de compartilhamento. É fenômeno social, mais que econômico ou tecnológico.

Sejamos honestos: cidadania exige protagonismo. Usando a licença poética, eu diria que tem tudo para ser a revolução sem mortes ou a tomada da bastilha sem guilhotinas.

Na prática, é o mundo das formigas-autoras em seus formigueiros-comunitários. Blogging consciente tem tudo para se tornar um front avançado da solidariedade humana, onde a força dos argumentos supera o argumento da força.

Mas, todo pioneirismo tem seu preço…

Blogging ConscienteCom as redes de blogs, toda uma nova cultura de interação se ensaia. Não o Brasil das novelas, mas o Brasil real. Não o jornalismo-concessão, mas o jornalismo-cidadão. Não a realidade-imagem, fabricada na TV e (re)paginada pela mídia para entreter, mas a realidade-vivência, reflexiva, contada por alguns de seus protagonistas-fazedores-de-uma-nova-história, sem intermediários.

Se eu fosse calcular quanto a Velha Mídia me deve por anos de propaganda não-solicitada, buzinada nos ouvidos a cada intervalo, eu já poderia me aposentar. Isso que eu assisto pouca TV, senão ficaria milionário.

No mantra da liberdade, náo há censura, não há editores chatos, não há corte de texto nem imposição de pautas. Poder total. Liberdade de expressão, de opinião e de crítica. Se há algo que esta geração terá que aprender é a conviver com toda esta liberdade, que só pode encontrar limites na prudência, mais até do que na lei ou nas tradições.

Pensando nisso, fui buscar na história um exemplo esdrúxulo para ajudar na reflexão sobre essa questão da liberdade. Pra entender a Síndrome de Zélia (Cardoso de Mello) e a relação com o assunto do post, eis um pequeno vídeo introdutório, para quem não se lembra dela.

A história registra que Zélia Cardoso de Mello, a ministra do confisco, foi a responsável direta, junto com sua equipe, pelas ‘inovações econômicas’ do famigerado Plano Collor, em março de 1990. Mesmo demonizada pelo povo, foi saudada por muitos economistas ortodoxos. Seu legado? Uma contenção artificial da hiperinflação galopante da época (84% ao mês, podem acreditar), visto como passo fundamental para uma estabilidade econômica, que só viria a se concretizar anos depois, com a chegada do Real, em 1994.

A Doutora Zélia receitou o mesmo remédio a todos os pacientes do Hospital-Brasil, mesmo sabendo que as doenças eram várias, os pacientes diversos e heterogêneos e a ressaca fatal para alguns, o que realmente acabou acontecendo pois se noticiaram casos extremos de suicídio na época. É de ficar estupefato a que ponto se chegou.

14 meses de um brilho intenso e fugaz, seguidos por 14 anos de uma longa e penosa espera é a frase com a qual o jornalista da IstoÉ resume a Era Zélia. As más línguas dizem que sua mudança para Nova Iorque, onde mora atualmente, é um exílio auto-imposto de alguém ciente das falhas humanas que cometeu. A justiça a absolveu, mas será que os brasileiros, pegos de calça curta, algum dia a perdoarão?

Na matéria da IstoÉ, o que foi a falta de respeito, truculência e arrogância aparecem travestidas de independência e coragem. Se coloca como vítima quando foi partícipe de ditadura disfarçada. Alguém acha que ela deixou de avisar seus parentes para tirarem dinheiro do banco? A vergonha do povo, numa época em que escreveu não leu, pau comeu!!!

Conta ela na entrevista da IstoÉ que, em 2005, por duas vezes, perdeu oportunidades profissionais, pois lá estava o alcagoete Google e sua implacável memória digital, lembrando a todos que buscavam por suas referências, sobre sues feitos e os processos criminais em que se envolvera.

Eis a Síndrome de Zélia, em toda sua abrangência: poder inconsequente; radicalismo atrevido e esnobe; responsabilidade que não estava a altura da liberdade; imagem destroçada; inteligência econômico-financeira forjada na Universidade abafada pela atitude desumana; fins justificando os meios; amargor de uma década de auto-enganos. Esqueci alguma coisa?

