Na data (hoje) em que se abraça BrasÃlia pelo 47º Aniversário da Cidade e de sua epopéia, descobri que a Campanha do Abraço – Free Hugs Campaign (em inglês) já esteve por aqui.
Para quem tá mesmo boiando no assunto, eis um vÃdeo que comentarei a seguir.
No meu entendimento, a Campanha Abraço Grátis se propaga mundo afora graças a inegável Força de Certas Palavras, em primeiro lugar, e pela facilidade proporcionada pela Internet e pelas Novas MÃdias para disseminar idéias na cultura.
Tudo começou com o australiano Juan Mann e com sua iniciativa de levantar um cartaz escrito Free Hugs (em inglês). DaÃ, ouve seu encontro com o roqueiro Shimon Moore e, a partir de um abraço, veio a amizade. Moore resolveu gravar Mann em ação. A polÃcia de lá reage, e tempos depois volta Mann com uma petição popular com 10 mil assinaturas a favor. Após a morte da avó de Mann, Moore faz uma mixagem das imagens que gravara com uma música nova que estava lançando e dá de presente para Mann. O vÃdeo vai parar no Youtube. E de lá, para o mundo!
Afora o inusitado e a espontaneidade com a qual a campanha avança, vou eu aqui elaborar algumas idéias, inspirado por este premiado vÃdeo, que tem tudo para se tornar o protesto humanista mais pacifista dos últimos tempos:
1. Se violência é um assunto recorrente no mainstream media, por que as campanhas recentes contra a violência do Rio de Janeiro, o Protesto das 700 Cruzes e o Protesto das 1300 Flores, ambas em Copacabana, ambas promovidas pela ONG Movimento Rio de Paz, e ambas visualmente impactantes, não geraram tamanho impacto de comunicação viral? Possivelmente porque evocam o sentimento errado – o medo ao invés da alegria de viver…
2. “Abraço Grátis” faz duas criticas em uma. O abraço remete ao simbolismo da fraternidade, da solidariedade como valores para a vida decente, e o grátis, se encarrega da crÃtica ao consumismo, o lado mercantil das sociedades e das culturas que muito têm a aprender em termos de convivência pacÃfica.
3. Se o abraço pode ser usado em terapias individualizadas, por que não poderia ser usado para amenizar patologias sociais? Quem sabe se o koreano que saiu atirando lá nos e.s.t.a.i.t.e.s tivesse sido mais abraçado (e menos invisÃvel) a tragédia não pudesse ter sido evitada?
4. E por último, e não menos importante, por que só em BrasÃlia vemos cartazes escritos “me dê (sic) um abraço”, já que em todos os outros lugares “oferece-se abraço”? Minha sugestão para as Meninas da Comunicação da UnB é fazer dessa experiência um Estudo de Caso sobre Comunicação Online e Solidariedade Humana. Quem sabe até colocar na agenda do trote social para os próximos anos? Que tal?



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[...] Rita foi no blog do Alexandre e deixou um abraço. Simples assim mesmo: “abraço”, e se foi; ou ficou pra ler outras coisas; ou [...]
Seu blog está ótimo.
Surpreendente…como um abraço pode desmontar e fortalecer as amizades e ser um gesto de comunicação total !!