Abraço de Leão e Teoria da Evolução

Leão Africano dá um abraço espontâneo em mulher. Curioso e surpreendente.

A história é que Júpiter, o leão, fôra resgatado de um circo, por Ana Julia Torres, que tratou dele desde então. Ao se aproximar, o animal realmente demonstra o que sente por ela. Vídeo gravado em Cali, Colômbia.

A associação que eu fiz foi com a Teoria da Evolução. Julgando ser este um comportamento atípico (raro, com certeza, ainda mais em vídeo), porém avançado, dentro da espécie, estaria Júpiter manifestando algum tipo de superdotação?

Outra questão: Quando algum indivíduo da espécie consegue avançar na escala de evolução e manifestar um desempenho ou comportamento inédito, seria este um “salto” no percurso evolutivo, um legado para a espécie? Me parece que sim …

No caso desse leão, se ele estivesse de volta ao ambiente selvagem, funcionaria como uma “locomotiva”, abrindo picada e puxando o restante do grupo? É provável que não, pois teria que se adaptar novamente ao meio.

Ou seja, houve uma condição especial para que a potencialidade viesse à tona. Assim, segue-se dois raciocínios:
-Que o meio exerce sua influência. Quem pode afirmar que o comportamento sofisticado de Júpiter (que continua sendo um animal selvagem), não foi herdado da convivência direta com Ana Julia?
-E o segundo, também óbvio, é que a biologia não é determinística, ou seja, a programação genética não encerra todas as possibilidades de manifestação, cabendo aos indivíduos o mérito de avançar na sofisticação de seus comportamentos.

Se, como dizem os cientistas, toda uma revolução se iniciou no Séc. XVIII com uma maçã despencando (sic.), nada mais interessante que a Teoria da Evolução do Séc. XXI iniciar com um abraço de leão…

Bastante significativo para um dia (hoje) que vai entrar para a História como o dia em que, no Brasil, o STF debateu em audiência pública “Quando a Vida Começa”. Como é questão filosófica irrespondível, o Direito faz uma opção de se basear no conhecimento atual da Ciência para se posicionar. Não que haja consenso dentro da Ciência, mas porque é preciso ser pratico, dizem os juristas…

Talvez por isso nem sequer tenham chamado os Filósofos para a audiência, reclamou o PAULO lá de Paris, com certa razão, falando sobre esta omissão histórica.


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Sincronicidade e atratividade - o que as ciências naturais cismam em ignorar

Dia desses, em um trabalho autoral sobre identidade consciencial e cognição, estava investigando a hipótese da multidimensionalidade da consciência humana, não restrita a um epifenômeno cerebral, e me deparei novamente com a questão da sincronicidade.

JungSincronicidade é um termo conceituado por C. G. Jung (1875-1961), psiquiatra suíço e empirista da alma, a partir das experiências com seus pacientes. Jung investigou o que ele chamou de “Força do Inconsciente”, provocando uma revolução na Psicologia Freudiana.

Expressões sinônimas seriam: a voz divina (religião); coincidência significativa; convergência de energia; inter-relação de forças energéticas; fatos simultâneos.
energia
Pode a sincronicidade ser considerada como um tipo de comunicação? Se considerarmos como ocorrências conosco e em torno de nós, ao modo de mensagens que a vida nos dá, SIM!

Pensando em um bolsão energético, onde fatos cotidianos ocorrem em várias dimensões ao mesmo tempo, caberia ao sistema cognitivo perceber, absorver e decifrar os conteúdos permeados nessas trocas sutis. Mas poderíamos perceber algo sem estar predispostos para tal?

As sincronicidades nos instigam para esferas cognitivas mais sofisticadas. Neste caso, envolvem mais complexidade, mas seriam sinais para enriquecer nossa compreensão de mundo, podendo nos auxiliar nas evitações e, sobretudo, nas decisões acertadas.

A regra: quando nos damos conta de uma sincronicidade, damos sentido à mesma. Aparentemente, é necessário certo tipo de inteligência holística e postura de observador para identificar essas ocorrências. Quem ainda não passou pela experiência de encontrar a pessoa que você estava pensando justo naquele momento? Qual valor deu para o fato?

É assunto ainda pouco valorizado no meio científico e acadêmico, com sua lógica e seu pensamento baseado em ordenação linear dos fatos, que tem dificuldade de compreender a simultaneidade de tudo, por isso a rechaça. Frequentemente confunde-se sincronicidade com metafísica, magia ou mero acaso insignificante.