Se vai haver volta por cima? Quem sou eu pra duvidar ou predizer. Já vi de um tudo nessa vida.

e_dai.jpgE daí que, inspirado pela Síndrome de Zélia, lanço a Teoria do Blogging Consciente:


O karma do post impensado de hoje
é o arrependimento no comentário de amanhã.

Tradução popular: você que tem um blog, o que você publica? Já parou para pensar que a Internet tem memória? Você é responsável por suas ações ou prefere deixar pra ver depois os efeitos das asneiras de hoje?

Caro debatedor, sua ética é uma teoria ou uma prática?


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Fé Tecnológica ou Tecnologia na Educação? Você decide…

Você tem Fé Tecnológica? Assista ao vídeo, leia meu p.o.s.t.c.a.s.t … e repense !!!

O excelente vídeo é uma dica da INÊS, do Ciberesfera. Eis a tradução, Slides Pay Attention em Português, com autorização do autor.

T4 - Transforming Teaching Through Technology
Tranformando Educação Através da Tecnologia é um mantra e um slogan. Seria também um projeto estadunidense? A Jordan School District (in english) é uma rede de escolas e estudantes em Utah, EUA, onde se pode encontrar desde um completo ambiente tecnológico integrado (in english) a uma “simples” lista de instrumentos online aplicáveis na educação (in english). Haja fôlego!

A peça de marketing acima foi incorporada pela Jordan School, que passou a utilizá-la como recurso para chamar a atenção online, fazer estardalhaço enquanto ia divulgando o mantra. De acordo com DARREN DRAPER, autor do vídeo Pay Attention (in english), seu objetivo era uma divulgação pontual, elaborada para motivar somente professores do seu distrito (Jordan School District, em Utah), mas viu seu vídeo se espelhar pela Internet, como fogo selvagem (wildfire).

DRAPER, após inúmeros acessos (elogios e críticas) dos 5 continentes, como nos comentários deste post da RACHEL BOYD, uma professora da Nova Zelândia, admite que qualquer produto cultural (e o dele não seria exceção) está sujeito a escrutínio público, e reafirma sua convicção de que “estamos todos formando a cultura internacional que vai eventualmente ser chamada sala de aula global”. É por isso que ele considera que “um blog pode realmente ser um fórum internacional”.

A propósito das críticas relacionadas ao us-centrismo e à cegueira cultural americana, veja como DRAPER encerra seus comentários:

“Now, as a new participant in this global classroom, I hope that participants everywhere will think twice about what they say, and generously forgive others of their lack of cultural awareness. In the future, I hope to be more mindful and inclusive of those outside of my cultural circles”

… que traduzi como “Agora, como novo participante nesta sala de aula global, espero que participantes de todos os lugares pensem duas vezes sobre o que dizem, e generosamente perdoem outros por não estarem despertos quanto às diferenças culturais. No futuro, espero estar mais ‘ligado’, inclusive naqueles mais compreensivo com aqueles fora do meu círculo cultural”.

É ou não é um mártir da cidadania globalizada? Há 3 dias, para completar sua redenção total, ele escreveu mais uma pérola, tecnologia não ensina pessoas - pessoas ensinam pessoas (in english). Até que enfim, DRAPER… (ou como diria lá no Rio de Janeiro, demorô ! ! !)

Alternativas?
Não sei como está reagindo a comunidade educacional no Brasil, mas deixar este tipo de discurso ficar por isso mesmo seria um problema para nossos PhDs. Não reconhecer as ambigüidades da tecnologia e só falar das possibilidades seria uma falha grave. Admitir que a parafernália tecnológica motiva a juventude me parece importante para países com dificuldade de reconhecer como a Cultura afeta a Educação. Agora vincular educação de qualidade e tecnologia já é outro passo, grande demais em alguns casos.

Da minha parte, como já disse antes, não tenho a fé tecnológica que a indústria de TI gostaria. E olha que eu estudo e conheço do ramo. Antes do meu contraponto (logo abaixo), se quiser um exemplo do porquê do meu ceticismo, assista a este vídeo (in english), e me diga criticamente o que vê e o que sente?

