Comunicação virtual e a dificuldade em falar sobre si mesmo
A seguir, a compilação em vÃdeo (crédito Mike B.), em tom intimista, com o perfil YOUTUBERS.
AVISO: Não se impressione com a beleza da moça no vÃdeo. Algumas imagens remetem à intimidade das pessoas, à liberdade sexual ou a conteúdo racial. Se isso lhe aborrece, por favor, não assista ao vÃdeo!
A atual geração está enfrentando o problema de aprender a lidar com a liberdade. Sim, liberdade! Que traz consigo os problemas do limite e da responsabilidade.
Refiro-me não propriamente à liberdade polÃtica, das lutas estudantis de outros tempos (e de outras bandeiras), mas a liberdade de tentar ser autêntico, de ser você mesmo, quando tudo conspira a favor da multiplicidade e da fragmentação das identidades, no universo online.
Nessa amostragem, reparei a dificuldade das pessoas quando precisam falar sobre si mesmos. Com a Explosão da Informação, fala-se cada vez mais sobre mais coisas e pessoas, mas isso não quer dizer falar sobre a essência das coisas e das pessoas.
A comunicação social é coisa séria! A boa comunicação é instrumento de adensamento cultural. Afinal, a Internet só prestará um papel mais efetivo na medida em que cada um aumentar sua dosagem de cidadania participativa. Isto implica ler e ser lido, ver e ser visto.
Para mim, a raiz está na superficialidade, que parece estar profundamente impregnada na mente das pessoas. A má aplicação do tempo e dos esforços leva à distorções e à produtos culturais empobrecidos, com grande ênfase no hedonismo – que sempre foi um traço predominante na cultura (mais a ocidental que a oriental), além de futilidades, a marca herdada do entretenimento popular, vendido pelas TVs Comerciais Abertas, por exemplo.
Só pode falar bem sobre si mesmo quem se dedica tempo útil, de qualidade, a fim de questionar suas verdades, as verdades do meio onde vive e o autoconhecimento fruto dessa pesquisa sincera. Mas isso nem de longe costuma ser a prioridade das massas…