Outra característica da sincronicidade é a espontaneidade, padrão que foge à racionalidade esperada do evento científico. Por isso, é um típico assunto que se presta mais ao estudo por relatos que ao estudo empírico direto. A sincronicidade de hoje é diferente da de amanhã, varia para cada indivíduo, para cada situação ou grupo.

Não há (pelo menos por enquanto) como estabelecer uma lei ou princípio geral que torne o processo previsível e regular, por uma simples razão: cada pessoa tem seu grau de atratividade, sua relação peculiar com o cosmos. A compreensão de que a intencionalidade é vital na ocorrência do processo sincrônico, coloca a subjetividade como variável fundamental.

Afinal, faz sentido a colocação popular de que o “destino está nas suas mãos”. Em matéria de sincronicidade, cada um atrai o que está impregnado no seu infinito particular (uma expressão muito feliz dos Tribalistas), para bem ou para mal.

dicaApesar de não encontrar exemplos recentes no noticiário, achei um post com casos interessantes de sincronicidades históricas relatadas (em espanhol). Baixe também um powerpoint com as coincidências mais que significativas Lincoln / Kennedy.

Estendendo ainda mais o assunto, o DANIEL publicou sua Lei da Atração - Exemplo Prático e, na mesma linha, a PATRÍCIA escreveu sobre Um exemplo da Lei da Atração em prática. Vai lá e lê o que eles escreveram. Das duas uma: ou combinaram para curtir com a nossa cara ou tem mais coisa nesse feijão do que disse a cozinheira. Vale cada minuto da leitura.


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Viagem fantástica que você nunca viu

A força da imagem auxiliando a divulgação científica.

Se quiser guardar uma versão, faça o download Do Macro ao Micro (c/o tema musical Cósmico, de Áurio Corrá, Album Quietude) (2,27 Mb).


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Quem Somos Nós - Desafio à Ciência

in english UK Flag

Ao final do post, um video sobre o assunto!

O mínimo que podemos dizer sobre o Filme Quem Somos Nós? é que gerou muita polêmica. Há uma comunidade no Orkut sobre o assunto. Na blogosfera, também achei muitos posts. No Wikipedia, li que o filme causou reação da comunidade científica internacional.

Seria o filme uma mera peça de divulgação mística? Estaria a ciência sendo “usada” a favor de teses New Age? O que tem o filme de tão especial que atraiu multidões mundo afora?

Compreensível a reação dos cientistas por uma razão bem plausível: A ortodoxia científica avançou nos últimos 4 séculos lidando com fatos observáveis instrumentalmente, replicáveis experimentalmente e “compreendidos” sob a luz do paradigma da Física Newtoniana, das macro-realidades.

Sob esta ótica, ao raciocinar na compreensão da realidade quântica, tenderá a ciência a querer transpor os mesmos métodos, os mesmos esquemas mentais e a “velha ortodoxia” para este “mundo novo”. Mas será isto possível?

Nessa lógica, o que não pode ser medido nem observado externamente, não é ciência. Mas, e quando o experimentador afeta a experiência, como no mundo quântico, não seria necessário se repensar novas variáveis afetando o próprio método científico?

E quando se pretende estudar a consciência (consciousness), na sua individualidade e idiossincrasia, não haveria a necessidade de se repensar o próprio paradigma?  É salutar questionar a realidade do ser humano. O óbvio é que esta realidade transcende ao mundo físico ordinário, mas como controlar o fascínio que esta transcendência provoca? O popular no filme tem sua razão de ser…

E o fato do filme ser inspirado em canalizações mediúnicas? É questionável, sem dúvida, mas foi exageradamente usado como pretexto para desqualificar o documentário. Questiono se a ciência comete ou não falácia ao categorizar aquilo que não compreende como pseudo-ciência. Ou quando ataca opositores e não argumentos…

Questiono igualmente a mania de usar ciência como argumento de poder. Principalmente quando cientistas que são questionados dentro da própria comunidade científica utilizam de suas credenciais para gerar mais credibilidade.

Já vi o filme mais de uma vez e recomendo. O que mais importa é avaliar por si mesmo e formar uma opinião. Se está difícil compreender, estude mais. Abra a mente e procure se informar. Amplie suas fontes. Seja cético, mas não limitado!

Estudar a realidade é sempre um bom caminho. Te deixa mais seguro intelectualmente. Só não esqueça também de questionar a si próprio :-)

A seguir, um vídeo gravado com a opinião de dois professores brasileiros que ilustra a reação ao filme (em português, sem legenda):

1ª parte:

2ª parte:

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