No meu contraponto, localizei no mesmo site da Jordan School District, importantes links que remetem à Teoria Educacional, mais especificamente à Taxonomia de Bloom (veja verbete na Wikipedia), famoso estudo da década de 50, liderado por Benjamim Bloom, que sintetizou os principais tipos de aprendizagem, classificados em três domínios (cognitivo, emocional e psicomotor) e vários níveis, correspondendo ao grau de profundidade do conhecimento obtido.

Certamente é um estudo que se tornou referência na área de educação, recebendo revisões de tempos em tempos, a fim de avançar neste conhecimento e obter resultados educacionais cada vez mais efetivos. Quem quiser mais informações, consulte A Taxonomia de Bloom, um excelente resumo introdutório, escrito por PAULA DE WAAL e MARCOS TELLES. Ou pode consultar também, in english, Learning Domains or Bloom’s Taxonomy, Bloom´s Learning Domains, Cognitive Learning. Agora, o ponto que eu queria realmente mencionar.

O gráfico abaixo representa os graus de profundidade, na visão de Bloom, onde o Conhecimento (Knowledge), representado pelo primeiro movimento de aquisição da informação, é apenas a ponta do iceberg.N?veis de Conhecimento na Taxonomia de Bloom Em azul escuro (quase não dá pra ler) está escrito Avaliação (Evaluation) e ao lado alguns dos verbos aferidores deste nível de conhecimento, o mais profundo na seqüência. Avaliar, julgar, escolher são ações de atribuição de valor, capacidade esperada daqueles que sabem pesar o que presta e separar daquilo que não presta. Discernir, enfim, o melhor e o pior, o adequado e o inadequado.

Gran Finale!
Como esperar isto de uma Cultura que “pega carona” nos modismos tecnológicos, com vistas às suas estratégias de expansionismo multinacional (unilateral) e de (neo)colonização cultural, à custa da homogeneização e pasteurização da cultura alheia? Afora outros nomes menos pomposos que nem me lembro agora…

E você colega, que leu até aqui, pretende ficar calado ou tem algo a dizer? Só não vale dizer que sou comunista nem anti-americanista (já está batido demais esse papo) ou xingar a mãe, o resto vale :)


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Tutorial - Autoria em Blogs. Informação Digital Qualificada?

3mesesDia 24/abril, o Nova Sinapse completou 3 meses de existência.

Como eu valorizo o esforço autodidata e o compartilhamento de informações, procuro dar meu exemplo mantendo a seção sobre blogging sempre atualizada, com tudo que pude aprender sobre este instrumento autoral tão interessante, mesmo não sendo a minha especialidade.

Para quem se importa com a Qualidade da Informação Digital que vai produzir, considero interessante refletir sobre quatro pontos, que tratarei a seguir:

da_panoramica.jpg
Uma panorâmica do universo blogging serve para se situar e para pensar no seu blog como um projeto, o seu projeto de autoria, que tem certamente uma contribuição a dar. Pensando nisso, escrevi um Tutorial com Estratégias para Blogs Iniciantes.

da_migracao.jpg
Definir um domínio e um ambiente próprio para hospedar seu blog é um passo a mais. Lógico que esta decisão implicará em custos e mais estudos (e mais aprendizado), mas trará mais liberdade e controle. Pese na balança e decida-se.

Um lembrete: Tudo que você escrever de importante num blog cujo domínio não for seu, depois terá que ser migrado para o novo blog no novo domínio. E naturalmente você terá que zerar seus índices de popularidade e de citação por outras fontes, já que o endereço velho será deixado para trás na migração.

Se não admite que gastos deste tipo são investimentos na sua autoria, então talvez não esteja pronto para o ritual de passagem, e deva mesmo manter-se na fase de experimentações e ambientação, o que é saudável para um começo seguro e de grátis :)

Se tomar a decisão de enfim migrar, sugiro ler Como Migrar Seu Blog Para Outro Servidor e evite dores de cabeça. Conversando com o JUNIO, sobre mudança de permalink sem perda de tráfego, ele me deu uma ótima solução para outro problema, que era redirecionar o trafego do blog velho para o blog novo.

