Conscientização PolÃtica Faz Bem a Saúde?
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Ontem fui surpreendido no Blog com a pesquisa insólita acima. 
Fiquei curioso com a sincronicidade do Mello com dois “L”s, e acabei indo atrás procurar, com estes fragmentos, quem seria o meu xará da Internet.
Achei o Notas Provisórias, um tÃtulo trocadilhesco, no Blog do Dr.Alexandre Mello, Hematologista do RJ.
Fuçando descobri sua dupla identidade: nas horas vagas, ele é baterista amador, e percussionista de Carnaval.
Em comum, talvez, o mesmo cuidado com o idioma e o olhar atento sobre os vÃcios de (des)informação, apesar de que ele se aborrece (mais que eu) com a ignorância alheia.
Também em comum as crÃticas de quem acompanha o triste momento polÃtico nacional. Absurdos como as tentativas de prorrogar a CPMF, a anistia alucinada do amigo do rei e as LuLices e canalhices do Caso Renan demonstram a sua indignação.
Mais um Alexandre boqui-aberto. Com razão.
Da minha parte, faz exatamente 1 mês que perguntei: que paÃs é esse?
Hoje acrescento: que democracia é essa, que elege “autoridades” que não estão a altura do ofÃcio, do que se lhes exige a ética.
Alguém que não recebe Bolsa-Miséria, que seja capaz de somar 1 mais 1, ainda se sente representado por essa gente?
(Crédito da imagem, blog do Josias de Souza)
Perguntaria eu ao Doutor: Falar mal das hipocrisias e desmandos do governo faz bem a saúde? Na lógica hematológica, não sei o que ele responderá, mas na lógica psicológica, não tenho dÃvidas. Ora bolas, alguém quer contestar?
O contra-argumento dos burocratas é que quando se está alienado, nada incomoda. No limite, viverÃamos mais “felizes”, quanto mais alienados fôssemos… Banana pra eles… Arght !!!
Converse com algum psicólogo bem informado e ele lhe dirá que quem é capaz de elaborar sua dor, suas angústias, promovendo uma reciclagem emocional, é capaz de fazer a sua catarse.
Ao escrever e opinar conscientemente, a partir da autocrÃtica, conseguimos pensar nosso papel no mundo. A vitimização, destruidora de mentes e de ideais, perde sua razão de ser.
Nesse sentido, certo está o Dr. Alexandre que, como ele mesmo diz, por não ter paralisia cerebral, põe pra fora “aquilo” que já não aguenta mais esconder dentro de si.
É óbvio que PolÃtica e Politicagem não são sinônimos. Óbvio também que nem todo polÃtico é lambão, como parece. Assim como é óbvio que a (des)alienação polÃtica não pode se dar só na Universidade, ou só pelo massacre diário da mÃdia, ou mesmo pela corrida quadrianual pelo voto. Perante os muitos matizes do falatório polÃtico, o cidadão está mais para vÃtima que para aprendiz.
O começo, portanto, é no contexto local, na comunidade, assumindo alguma liderança, entre os pares, aprendendo o básico sobre poder pessoal, ética e relações de poder, e partir desse aprendizado para não cair nas armadilhas da polÃtica, sobretudo quando a PolÃtica vira Profissão, mais do que Vocação.
Essa é minha aposta intelectual para formação de cidadania qualificada. Registro também a visão do importante pensador da globalização, o francês Robert de Herte (pseudônimo de Alain de Benoist), no texto La Hora de la Micro-PolÃtica (em espanhol).
Só não entendo como o Dr. Alexandre, esse autor bacana, insiste em editorar (e se irritar) com o Blogger sendo que já existe opção mais inteligente. Essa nem Freud explica!!!




Privacidade zero esta internet hein…
Comentário de kadu — 7 July 2007 @ 10:43 pm