A idéia dele, que acabei implementando mesmo, porque não tive alternativas, foi deixar somente o primeiro parágrafo em cada posts que já tinha escrito no blog velho e acrescentar um link “—-more—-” sugerindo a continuação do texto, só que apontando para o post “espelho”, no blog novo. Com isso, não precisei apagar o blog velho e nem perder o tráfego que ele estava gerando, fazendo uma suave conexão com o novo endereço. Deixo o registro aqui já que pode ser útil para mais alguém :)

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Instrumentos ou Ferramentas? Tive um professor na UnB que até hoje fica enlouquecido quando se traduz “information tools” como “ferramentas da informação”. O argumento é que ferramenta é coisa primitiva, enxada, porrete, flecha e tal. No âmbito da Ciência da Informação, a área de mestrado que me interessa, o correto seria traduzir como “instrumentos de informação”, remetendo a algo mais elaborado, sofisticado. Lição aprendida!

i- Wordpress. Excelente ambiente autoral. Veja o que a PATRICIA escreveu sobre ambiente autoral e amadurecimento de um blog. Infelizmente, tenho que concordar com ela pois não tive uma boa experiência ao usar o Blogger. Por que gosto do WP? Porque é simples, intuitivo, permite categorizar informações com tags (etiquetas) e cumpre o que promete, o que já é muito, pois é gratuito. Já ocorreu de eu querer citar um post publicado em outro ambiente (era um portal), no meio de uma página com diversas informações, e simplesmente não havia um link. A página era um bloco único, sem a subdivisão. Achei isso péssimo porque não permite granularizar a informação.

Um ponto a favor: Wordpress possui versão .com e .org, uma para cada tipo de usuário. Em tese, wordpress.com te permitiria um primeiro contato, uma ambientação. É uma versão proprietária, mas o pessoal faz um bom trabalho e disponibiliza muitas facilidades. Existe hoje mais de 850 Mil usuários, em vários países que utilizam esta versão. Já o wordpress.org é a versão opensource. É essa versão que você vai usar quando tiver seu próprio ambiente de hospedagem. É a única que te permite usar seus plugins, com liberdade e controle total sobre seu blog.

WP também tem fartura de documentação (que aos poucos vai sendo traduzida para o idioma português) e uma grande rede de usuários, contendo entre outros Fórum de Suporte WP, BlogAjuda (o nome já diz tudo) e Dicas de Otimização para Buscadores (SEO - Search Engine Otimization), tudo em português. Mais motivos? OK.

ii- Plugins. O Wordpress permite plenamente a incorporação de plugins, que são trechos de códigos complementares, executando funções específicas, que uma vez agregados ao código principal do Wordpress, aumentam suas funcionalidades. São centenas de plugins gratuitos desenvolvidos por centenas de desenvolvedores esforçados, mundo afora. Alguns já possuem versão em português. O LEONARDO tem uma relação dos plugins que ele utiliza, que eu acho bem interessantes. Checa lá.

Posso te garantir que plugins são um capítulo importante. Vale a pena investir um tempo pra entender como funcionam e, o mais importante, o que podem fazer por suas idéias. Mas lembre-se: Procure plugins homologados (rs!) para sua versão de Wordpress, evitando as incompatibilidades.

iii- Tema. É o componente que interage com o banco de dados e que gera a parte gráfica do seu blog. O que dá ao ambiente uma versatilidade interessante. Não é incomum que algum blog que você gosta de acompanhar durma azul e acorde vermelho, repaginado, como efeito de mudança de tema. O que o tema faz é aplicar uma camada visual (interface) sobre a estrutura de dados (seus escritos, seus posts) e por isso pode ser alterado a qualquer momento sem prejuízo do conteúdo. É o toque pessoal do blog e acaba sendo importante fator de atração para visitantes de primeira viagem. Já estou no meu terceiro tema e tudo indica que ainda este ano mudarei novamente.

A escolha [difícil] se deve a fartura de opções. Existem centenas de temas para o Wordpress. Se aceitar a minha dica, aqui tem um link, com preview de 83 temas para Wordpress que você (provavelmente) não conhece. Se preferir um tema desenvolvido no Brasil, que tal testar o Areia Branca. Se nada agradar, uma busca no Google com “themes wordpress” deve resolver. Duas recomendações principais: uma sobre homologação (a mesma válida para plugins) e outra sobre segurança.

O JÂNIO alerta que temas podem conter códigos maliciosos. A explicação é que, na verdade, temas são feitos em linguagem PhP, disponibilizados gratuitamente e poderiam conter trechos indesejados, dependendo da fonte de onde você baixou. A recomendação é que se busque informação sobre o tema escolhido, de preferência acessando o site de quem desenvolveu. Ou seja, busque referências, veja quem mais usa o mesmo tema que você, contate alguém técnico que você conheça (até o Jânio mesmo) e seja feliz. Depois não vai dizer que agente não te avisou!

iv- Zoundry. É um bom editor, próprio para Blogs. Possui vários recursos autorais, sem descuidar das etapas pré e pós-editorial. A opção de “espelhar” o mesmo tema gráfico que você selecionou para seu blog é uma das vantagens, pois te permite antecipar a visualização localmente das novas mensagens. Como editor, faz o básico, incluindo imagens, links e praticamente tudo para um bom post.

[UPDATE] Uma aus?ncia marcante ? quanto ao verificador ortogr?fico em portugu?s. Eu tenho um macete que resolve esse problema. A partir da versão 1.0.40, o Zoundry já permite baixar um revisor ortográfico em Português, acessível pelo menu “tools > spelling”. Se não conseguir utilizá-lo, existe uma alternativa.

É um procedimento simples, feito em duas etapas. No Zoundry, na hora de publicar, escolha “publicar em modo rascunho”. Isso faz com que o post fique online, porém indisponível aos leitores. Em seguida, ao abrir o post para edição no Wordpress, já entrará automaticamente o revisor ortográfico PT_BR (necessário o plugin que traduz o Wordpress para Português). Daí, é reler o post, mudar uma coisa ou outra, corrigir erros e publicar em definitivo.

Em termos de pós-edição, o Zoundry te permite pingar vários serviços de web informando que um novo conteúdo foi publicado. O resultado disso é que assim que publico algo, no minuto seguinte vários bots de indexação (Google, MSN, Yahoo, Technorati.) já visitam o blog incluindo a nova informação. Se quer conhecer mais ou checar o link pra download, o CARDOSO diz que o Zoundry é o melhor editor de blogs do Universo. Acessa lá e confere.

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Estatísticas são o complemento da autoria. Agrega valor ao conteúdo e informa ao(s) autor(es) possíveis direcionamentos para seus textos. É o resultado, é o que impactou aquele seu artigo, é o bate-volta, são as tendências.

[UPDATE] Não adiantaria só medir acessos sem se preocupar com o número de comentários, que seria um indicador mais adequado para avaliar compartilhamento de conhecimento.

Em Ciência da Informação, usam-se dois conceitos importantes. Um deles é a “meia-vida“, que indica o tempo durante o qual metade de uma determinada literatura foi publicada. Também se utiliza a “meia-vida”, aplicando-a a determinadas revistas científicas, para calcular o índice de obsolescência, já que a regra é informação desatualizada (diferente de informação antiga) perder valor.

Outro índice importante é o “fator de impacto“, que mede a relação entre o número de citações recebidas em um ano e o número de artigos publicados nos dois anos anteriores. Com este índice, consegue-se prever a probabilidade de citações para um novo artigo naquela determinada revista.

Com a Internet, pulveriza-se o conceito de fonte de informação. Um site novo, se bem indexado, conseguirá melhores posições no ranking do Google, e possivelmente competirá por acessos, que da maneira tradicional, não teria. Para muitos, esse fenômeno chama-se democratização da informação.

No mundo online, muitos conceitos estatísticos relativos a autoria e a publicação estão sofrendo revisão e a área ainda não está consolidada, já que o Acesso Online abre portas, sobretudo pelo imediatismo e fartura da informação.

Sou fascinado por estatística, por isso registro aqui algumas informações sobre o Nova Sinapse. Se mais pessoas se dispuserem a registrar suas estatísticas, de 3 em 3 meses, mais e mais estudos sobre crescimento poderão ser feitos.

Período Analisado: 90 dias (24/jan. a 24/abr.)
Estatísticas confiáveis após 7/fevereiro, quando instalei o Extreme Tracking

Informações Gerais: (plugin PostViews e Extreme Tracking)

Total de Posts –> 55 (pelo menos 1 post novo, a cada 2 dias)

Total de Acessos Recebidos:
- 1980 (usuários únicos)
- 4133 (incluindo reloads)
- 25 visitas em média, por dia
- 350 acessos em fevereiro
- 720 acessos em março (cresceu 100%)
- 1053 acessos em abril (até 24). [UPDATE] O mês fechou com 1368 acessos, repetindo um crescimento de 100%)

Total de Acesso por Posts:
- 33 posts com mais de 70 acessos, dos quais
- 15 posts com mais de 100 acessos, dos quais
- 2 posts com mais de 500 acessos

Total de Comentários:
- 44 (escritos por 25 pessoas diferentes)
- 20 posts tiveram pelo menos 1 comentário
- 11 comentários teve o post mais comentado e 5 teve o segundo post mais comentado, ambos com argumentos a favor e contra

Total de Assinantes do Feed:
oscilando entre 10 e 20 (o BRUNO ALVES também comentou sobre possíveis erros na oscilação do FeedBurn, a propósito da mania nacional de não divulgar estatísticas ou números de assinantes em blogs iniciantes). No meu caso, acho a divulgação importante. Cheguei a ver na estatística 64 assinantes num dia, antes de migração para o novo domínio. Possivelmente, tem gente da antiga que ainda falta assinar o novo feed :)

Fontes de Origem dos Acessos do Blog:
- 828 através de search engines
- 521 através de websites
- 7 através de emails

Principais Referrers (search engines):
- Google Search (605 acessos, 73%)
- Google Imagens (207 acessos, 25%)
- Technorati (12 acessos, 1,45%)

Ranking no Technorati –> 250 Mil

Temáticas Abordadas:

Total de Categorias Principais –> 18 categorias

Assuntos Que Mais Me Dediquei:
- Cultura Digital, com 27 posts
- Cidadania, com 22 posts
- Imagens e Vídeos, com 18 posts
- Reflexões, com 15 posts
- Educação e Sociedade, com 11 posts cada

Curiosidades:

Idiomas do blog: português
- [UPDATE] ingl?s e franc?s, (plugin Wordpress Global Translate, na barra lateral) suspenso temporariamente
- inglês (Google Translate Engine, na barra lateral)

Já recebi acesso dos 5 continentes, total 33 países (15%)

Países com mais acesso:
- Portugal –> 118
- EUA –> 53
- Argentina –> 19
- Espanha –> 13
- França –> 11

Na disputa de browsers:
os campeões foram IE6, com 944 e Firefox2, com 616 acessos. Safari e Opera9 tiveram 12 e 7, respectivamente. O IE7 teve menos que a terça parte do IE6, totalizando 307 acessos.

Na disputa de sistemas operacionais:
o campeão foi Windows XP, com 1755 acessos contra 19 via Linux, 22 via Mac e 3 via FreeBSD. O que não representa nada em termos de comparativo, ou que o Windows seja melhor que os outros, nada disso. Apenas quer dizer que os assuntos que escrevo atraem mais esse tipo de público. O novíssimo Windows Vista amarga o antepenúltimo lugar, com apenas 7 acessos.

Na disputa de configurações de tela:
O padrão 1024 x 768 com 35% e o padrão 800 x 600 com 31% foram os mais comuns. Mas os demais padrões com 1024 ou acima (1280 x 1024, 1152 x 864, 1440 x 900, etc.) são tendência, abocanhando juntos uma fatia de 30% dos usuários.


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